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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

UCRÂNIA DIVIDIDA ENTRE UNIÃO EUROPEIA E UNIÃO EUROÁSIA

UCRÂNIA DIVIDIDA ENTRE UNIÃO EUROPEIA E UNIÃO EUROÁSIA

 


Segundo a informação do Ministério do Interior da Ucrânia, a milícia não utiliza quaisquer meios especiais, tendo por objectivo principal libertar as ruas centrais para restabelecer o trânsito na cidade e não pretende dispersar o comício. Mas essas acções são suficientes para causar o descontentamento do Ocidente que apoia abertamente a oposição ucraniana, diz o director do Centro de Pesquisas Eurasiáticas na Ucrânia, Vladimir Kornilov:

“Representantes do Ocidente falam francamente que estão interessados na continuação dos chamados actos pacíficos de protesto e têm encontros tanto com as autoridades, como com a oposição. Victoria Nuland disse que por enquanto não há motivos para aplicar sanções em relação a Yanukovich. A meu ver, a oposição irá “emendar” esta situação. Actualmente, em Kiev, encontram-se representantes de estabelecimentos diplomáticos do Ocidente, da Europa e dos Estados Unidos. Com certeza, o uso da força contra a sua presença equivale a conceder um trunfo à oposição. Por outro lado, os acontecimentos desta noite, quando a milícia, sem recorrer a medidas duras e à violência, desalojava manifestantes dos territórios ilegalmente ocupados, serão suficientes”.

Fonte: Voz da Rússia

domingo, 8 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA - 1918/2013

NELSON MANDELA - 1918/2013





A História de Nelson Mandela 


 

Mandela foi, durante muitos anos, ex-líder político a favor dos rebeldes e é hoje ex-presidente da África do Sul, exercendo essa função de 1994 a 1999. Este é graduado em Direito, fazendo do mesmo um Advogado por natureza. 

 Foi o principal representante sobre o movimento que lutava contra a regra política imposta pelo governo na África do Sul que separava a raça branca da raça negra, mais conhecido como o Apartheid, foi um activista, sabotador, antes e durante a sua prisão e foi ainda um guerreiro nativo perante a sua nação, defendendo os seus ideais e do seu país.

Apesar de este ser um nacionalista que apenas lutava pela liberdade, não só do povo Sul-Africano mas também de quem lá habitava, era ainda assim para muitos considerado um terrorista de alto nível, principalmente para o governo que comandava na altura.

Durante bastantes e árduos anos, Mandela não baixou a cabeça perante o que vinha a estabelecer para o país durante tantos anos. Valendo-lhe estas batalhas, um prémio Nobel da Paz em 1993.

Nelson viveu basicamente toda a sua infância numa região chamada Thembu, antes de ter escolhido seguir a carreira de Direito. Em 1990 foi ainda atribuído o Prémio Lênin da Paz, que foi recebido anos depois, em 2002.

Este é ainda conhecido pelo seu país como “Madiba”, titulado assim pelos membros do clã Mandela.




Biografia de Nelson Mandela




Nelson Mandela proveniente da etnia Xhosa, nasceu num pequeno vilarejo de Qunu, distrito de Umtata, na região de Transkei. Logo aos seus sete anos de idade Nelson torna-se o primeiro membro de toda a sua família a frequentar uma escola, onde lhe foi o nome inglês Nelson. Logo após a sua entrada para a escola, pouco tempo depois, o seu pai morre e Nelson Mandela foi para uma escola próxima do palácio do Regente. Seguindo sempre as tradições Xhosa, Nelson foi inserido na sociedade aos 16 anos de idade, ido assim para o Instituto Clarkebury, onde estudou a Cultura Ocidental.

No ano de 1934, Mandela muda-se para Fort Beaufort, cidade com escolas que recebiam a maior parte da realeza Thembu, e foi ali que ganhou interesse no boxe e nas corridas. Após fazer a sua matrícula, começou o curso para se formar em Direito na Universidade de Fort Hare, onde conheceu os seus compatriotas Oliver Tambo e iniciou uma longa amizade.

No final do seu primeiro ano, Nelson envolve-se no movimento de estudantes, num boicote contra as políticas universitárias, tendo acabado por ser expulso da universidade. Após a sua expulsão da faculdade Nelson foi para Johanesburgo, onde terminara a sua graduação na Universidade da África do Sul (UNISA), por intermédio de correspondência. Continuo assim os estudos de Direito na Universidade de Witwatersand.

Sendo Nelson um jovem estudante de Direito, este veio a envolver-se na oposição do regime de Apartheid, que por sua vez negava à raça negra, que era a população maioritária, a mestiços e Indianos os seus direitos políticos, sociais e económicos. Juntou-se ainda ao Congresso Nacional Africano em 1942, e dois anos depois junta-se com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros amigos que veio a formar durante a sua formação e forma a Liga Jovem do CNA.

Nelson Mandela casou por 3 vezes. A sua primeira esposa foi Evelyn Ntoko Mase, a qual veio a divorciar-se em 1957 após 13 anos de casados. Pouco depois casou-se com Winnie Madikizela, e ficaram casados por 38 anos, divorciando-se assim em 1996, com as divergências políticas entre o casal virem a público. Com 80 anos e no seu aniversário, Nelson Mandela casou-se com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente Moçambicano.

Winnie Madikizela foi a esposa que acompanhou todo o processo de prisão de Nelson Mandela, estando ela casada antes, durante e após a sua prisão. Sendo que dos 38 anos de casados, 27 foram passados à distância praticamente sem se verem.




Nelson Mandela Durante a sua Prisão 

 
 
 
Mandela foi preso em Agosto de 1962 e recebeu como sentença 5 anos de prisão, sendo esta detenção feita por Mandela viajar ilegalmente até ao exterior e incentivar o povo a aderir a greves.

Em 1967, Nelson Mandela volta a ser sentenciado novamente, mas desta vez a sentença atribuída foi de prisão perpétua. Importante referir que este escapara a uma pena de enforcamento por planear acções armadas, sabotagem e conspirações para ajudar outros países a invadir a África do Sul, apesar de ter sido negado por Nelson Mandela.

Nesta altura, 20 milhões indivíduos de raça negra eram totalmente dominados por apenas 4 milhões de indivíduos de raça branca durante o brutal e criminoso regime de Apartheid.

Ainda nesta altura, os indivíduos de raça negra não possuíam qualquer direito de votação, direito a propriedades transacções, casas, nem educação. Não podendo assim qualquer individuo possuir uma moradia, um terreno, ou outras propriedades como um carro ou uma mota. Sendo praticamente impossível um jovem descendente de raça negra poder ingressar à faculdade. Para isto acontecer, teriam de acontecer grandes feitos por parte da família.

Determinado a manter o poder, o governo elimina a existência de muitos partidos políticos liderados por negros, enviando os mesmos para a prisão com penas de prisão perpétua. Estas penas eram cumpridas na famosa e conhecida Ilha de Robben.

Esta ilha era uma prisão, de alta segurança e isolada do povo para que ninguém soubesse o que se passava nestas instalações. Nesta mesma altura, mesmo na prisão nunca eram misturados indivíduos de raça negra com indivíduos de raça branca. Cada raça era posta em prisões diferentes.

Guardas prisionais ou polícias que seguiam este tipo de profissão, caso fossem escolhidos para ir trabalhar para a Ilha de Robben, eram-lhes dadas casa e salário para poderem habitar e viver na própria ilha onde trabalhavam. Nesta altura a mulher não exercia qualquer tipo de função, sendo que eram praticamente todas donas de casa, fazendo assim o salário que o marido ganhava como guarda prisional o único salário em casa.

Mandela não mantinha qualquer contacto com o povo enquanto esteve preso na Ilha de Robben. Pois nesta prisão era expressamente proibido aos reclusos falarem de política, do país ou da sua situação, ou de assuntos que fossem ligados a comunismo e ao governo, com as suas visitas. Sendo que estas visitas eram acompanhadas pelos guardas prisionais, caso estas regras fossem quebradas, a visita teria fim imediato.

Mandela era visto como o maior criminoso existente no país. Estando ligado ao ANC (Congresso Nacional Africano), que lutava para estabelecer a paz e liberdade no país, independentemente de quem lá habitasse, e que era a favor do nacionalismo e do bem para com a pátria. Esta regra seria então praticada para todas as raças.

Nelson Mandela tinha muitas dificuldades em saber como estava o povo e o que se passava no seu país, tendo em conta o controlo das visitas e das cartas, que por suas vez também eram inspeccionadas antes de entregar aos reclusos seguindo as mesmas regras que eram aplicadas nas visitas, estas cartas eram enviadas, uma de 6 em 6 meses, com o máximo de 500 palavras por carta e as visitas tinham o mesmo método, uma visita de 6 em 6 meses, podendo falar num prazo máximo de 30 minutos, caso não fossem infringidas as regras impostas para as visitas.

Na África do Sul eram, antigamente e nos dias de hoje, faladas duas línguas. O Xhosa e o Inglês. Tendo em conta esta situação, dentro da prisão, eram necessários guardas que soubessem falar a língua do Sul-Africanos. Contudo, era quase impossível encontrar um guarda prisional de raça branca que soubesse ambos os dialectos. Quando encontraram um, destacaram-no como guarda prisional privado de Nelson Mandela, este estava encarregue de transmitir ao Governo tudo o que Mandela falava que não fosse em inglês. Importante referir que isto custou-lhe a vida de um filho, que estima-se ter sido assassinado pelo Governo derivado às informações reveladas por este guarda.

O filho de Nelson morreu num acidente de viação ao cair de uma ponte. Contudo, nunca ninguém descobriu se foi realmente acidente, se foi planeado pelo Governo este tipo de acção. Tendo em conta que o governo estava em guerra com o próprio Nelson Mandela, fazendo de tudo para que este ordenasse ao povo para parar de lutar.

Enquanto prisioneiro, Nelson Mandela pediu, através da sua mulher, para o seu pessoal aliado aumentasse a luta armada para que o país se tornasse ingovernável. Pois enquanto o país era governado pelos descendentes brancos, os de raça negra mal podiam andar na rua descansados sendo estes abordados em qualquer lugar, na rua, na loja, em casa, etc. Quando abordados, eram pedidos os seus passaportes, caso não tivessem consigo tal documento seriam torturados à vista de todos. O que acabava por instalar o caos na cidade.

Estes guardas não faziam escolha de adultos e crianças, eram torturados independentemente da sua idade. Havendo até, cenários de bebés envolvidos nestas torturas, deixando-os cair ao chão como se fossem pessoas mais velhas.



Ideais de Nelson Mandela

 

Nelson Mandela apresentava-se como opositor referente ao regime aplicado pelo estado, Apartheid, que era como uma linha imaginária entre a raça negra e a raça branca. Estes não podiam ser misturados nem partilhar ideias sobre política, socialismo, economia e até direitos. Fez-se assim aliado do Congresso Nacional Africano, conhecido na altura como o ANC. Tendo fundado uma instituição chamada NCA/ANC com o seu amigo Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, esta era uma organização mais jovem e dinâmica para lutar contra este regime e declarar paz e liberdade para todos os povos.

Anos depois, após a sua eleição para o Partido Nacional Africânder, no qual exercia a função de promotor da política da segregação racial, Mandela adere ao Congresso do Povo, sendo percursor do ANC, divulga assim a Carta da Liberdade, documento que continha informações secretas para com o povo. Esta exigia liberdade para todos os que habitassem a África do Sul, fossem de raça negra ou branca, exigia que as riquezas do país fossem distribuídas pelo povo, que a escolaridade a nível de faculdade fosse obrigatória para os mais novos, mantendo a mentalidade que só assim os jovens seriam alguém na vida, exigindo paz entre os povos entre outras exigências.

Mandela e os seus compatriotas decidiram recorrer à luta armada após o sangrento e violento massacre imposto pela parte dos brancos, sendo conhecido como o Massacre de Sharpeville, ocorrido em 21 de Março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou contra os manifestantes negros, estando estes desarmados. Foram mortas 69 pessoas e 180 foram feridas gravemente.

Após um ano, a seguir ao massacre, Nelson torna-se comandante do braço armado do ANC, o conhecido Umkhonto we Sizwe, que significa “Lança da Nação”, fundado por esse e por outros membros.

Mandela coordenou assim uma campanha de sabotagem contra alvos militares do governo, fazendo ainda planos para uma possível guerra caso a sabotagem falhasse em acabar com o regime de Apartheid. Viajou ainda com para o exterior na tentativa de angariar fundos para o MK, criando assim condições para treinos e actuação paramilitar do grupo por si criado.

Nelson Mandela Após a Sua Prisão

Nelson Mandela foi libertado, após várias transferências entre as diversa prisões que existiam na África do Sul. Sendo que todas as prisões em que passou eram consideradas de alta segurança. Quanto ao dia da sua libertação, Mandela foi escoltado até à saída da sua última prisão, que era mais confortável e com as condições iguais as de uma casa de habitação, apenas sem família e mulheres, apenas reclusos. Foi assim escoltado pelos seus guardas prisionais particulares, que tinham sido atribuídos para este tipo de trabalho, até à saída. Onde saiu de cabeça erguida e em paz, como se nunca se imaginasse que tivesse prendido por praticamente 3 décadas da sua vida.

Sorrindo e caminhando em direcção ao povo que o aguardava no exterior da prisão, foi assim que Nelson Mandela saiu. Aplaudido e bem recebido por todos os membros presentes nesse dia. Certamente um dia marcante para o povo e para as noticias a nível mundial.

Sendo importante referir que Mandela rejeitou variadas vezes a sua libertação em regime de liberdade condicional derivado aos pedidos que lhe eram feitos para que ordenasse ao povo e aos seus aliados para terminarem com a luta contra os seus direitos e os direitos do país. A última vez que rejeitou esta proposta foi em Fevereiro de 1985, tendo Mandela continuado preso até Fevereiro 1990, quando a campanha do ANC e a pressão internacional conseguiram que este fosse libertado em 11 de Fevereiro, por ordem do novo Presidente Frederik Willem de Klerk. Tendo ainda retirado o ANC da lista de ilegalidades.

Nelson recebe o prémio Internacional Al-Gaddafi de Direitos Humanos em 1989. Em 1993, juntamente com Klerk, recebe o prémio Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de encerrar a guerra entre os povos e a discriminação racial na África do Sul, naquelas que foram as primeiras eleições multirraciais do país. Mandela cercou-se, para governar, de personalidades do ANC, mas também de representantes de linhas políticas.

Curiosidades Sobre Nelson Mandela 

 

Em 1994 Nelson Mandela tornou-se o primeiro Presidente de raça negra da África do sul, quatro anos após a sua libertação. Onde governou o seu país até 1999, sendo o maior responsável pelo fim do regime de racismo existente na África do Sul e ainda pela reconciliação dos grupos internos.

Chegando ao fim do seu mandato de presidente, Nelson Mandela afastou-se da política dedicando-se a causas de variadas organizações sociais em prol dos direitos humanos. Onde, até à data, recebeu diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento da sua vida e da luta pelos direitos sociais.

Desde o ano de 2010, começou a ser celebrado a 18 de Julho de cada ano, o dia Internacional de Nelson Mandela. A data foi definida pela Assembleia Geral da ONU e corresponde ao dia do seu nascimento.

No decorrer da sua prisão, os 27 anos que Nelson Mandela ficou preso, tornou-se de tal forma associado à oposição do Apartheid que o povo clamava a frase “Libertem Nelson Mandela”, o que acabou por se tonar o lema das campanhas antiapartheid em vários países do mundo.

Nelson Mandela quando foi libertado tinha nada mais, nada menos do que 72 anos de idade. Mandela passou quase 3 décadas da sua vida na prisão como esforço para com o seu país.

Mandela fez alguns pronunciamentos, em 2003, atacando assim a política extrema do presidente norte-americano George Bush. Ao mesmo tempo, Nelson anuncia o seu apoio à campanha de arrecadação de fundos contra a AIDS, na qual deu o nome de “46664”, número de presidiário enquanto o seu mandato na prisão.

Em Junho de 2004, aos 85 anos de idade, Nelson Mandela anunciou a sua retirada referente à vida pública. Fez apenas uma excepção, no entanto, pelo seu compromisso em lutar contra a AIDS.

O ex-presidente Sul-Africano comemorou o seu 90º aniversário em Londres em 2008, onde estiveram presentes diversas estrelas, celebridades e artistas que estiveram presentes na altura da guerra pelos direitos na África do Sul, ou que acompanharam o sucedido.

 



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

7/11 2001 A VERDADE SOBRE O WORLD TRADE CENTER


7/11 2001 A VERDADE SOBRE O WORLD TRADE CENTER


































sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ENTREVISTA COM PUTIN: "SINTO-ME BASTANTE MAL COM AS MILÍCIAS SÍRIAS A RECEBEREM ARMAS DESDE O PRIMEIRO DIA DO CONFLITO, ALÉM DO MAIS É UM CRIME INTERNACIONAL"

ENTREVISTA COM PUTIN: "SINTO-ME BASTANTE MAL COM AS MILÍCIAS SÍRIAS A RECEBEREM ARMAS DESDE O PRIMEIRO DIA DO CONFLITO, ALÉM DO MAIS É UM CRIME INTERNACIONAL"

Putin: "sinto-me bastante mal com as milícias sírias a receberem armas desde o primeiro dia do conflito, sem qualquer restrição, além do mais, é um crime internacional o fornecimento de armas para um estado com um conflito militar."




COMBATES EM AL-QABOUN - ZONA INDUSTRIAL DE DAMASCO, CAPITAL DA SÍRIA

 COMBATES EM AL-QABOUN - ZONA INDUSTRIAL DE DAMASCO, CAPITAL DA SÍRIA


Carro bomba em Al-Qaboun (distrito de Damasco)

Este é um vídeo de Julho passado que mostram os combates na Síria nomeadamente em Al-Qaboun[uma zona industrial de Damasco onde se instalaram terroristas Wahhabitas da al-Qaeda integrados nas FSA e apoiadas por Israel], são tropas do exercito que combatem terroristas da Jabhat al Nusra e FSA (Exército livre sírio) [agora unidas - algo improvável sem as mãos dos EUA/Israel e aliados - os americanos chamam-lhes rebeldes ou oposição, mas na verdade estão associados à al-Qaeda e a maioria não são sírios]. Estes terroristas estão organizados de forma como se tratassem de um "Holding", têm organizações autónomas ou independentes especializadas em treino, logística, guerrilha, tráfico de indivíduos para combater na "Jihad", financiamento, etc..E praticamente todas elas têm nomes, se bem que podem alterar o nome, a sua área de actuação e a politica de alianças com outros grupos. Em relação às armas químicas existem muitas duvidas sobre este assunto e nenhuma certeza, na verdade este discurso colocado em circulação nos medias tradicionais serve para justificar uma introversão e ocultar o que na verdade está em disputa entre as duas partes do conflito. Nesta guerra que não é civil mas invasiva, já morreram mais de 100 000 pessoas e os refugiados sírios já ultrapassaram os dois milhões. PR.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

TENSÃO ENTRE ESPANHA E REINO UNIDO POR CAUSA DE GIBRALTAR AGRAVA-SE BASTANTE E PODERÁ VIR A COMPLICAR-SE AINDA MAIS



TENSÃO ENTRE ESPANHA E REINO UNIDO POR CAUSA DE GIBRALTAR AGRAVA-SE BASTANTE E PODERÁ VIR A COMPLICAR-SE AINDA MAIS



A tensão entre Espanha e o Reino Unido voltou novamente, ameaças entre os dois países têm motivações históricas - o conflito sobre a soberania da Península de Gibraltar e consequente controlo do estreito de Gibraltar. O direito de soberania de Inglaterra sobre Gibraltar decorre do Tratado de Utrecht, assinado em 1713, como pagamento de Espanha, após o término da Guerra da Sucessão Espanhola. Mas ao longo de 300 anos, a soberania deste território foi sendo disputada de forma mais ou menos intensa provocando constantes crises nas relações dos dois países.

O reacender da tensão surgiu depois de a administração de Gibraltar ter decidido construír uma barreira artificial marítima[ver terceiro vídeo], na qual as autoridades espanholas encaram como uma forma de bloqueio da passagem dos barcos de pesca espanhóis. Apesar de Gibraltar garantir que esta medida se deve a “motivos de protecção ambiental”, Espanha respondeu com o aumento dos controlos fronteiriços, que tem gerado filas e um congestionamento enorme na circulação de turistas e habitantes da península sobre jurisdição inglesa. Esta medida já foi anteriormente tomada pelo regime de Franco, onde a circulação ficou interdita. Segundo avança o El País, Rajoy pondera aplicar uma taxa de passagem de 50 euros com o objectivo de ajudar os pescadores espanhóis prejudicados com a “rescisão unilateral do acordo de pescas de 1999” por parte do Governo gibraltino.

Com esta reacção de Espanha, a Inglaterra reagiu considerando esta medida do Governo Rajoy como uma represália. Segundo o governo espanhol, tratar-se apenas de um incremento das medidas secretárias devido ao aumento do tráfico de tabaco naquela região e porque Gibraltar, tal como Inglaterra, não aderiu ao Acordo Schengen. Rajoy sublinha que é necessário “fazer controlos como os que têm sido feitos, até para fazer cumprir a normativa sobre o meio-ambiente da UE”.

Cameron considera que o controlo fronteiriço imposto por Espanha tem "motivações políticas" e, por isso, Inglaterra está a considerar todas "as medidas possíveis".

E este fim-de-semana a escalada da tensão subiu consideravelmente. As autoridades espanholas, de acordo com o jornal El País, ponderam levar este assunto a discussão nas Nações Unidas. Para tal tencionam contar com apoio da Argentina [também com um forte diferendos com a Inglaterra por causa das malvinas] , que conta actualmente com assento no Conselho de Segurança da ONU, para onde o ministro dos Negócios Estrangeiros deverá viajar em breve, e que tal como Espanha mantém um diferendo com Inglaterra. Espanha considera que o apoio argentino pode ser vital no convencimento dos demais países com assento na Assembleia Geral da ONU.

Entretanto o influênte mayor de Londres, Boris Johnson, num artigo publicado no Daily Telegraph, acusou as “autoridades espanholas de, sem qualquer razão, ressuscitarem os controlos fronteiriços e a perseguição da época de Franco. Estão a causar atraso e incómodo e estão a ameaçar taxar os veículos que entrem no Rochedo. Isso é ilegal, à luz da lei da UE, e é equivalente a um bloqueio. Devem parar com isso e já" avisou.

O foco de tensão aumentou ainda mais segunda-feira quando o El País noticiou que o porta-aviões, HMS Illustrious, da Armada Inglesa, zarpou para o Mar Mediterrâneo, com natural passagem em Gibraltar. A frota irá também incluir mais nove embarcações e, pelo menos, três fragatas que, segundo o Ministério da Defesa inglês, irão participar em manobras militares no Golfo Pérsico.

Apesar da gravidade que estas notícias possam indiciar, tanto Rajoy como o seu ministro da Defesa, Pedro Morenés, fizeram questão de retirar qualquer peso político ou diplomático a esta questão, sublinhando que as manobras militares previstas para o Mediterrâneo já estavam previstas desde 4 de Junho e realizar-se-ão pelo terceiro ano consecutivo.

Gibraltar é um pequeno território com cerca de 7 quilómetros quadrados e 30 mil habitantes. Porém, a importância histórica e geopolítica ultrapassa qualquer contabilidade assente em números. A soberania desta península é tema de disputa incessante entre os dois antigos Impérios Coloniais. Tal como o conflito sobre as Ilhas Falkands (Malvinas para os argentinos), o problema sobre Gibraltar é mais do que uma tentativa de obtenção de vantagens económicas ou de alargamento da Zona Económica Exclusiva (ZEE), é também uma questão de soberania embora os ingleses também digam que isso é uma manobre de distracção por parte do governo de Espanha.


















 














segunda-feira, 22 de julho de 2013

MALI: UM TERÇO DA SUA POPULAÇÃO NA POBREZA COM A SITUAÇÃO A DETERIORA-SE E A AGRAVAR-SE

MALI: UM TERÇO DA SUA POPULAÇÃO NA POBREZA COM A SITUAÇÃO A DETERIORA-SE E A AGRAVAR-SE


O Mali é um país situado na África Ocidental com cerca de quase 15 milhões de habitantes mas com uma população bastante pobre, e a pobreza neste país tende a se agravar, todavia o Mali é um país bastante rico dado as vastas riquezas que se encontram no subsolo, desde o ouro - o Mali é o terceiro exportados de África - urânio, diamantes, prata, magnésio, fosfato, petróleo entre outras riqueza, e essas riquezas têm sido exploradas pelos franceses, que depois as exportam. Mas o povo do Mali é um dos mais pobres do mundo, o que é deveras estranho. A população é islâmica. Paulo Ramires.

sábado, 13 de julho de 2013

ENTREVISTA COM JULIAN ASSANGE, FUNDADOR DO WIKILEAKS, SOBRE AS CONDIÇÕES DO DO EX-ESPIÃO E ANALISTA DA NSA, EDWARD SNOWDEN



ENTREVISTA COM JULIAN ASSANGE, FUNDADOR DO WIKILEAKS, SOBRE AS CONDIÇÕES DO DO EX-ESPIÃO E ANALISTA DA NSA, EDWARD SNOWDEN

















ENTREVISTA COM JULIAN ASSANGE, FUNDADOR DO WIKILEAKS, SOBRE AS CONDIÇÕES DO DO EX-ESPIÃO E ANALISTA DA NSA, EDWARD SNOWDEN

Juian Assange em entrevista a uma cadeia de televisão norte americana referiu que Edward Snowden  poderá ter sentido a necessidade de se fazer justiça [denunciando a vigilância - dos EUA e Reino Unido - a praticamente todo o mundo] e refere que dada a situação Snowden - retido num aeroporto na Rússia devido à retirado do seu passaporte pelos EUA - tem todo o direito de pedir asilo a qualquer país do mundo, coisa que lhe é negada por bastantes países sob pressão dos EUA como é o caso dos países europeus que inclusivamente desviaram o avião onde circulava o presidente da Bolívia, Evo Morales, por suspeita que Edward Snowden estivesse a bordo. Todavia Snowden recebeu Snowden já ofertas de asilo da Venezuela (oficial), Rússia, Bolívia, Nicarágua, e Ecoador. Todos estamos agora sobre uma programa de vigilância imparável e que irá continuar, segundo Assange "os EUA têm agora um enorme problema, têm um estado dentro do estado sem a vontade do povo dos EUA ou a vontade do congresso", com um programa de vigilância transnacional, operando de forma com novas tecnologias a interceptar 1 bilião de chamadas telefónicas por dia.

Fonte: Imprensa internacional



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segunda-feira, 1 de julho de 2013

MILHÕES DO EGÍPCIOS QUE AFLUÍRAM À PRAÇA TAHRIR EXIGEM A SAÍDA DO PRESIDENTE ISLÂMICO MOHAMMED MURSI E DO SEU GOVERNO, QUE SUPOSTAMENTE TEM O APOIO DOS EUA

MILHÕES DO EGÍPCIOS QUE AFLUÍRAM À PRAÇA TAHRIR EXIGEM A SAÍDA DO PRESIDENTE ISLÂMICO MOHAMMED MURSI E DO SEU GOVERNO, QUE SUPOSTAMENTE TEM O APOIO DOS EUA




Milhões de egípcios reuniram-se no Cairo vindos de todo o lado, afluindo em direcção à praça Tahrir e ao redor do palácio presidencial de Itihadiya, exigindo a demissão do actual presidente egípcio, o islâmico Mohammed Mursi, e líder da irmandade muçulmana egípcia. Mursi ganhou as polémicas de há uma ano atrás. Os manifestantes levavam uma bandeira do Egipto de 70 metros de comprimento, enquanto outros activistas instalaram novas tendas de campanha e fecharam todos os acessos à praça. Entretanto os EUA avisaram os seus nacionais para não viajarem para o Egipto, o que faz prever grandes confrontos neste país de África mas com ligação geográfica ao Médio Oriente.



















































 




















































sexta-feira, 21 de junho de 2013

PROTESTOS NO BRASIL ONTEM - IMAGENS IMPRESSIONANTES VEJO O VÍDEO

PROTESTOS NO BRASIL ONTEM - IMAGENS IMPRESSIONANTES VEJO O VÍDEO




quinta-feira, 20 de junho de 2013

DEFENDER A LÍNGUA PORTUGUESA É DIZER NÃO AO AO90: ENCONTRO DE PROFESSORES CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

ENCONTRO DE PROFESSORES CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

Encontro de professores contra o Acordo Ortográfico na Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, no dia 22 de Maio de 2013. Com intervenções, entre outros, de Maria do Carmo Vieira, Pedro Correia e Nuno Pacheco.

terça-feira, 18 de junho de 2013

OCIDENTE POLITICO DECIDE ARMAR TERRORISTAS DA AL-QAEDA COM NOVAS ARMAS CONTRA O LEGITIMO GOVERNO DA SÍRIA

OCIDENTE POLITICO DECIDE ARMAR TERRORISTAS DA AL-QAEDA COM NOVAS ARMAS CONTRA O LEGITIMO GOVERNO DA SÍRIA



Putin com David Cameron em conferencia de imprensa pergunta ao ocidente [França + RU + EUA]: "Quer realmente armar gente que não apenas mata os seus inimigos, como ainda abre os seus corpos e come os seus intestinos?"

David Cameron face when Putin says "do you really want to arm people who not only kill their enemies but open up their bodies and eat their intestines?" 

A televisão portuguesa ignorou o mais importante da reunião do G8 - a situação da Síria - referindo-se a ela como "guerra civil" ou chamando os terroristas da al-Qaeda[Nusra Front e outras] (Exercito não convencional dos EUA agora de outros países como é o caso de Israel, Reino Unido ou França).

Em breve será publicado uma análise explicativa sobre o Médio Oriente e Europa. A não perder por nada.



sábado, 15 de junho de 2013

OS CEGOS DA AMÉRICA POR KISHORE MAHBUBANI

OS CEGOS DA AMÉRICA POR KISHORE MAHBUBANI


Singapura – É hora de começar a pensar o impensável: é bem possível que a era da dominação norte-americana em todos os negócios internacionais esteja chegando ao fim. O momento se aproxima, e é interessante saber como os EUA preparam-se para essa experiência difícil.

Ao longo das últimas décadas, a Ásia cresce e aparece, uma história bem mais complexa que algum simples rápido crescimento económico. O que ali se vê é Região para passa por um renascimento, onde as cabeças se vão reabrindo e geram-se novos modos de ver o mundo. 

O movimento da Ásia na direcção de reassumir o papel central na economia global vem com tal ímpeto que é virtualmente impossível contê-lo. Embora a transformação nem sempre se possa fazer sem obstáculos e dificuldades, já não é possível não ver que estamos à entrada de um século da Ásia, e que a química mundial terá de mudar muito.

Políticos e intelectuais globais têm a responsabilidade de preparar as sociedades para as mudanças globais que se aproximam. Nos EUA, a grande maioria dos políticos e intelectuais só faz fugir, o mais rapidamente que possam, dessa responsabilidade.

Ano passado, no Fórum Económico Mundial em Davos, dois senadores dos EUA, um deputado da Câmara de Deputados dos EUA e um vice-conselheiro de segurança nacional participaram de uma mesa de discussão (que ficou sob minha coordenação) sobre o futuro do poder dos EUA. Perguntados sobre que futuro anteviam para o poder dos EUA, todos, previsivelmente, responderam que os EUA continuariam como “a mais poderosa potência mundial”. E perguntados sobre se os EUA estariam preparados para a eventualidade de se tornarem a segunda economia do mundo, responderam com evasivas.

É reacção compreensível: qualquer indício de que aceita a simples possibilidade de os EUA se tornarem “número 2” equivale a suicídio político nos EUA. Políticos eleitos são obrigados, em diferentes graus, a corresponder aos sonhos dos que os elegem.

Os intelectuais, por sua vez, têm uma obrigação especial de pensar o que ninguém pensa e de dizer o que ninguém diz. No mínimo, devem considerar objectivamente todas as possibilidades, agradem ou não agradem, para preparar os cidadãos para o que inevitavelmente virá. A possibilidade de discutir ideias impopulares é traço chave de sociedades realmente democráticas.

Nos EUA, infelizmente, a maioria dos intelectuais esqueceu essa obrigação. Richard Haass, presidente do Conselho de Relações Exteriores, sugeriu recentemente que “os EUA estariam entrando na segunda década de mais um século norte-americano.” E Clyde Prestowitz, presidente do Economic Strategy Institute, também ainda repete que “esse século ainda acabará por ser mais um século norte-americano.”

De fato, se essas previsões se confirmarem, será bom para todo o mundo. Uma economia norte-americana revigorada rejuvenesceria toda a economia global. Mas esse seria um desenvolvimento para o qual ninguém precisaria preparar-se. 

Contudo, se o centro de gravidade do mundo deslocar-se para a Ásia, os norte-americanos se descobrirão terrivelmente mal preparados para a nova situação. A maioria dos norte-americanos dá sinais alarmantes de não saber, de fato, o quanto o resto do mundo, especialmente a Ásia, progrediu nas últimas décadas.

É preciso começar a informar os norte-americanos sobre uma verdade elementar, matemática: com 3% da população mundial, os EUA já não podem dominar o resto do mundo, pela suficiente razão de que os asiáticos, que são 60% da população mundial arrancaram-se da miséria em que viviam. 

Mas a crença fundamentalista de que os EUA seriam o único país virtuoso, o único farol de luz em mundo escuro e instável, ainda modela o pensamento e a visão de mundo de muitos norte-americanos. O fracasso dos intelectuais norte-americanos, que não conseguiram abalar essa fé nacionalista fundamentalista – e não conseguiram modificar a atitude frequente entre os cidadãos norte-americanos, de arrogância baseada na ignorância – perpetua ali uma cultura de subserviência e de bajulação da chamada ‘opinião pública’.

Interessante é que, por mais que os norte-americanos só se interessem por notícias boas, o crescimento da Ásia não é, de modo algum, uma má notícia. Para entender, basta ver que os países asiáticos absolutamente não visam a dominar o ocidente; querem é copiar o ocidente. Querem construir suas próprias classes médias fortes e dinâmicas, para alcançar o longo período de paz, estabilidade e prosperidade que foi apanágio do ocidente, por tanto tempo.

A transformação social e intelectual profunda pela qual passa a Ásia certamente a empurrará, da liderança económica, à liderança política global. A China, que em vários sentidos ainda é sociedade fechada, preservou a abertura no plano das ideias. Mas os EUA, que em vários sentidos são sociedade aberta, acabaram por converter-se em sociedade de pensamento conservador, fechado, de auto-referência. Com uma classe média asiática preparada para saltar dos 500 milhões de pessoas hoje, para 1,75 biliões de seres humanos em 2020, já é impossível para os EUA continuar a negar por muito mais tempo, obstinadamente, as novas realidades da economia global.

O mundo está posicionado para iniciar uma das mais dramáticas trocas de poder que jamais se viu na história da humanidade. Para se preparar para a transformação, os norte-americanos têm de abandonar as ideias já desgastadas e liberar o que até hoje foi considerado impensável. Esse é o grande desafio que os intelectuais públicos terão de enfrentar, mais dia menos dia, nos EUA.
O mundo está posicionado para iniciar uma das mais dramáticas trocas de poder que jamais se viu na história da humanidade. Para se preparar para a transformação, os norte-americanos têm de abandonar as ideias já desgastadas e liberar o que até hoje foi considerado impensável. Esse é o grande desafio que os intelectuais públicos terão de enfrentar, mais dia menos dia, nos EUA.



sábado, 8 de junho de 2013

ENTREVISTA A DAVID ICKE QUANDO SE REALIZA A REUNIÃO DOS BILDERBERG 2013

ENTREVISTA A DAVID ICKE QUANDO SE REALIZA A REUNIÃO DOS BILDERBERG 2013







quarta-feira, 29 de maio de 2013

MIA COUTO DISTINGUIDO COM PRÉMIO CAMÕES

MIA COUTO DISTINGUIDO COM PRÉMIO CAMÕES


"A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos."
Mia Couto.

O vencedor do prémio literário mais importante da criação literária da língua portuguesa é o escritor moçambicano autor de livros como Raiz de Orvalho, Terra Sonâmbula e A Confissão da Leoa . É o segundo autor de Moçambique a ser distinguido, depois de José Craveirinha em 1991.
 
O júri justificou a distinção de Mia Couto tendo em conta a “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”, segundo disse à agência Lusa José Carlos Vasconcelos, um dos jurados.

A obra de Mia Couto, “inicialmente, foi muito valorizada pela criação e inovação verbal, mas tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade”, acrescentou Vasconcelos. Além disso, conseguiu “passar do local para o global”, numa produção que já conta 30 livros, que tem extravasado as suas fronteiras nacionais e tem “tido um grande reconhecimento da crítica”. Os seus livros estão, de resto, traduzidos em duas dezenas de línguas. 


Do júri, que se reuniu durante a tarde desta segunda-feira no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro e da Biblioteca Nacional, fizeram também parte, do lado de Portugal, a professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa Clara Crabbé Rocha (filha de Miguel Torga, o primeiro galardoado com o Prémio Camões, em 1989), os brasileiros Alcir Pécora, crítico e professor da Universidade de Campinas, e Alberto da Costa e Silva, embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor e professor universitário moçambicano João Paulo Borges Coelho e o escritor angolano José Eduardo Agualusa. 

Também em declaração à Lusa, Mia Couto disse-se "surpreendido e muito feliz" por ter sido distinguido com o 25º. Prémio Camões, num dia que, revelou, não lhe estava a correr de feição. “Recebi a notícia há meia hora, num telefonema que me fizeram do Brasil. Logo hoje, que é um daqueles dias em que a gente pensa: vou jantar, vou deitar-me e quero me apagar do mundo. De repente, apareceu esta chamada telefónica e, obviamente, fiquei muito feliz”, comentou o escritor, sem adiantar as razões. 

O editor português de Mia Couto, Zeferino Coelho (Caminho), ficou também “contentíssimo” quando soube da distinção. “Já há muitos anos esperava que lhe dessem o Prémio Camões, finalmente veio”, disse ao PÚBLICO, lembrando que passam agora 30 anos sobre a edição do primeiro livro de Mia Couto em Moçambique, Raiz de Orvalho. 

O escritor não virá à Feira do Livro de Lisboa, actualmente a decorrer no Parque Eduardo VII, porque esteve na Feira do Livro de Bogotá, depois foi para o Canadá e só recentemente voltou a Maputo. Zeferino Coelho espera que o autor regresse a Portugal na rentrée, em Setembro ou Outubro. 

No entanto esta distinção não o vai desviar do seu novo romance, sobre Gungunhana, personagem histórico de Moçambique. "O prémio não me desvia. Estou a escrever uma coisa que já vai há algum tempo, um ano, mais ou menos, e é sobre um personagem histórico da nossa resistência nacionalista, digamos assim, o Gungunhana, que foi preso pelo Mouzinho de Albuquerque, depois foi reconduzido para Portugal e acabou por morrer nos Açores”, disse Mia Couto, à agência Lusa. “Há naquela figura uma espécie de tragédia à volta desse herói, que foi mais inventado do que real, e que me apetece retratar”, sublinhou. 

Nascido em 1955, na Beira, no seio de uma família de emigrantes portugueses, Mia Couto começou por estudar Medicina na Universidade de Lourenço Marques (actual Maputo). Integrou, na sua juventude, o movimento pela independência de Moçambique do colonialismo português. A seguir à independência, na sequência do 25 de Abril de 1974, interrompe os estudos e vira-se para o jornalismo, trabalhando em publicações como A Tribuna, Tempo e Notícias, e também a Agência de Informação de Moçambique (AIM), de que foi director. 

Em meados da década de 1980, regressa à universidade para se formar em Biologia. Nessa altura, tinha já publicado, em 1983, o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho. 

"O livro surgiu em 1983, numa altura em que a revolução de Moçambique estava em plena pujança e todos nós tínhamos, de uma forma ou de outra, aderido à causa da independência. E a escrita era muito dominada por essa urgência política de mudar o mundo, de criar um homem e uma sociedade nova, tornou-se uma escrita muito panfletária”, comentou Mia Couto em entrevista ao PÚBLICO (20/11/1999), aquando da reedição daquele título pela Caminho. 

Em 1986 edita o seu primeiro livro de crónicas, Vozes Anoitecidas, que lhe valeu o prémio da Associação de Escritores Moçambicanos. Mas é com o romance, e nomeadamente com o seu título de estreia neste género, Terra Sonâmbula (1992), que Mia Couto manifesta os primeiros sinais de “desobediência” ao padrão da língua portuguesa, criando fórmulas vocabulares inspiradas da língua oral que irão marcar a sua escrita e impor o seu estilo muito próprio. 

“Só quando quis contar histórias é que se me colocou este desafio de deixar entrar a vida e a maneira como o português era remoldado em Moçambique para lhes dar maior força poética. A oralidade não é aquela coisa que se resolve mandando por aí umas brigadas a recolher histórias tradicionais, é muito mais que isso”, disse, na citada entrevista. E acrescentou: “Temos sempre a ideia de que a língua é a grande dama, tem que se falar e escrever bem. A criação poética nasce do erro, da desobediência.” 

Foi nesse registo que se sucederam romances, sempre na Caminho, como A Varanda do Frangipani (1996), Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra (2002 – que o realizador José Carlos Oliveira haveria de adaptar ao grande ecrã), O Outro Pé da Sereia (2006), Jesusalém (2009), ou A Confissão da Leoa (2012). A propósito dos seus últimos livros, o escritor confessou algum cansaço por a sua obra ser muitas vezes confundida com a de um jogo de linguagem, por causa da quantidade de palavras e expressões “novas” que neles aparecem. 

Paralelamente aos romances, Mia Couto continuou a escrever e a editar crónicas e poesia – “Eu sou da poesia”, justificou, numa referência às suas origens literárias. 

Na sua carreira, foi também acumulando distinções, como os prémios Vergílio Ferreira (1999, pelo conjunto da obra), Mário António/Fundação Gulbenkian (2001), União Latina de Literaturas Românicas (2007) ou Eduardo Lourenço (2012). 

O escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro, Prémio Camões 2008, disse à Lusa, no Rio de Janeiro, que “Mia Couto é, sem dúvida, um dos escritores mais importantes da língua portuguesa, e esse prémio é o reconhecimento que sua obra já há tempo faz por merecer”. E congratulou-se “festivamente com Mia Couto e com a literatura moçambicana, que ele honra com sua arte e exemplo”. 

E o escritor português Vasco Graça Moura considerou também ser esta uma atribuição perfeitamente merecida. “Mia Couto é um grande escritor, parece-me perfeitamente justificado”, disse à Lusa. Mia Couto é um “grande autor de língua portuguesa” e tem “uma capacidade de invenção verbal surpreendente. Por isso, na perspectiva do escritor português, a obra de Mia Couto “ultrapassa, de algum modo, os limites normais da prosa escrita em português”. 

Nas anteriores 24 edições do Prémio Camões, Portugal e Brasil foram distinguidos dez vezes cada, a última das quais, respectivamente, nas figuras de Manuel António Pina (2011) e de Dalton Trevisan (2012). Angola teve, até ao momento, dois escritores citados: Pepetela, em 1997, e José Luandino Vieira, que, em 2006, recusou o prémio. De Moçambique fora já premiado José Craveirinha (1991) e de Cabo Verde Arménio Vieira (2009). 

Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, e actualmente com o valor monetário de cem mil euros, este é o principal prémio destinado à literatura em língua portuguesa e consagra anualmente um autor que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum. 

Com Isabel Coutinho 
Público




terça-feira, 28 de maio de 2013

PAUL KRUGMAN - PORTUGAL VIVE UM PESADELO


PAUL KRUGMAN - PORTUGAL VIVE UM PESADELO



O economista Paul Krugman abordou o tema Portugal no seu blog do jornal The New York Times para se referir à situação do país como um pesadelo. O Nobel da Economia pega no exemplo português para mandar um recado aos decisores da União Europeia: ou o euro desaparece ou se faz alguma coisa para que resulte. O que não pode acontecer – sustenta Krugman – é que se permita a destruição das unidades familiares de negócio, “o núcleo da economia e da estrutura social”, condenando “um extenso número de trabalhadores ao desemprego”.



Não é a primeira vez que Paul Krugman se refere à situação portuguesa. Há um ano manifestava fortes dúvidas de que Portugal conseguisse pagar a sua dívida por inteiro.

Desta vez vai mais longe e fala do pesadelo económico-financeiro que o país vive, para se lançar na defesa de soluções que não passam pelas políticas de austeridade a que tem deitado mão a liderança da União Europeia.


Não me digam que Portugal tem tido más políticas no passado e que tem profundos problemas estruturais. Claro que tem: como todos os outros têm, mas, sendo a situação portuguesa mais grave do que noutros países, como é que pode fazer sentido lidar com esses problemas condenando ao desemprego um grande número de trabalhadores disponíveis?” - é a questão deixada por Krugman. 

Salvar as empresas familiares 


Devemos tentar perceber "como e porque é que estamos a permitir que este pesadelo aconteça de novo, três gerações depois da Grande Depressão".

Paul Krugman

Logo de entrada, o Nobel da Economia de 2008 aponta a degradação dos negócios familiares - que vê como o núcleo quer económico quer social do país – para pintar um quadro “profundamente deprimente” do Portugal destes tempos. Mas não se trata de um mero exemplo ilustrativo. Para Paul Krugman, “[contrariar isto] é o que de facto interessa” 

A solução, sustenta, está numa política monetária e orçamental expansionista que Portugal não pode colocar em marcha, já que “deixou de ter moeda própria”. E é neste ponto que o economista norte-americano advoga uma decisão: ou o euro acaba ou se faz alguma coisa para o pôr a funcionar. 

“Porque aquilo a que estamos a assistir (aquilo por que os portugueses estão a passar) é inaceitável”, acrescenta Krugman, defendendo que a solução deve passar por “uma expansão mais forte na zona do euro como um todo e uma inflação mais elevada no núcleo europeu”. Para o conseguir, uma política monetária menos apertada seria uma ajuda, “tendo em mente que o BCE (Banco Central Europeu), tal como a Fed (Reserva Federal Norte-Americana), são contra taxas de juro próximas de zero”. Neste sentido, acrescenta, são desejáveis “políticas não convencionais (…) e uma ajuda ao nível da política orçamental”. 

O que Paul Krugman rejeita liminarmente é a solução na continuidade do que vêm sendo os últimos três anos de uma política europeia “focada quase inteiramente nos supostos perigos da dívida pública”, com “a austeridade na periferia a ser reforçada pela austeridade no centro”. 

É uma visão que o Nobel norte-americano teme venha a ser comentada como a de um anti-europeu. Nada disso – garante. Num segundo texto colocado logo após no seu blog “Consciência de Um Liberal”, Paul Krugman afirma que por vezes encontra europeus que vêem nas suas críticas à troika a opinião de “um anti-europeu”.

“Pelo contrário: o projecto europeu, a construção da paz, democracia, e a prosperidade através da união, é uma das melhores coisas que aconteceu à Humanidade. É por isso que estas políticas erradas, que estão a rasgar a Europa em bocados, são uma tragédia tão grande”, explica nesse texto que aborda a sua passagem por Portugal no período pós-revolução (1975) enquanto conselheiro do MIT (Massachusetts Institute of Technology), a pedido do então governador do Banco de Portugal José da Silva Lopes. 

Ainda Reinhart & Rogoff 

Os dois economistas formados em Harvard foram acusados de erros de tratamento estatístico e ocultação de dados que comprometiam a tese central da obra - problemas detetados por um estudante de doutoramento da Universidade Amherst de Massachusetts. 

O estudo inteiramente focado no trabalho de Reinhart e Rogoff, "É verdade que a elevada dívida pública sufoca de forma sistemática o crescimento económico?" (Does High Public Debt Consistently Stifle economic Growth?), de Thomas Herndon, Michael Ash e Robert Pollin, veio apontar três fraquezas na análise de R&R: duas de natureza metodológica e uma de erro de codificação estatística.


O economista lembra com ironia que entre os especialistas que se deslocaram a Portugal nesse período que se seguiu ao derrube da ditadura de Marcello Caetano estaria um ano depois Ken Rogoff, um colega com quem tem mantido um diferendo académico, depois da polémica acesa a propósito de uma certa teoria da austeridade alegadamente sustentada numa folha de Excel suspeita. 

Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff, economistas da Universidade de Harvard e com ligações ao FMI (Fundo Monetário Internacional), têm estado no centro de todas as discussões sobre as políticas da austeridade devido a Crescimento em Tempos de Dívida, obra de 2010 sobre o impacto da dívida pública no crescimento económico que tem sido vista como uma espécie de cartilha para neoliberais. 

Há mês e meio o estudo seria posto em causa por um estudante de doutoramento. Problemas que obrigaram os autores a publicar uma correção desse estudo, mas cuja tese central – a ideia de que é impossível crescer com dívidas superiores a 90% do PIB - não mais foi vista da mesma forma. 

A controvérsia em torno do estudo Crescimento em Tempos de Dívida abriu em definitivo a porta à contestação das políticas de austeridade.

Krugman foi igualmente crítico desse estudo e questionou, de forma retórica, se terão Keneth Rogoff e Carmen Reinhart “destruído por completo a economia do Ocidente?”. 

“De facto, Reinhart-Rogoff poderão ter tido uma enorme influência, imediata, no debate público do que qualquer outro estudo na área da Economia”, insistiu Krugman, palavras que lhe mereceram um contra-ataque duríssimo numa carta publicada há dois dias pelos dois economistas. 

Paul Krugman, acrescentam os dois autores, teve um comportamento pouco civilizado ao querer transformá-los em bodes expiatórios da situação que se vive em boa parte do Ocidente, com a implementação a toda a força de políticas de austeridade. Mas não apenas nesse departamento, também quando lançou acusações de que não partilhavam os seus dados ou ignorando estudo que vão ao encontro das suas conclusões em Crescimento em Tempos de Dívida

R&R voltaram a repetir argumentos que têm esgrimido nos últimos tempos, procurando, em termos genéricos, desmentir a ideia de que a sua teoria estabeleça uma relação de causalidade entre forte dívida e baixo crescimento. Explicam que o que fica demonstrado é a relação (association, no original) entre uma coisa e outra. 

Lusa

Paul Krugman - New York Times Blog


sexta-feira, 17 de maio de 2013

A TRANSFORMAÇÃO DO MÉDIO ORIENTE E A DECADÊNCIA DO OCIDENTE POLITICO POR PAULO RAMIRES

A TRANSFORMAÇÃO DO MÉDIO ORIENTE E A DECADÊNCIA DO OCIDENTE POLITICO POR PAULO RAMIRES


Os vários interesses estratégicos na região são disputados por dois cartéis antagónicos que desejam o controlo dos recursos energéticos do petróleo cada vez mais escassos e novas explorações do gás nomeadamente a partir do irão e que irá para a Europa ou para outras zonas como Paquistão e China. A aumentar a estes problemas também há a outra disputa - a água - com Israel no topo. A alteração do mapa do Médio Oriente em função desses interesses energéticos mas também da geopolítica dos "players" que não é de modo alguma pacífica. A descoberta no campo de gás da bacia Levanthine no oriente mediterrânico, que afinal tinha mais 70% de gás do que inicialmente previsto, só veio piorar a situação. Só na síria já morreram cerca de 80 000 pessoas.

Por Paulo Ramires

Quando os EUA e aliados invadiram o Iraque, sobre o pretexto de Saddan Hussein possuir armamento químico que ameaçava o mundo, no mesmo dia da invasão esse mesmo pretexto mudou imediatamente para outro, a implementação da "democracia" e da "freedom" no estado iraquiano, 8 anos depois, o Iraque transformou-se num território semi-anarquico onde as potencias ocidentais [e não só] recrutam e treinam elementos terroristas que depois se vão juntar aos mais diversos grupos terroristas da Al-Qaeda ou de outras organizações similares para cumprir os mais diversos objectivos de acordo com as ambições de potencias e "players" do Médio Oriente como é o caso da guerra da Síria - uma guerra por proxies - que se faz pelo uso destes grupos terroristas, o problema é que esta situação está indo para uma situação sem controlo, havendo outros estados como a Arábia Saudita, Qatar a fazer o mesmo e muitas vezes com objectivos divergentes dos do ocidente, como é o caso dos movimentos salafistas do Paquistão ou sunitas radicais da Arábia Saudita que enviam jihadistas para o Mali e norte de África - um problema ainda para ser revelado em toda a sua dimensão. Muitos especialistas em defesa europeia temem esta situação. A situação é de tal forma confusa e assustadora que o próprio numero dois, agora numero um da Al-qaeda, Ayman Al Zawahiri está a sustentar, e a financiar também o Jahbat al-Nusra, em paralelo com os EUA e Israel. Ou seja a politica dos EUA e Reino Unido é convergente com os objectivos políticos da Al-Qaeda [se bem que a Al-Qaeda se tornou nos últimos anos numa coisa extraordinariamente monstruosa em que todos participam - Ayman Al Zawahiri foi o homem para lidar esta federação de organizações terroristas - um autentico politico que faz as pontes entre vários interesses]. Mas toda a zona está a ferro e fogo, toda a região está envolvida dirigindo-se também para a Turquia. E porquê tudo isto ? Pelos vários interesses estratégicos na região onde está em disputa o controlo dos recursos energéticos do petróleo cada vez mais escassos e novas explorações do gás nomeadamente a partir do irão e que irá para a Europa ou para outras zonas como Paquistão e China. A aumentar estes problemas também há a outra disputa pela água com Israel no topo. Assim tudo vale, não há lei, valores. princípios, apenas a ambição de poder e controlo de uma parte significativa da economia mundial através desses mesmos recursos energéticos mas também uma região altamente geopolítica e com interesse paras as potencias interessadas em explorar esta região. O que está agora a acontecer, na verdade resulta de uma planificação continuada que se tem vindo a evoluir em termos de ajustamento da geografia, que se vem fazendo há muito tempo e que a administração Bush Jr. acelerou, isto não é nem mais nem menos que a alteração do mapa do Médio Oriente em função desses interesses energéticos mas também da geopolítica dos "players" que não é de modo alguma pacífica. Está em causa muita coisa como por exemplo a existência de vários países que arrastarão outros numa infernal espiral de terror e caos, a Síria é um deles - já morreram cerca de 80 mil pessoas [o número poderá ser mais elevado]. A questão da Síria é a ambição do controlo do espaço geográfico terrestre, marítimo (também tem acesso ao mar) e aéreo, por lá passam muitas das condutas de petróleo e gás altamente estratégico e vital para muitos países, assim é pretendida a dissolução deste estado em vários pequenos estados (segundo o desenho decidido por Israel e EUA serão 4 estados) sem qualquer independência ou autonomia, apenas controlados pelos "players", (EUA e Israel) para melhor se lidar com estes interesses no Médio Oriente, e ainda há o corredor curdo proposto também por Israel e EUA que está a desnortear por completo Erdogan envolvido em teias de interesses complexas[ a favor: PKK-PYD, Barzani, o presidente Gül e FM Davutoğlu do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), o primeiro ministro da Turquia, Tayyip Erdoğan do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), Syrian Opposition (instável), Free Syrian Army(FSA) / Plunderers e Saudi Arabia / Qatar. Mas em oposição a este projecto liderado pelos EUA e Israel, está Bashar Hafez al-Assad e que é apoiado pelo Irão, Rússia, China, Libano, Iraque e Forças Nacionais da Turquia (que participam em manifestações anti-AKP) com visões completamente diferentes[o que aqui está também em causa é a criação de um segundo Israel por intermédio da criação de estados fantoches estendidos pelo Médio Oriente, e o domínio sobre a Turquia que se arisca a ser desmembrada pela NATO [o PKK teria um importante papel nisto tudo]], assim o que os primeiros estados decidiram ?  Simplesmente fabricar justamente conflitos sectários e a destruição do estado laico representado na pessoa de Bashar Hafez al-Assad. O ideal até seria um governo islâmico que pudesse fazer uma ponte com o Egipto e isolar mais o Irão. Mas isto é muito perigoso, o que se está a produzir são estados islâmicos profundamente radicais e sectários com base na Sharia islâmica, ora será para ai que vai o Iraque ? O Iraque está fora de controlo, e este vídeo não aparece por acaso, é também uma mensagem. Pelas imagens do vídeo abaixo parece que já é factual o aparente controlo do islamismo xiita radical, o que é surpreendente pois é a credibilidade ocidental que já não existe há muito tempo. [Na verdade se não houver surpresas e golpes de rins, isto poderá ser um duro golpe para os EUA]. Algumas pessoas na Europa ligadas à segurança, têm receio desta situação e com razão pois o islamismo radical tem capacidade para se expandir e irá se expandir. Se isto está acontecer muito se deve aos EUA e RU e Israel, afinal não era a democracia que eles criam ? Claro que não. Ora como é que eles poderiam crer a democracia em estados falhados não sendo eles próprios países democráticos como muita gente pensa que são ? Mas eles não criam a democracia para o Iraque, na verdade eles querem retalhar o Iraque em pedaços, consciente disto o governo iraquiano afastou-se de Washington, ora isto poderá estar relacionado com o fim do Conselho Nacional Sírio. No vídeo vemos o resultado das politicas do ocidente lideradas pelos EUA e o modelo que estes países criaram no Iraque e que agora exportam para a Líbia e todo lado. Um festim para a Al-Qaeda. Mas há mais gente envolvida nesta politica de alteração do Médio Oriente que tem causado centenas de milhares de mortos e milhões de pessoas feridas afectadas das mais diversas formas, aliás armas químicas têm sido usadas por todo o lado, particularmente por Israel na Palestina, e EUA no Iraque e Afeganistão e Paquistão (?), isto não esquecendo os drones americanos e israelitas que são responsáveis pela morte de milhares de pessoas inocentes.  Kadafi era um estadista mais democrático que muitos estadistas europeus, e deu provas disso para os que quisessem ver estas questões com seriedade. Hoje a Líbia está na mão de terroristas com interesses petrolíferos, e o seu sistema bancário nas mãos de grandes grupos financeiros, a população está a sofrer quando antes tinha carros e apartamentos oferecidos pelo estado e era um pais em desenvolvimento a par do Brasil por exemplo. O plano é de tal forma visionário e de loucura sem limites que 10 anos antes Wesley Clark e o Departamento de Defesa dos EUA discutiram planos de guerra a partir da "Primavera Árabe"[uma fabricação dos EUA].

 O mesmo general na página do seu livro "Vencendo Guerras Modernas" escrevia o seguinte na página 130 do livro: "Quando eu regressei ao Pentágono em Novembro de 2001, um oficial sénior do staff militar, teve tempo para falar. Sim, estamos a caminho para ir contra o Iraque, disse ele. Mas havia mais. Isto tinha sido discutido como parte de um plano de uma campanha de cinco anos, disse ele, e eram um total de sete países, começando pelo Iraque, então Síria, Líbano, Líbia, Irão, Somália e Sudão.
 ... ele disse isto com descrédito - com quase descrença - num suspiro de uma visão. Afastei-me da conversa, por isto ser algo que não me agradaria ouvir. E isto não era algo que eu queria que também fosse para a frente ...Deixei o Pentágono naquela tarde profundamente perturbado."

Mas em 2007 o quadro estratégico do Médio Oriente ganha uma nova relevância, era nem mais nem menos do que descobertas no campo de gás da bacia Levanthine no oriente mediterrânico, afinal tinha mais 70% de gás do que inicialmente previsto. As implicações geopolíticas e a segurança energética para estas descobertas de recursos energéticos, levaram à competição de cartéis que estão na origem e causa do conflito sírio. Mas isto revela-se muito mais complicado do que possa parecer, o controlo destas reservas por parte do cartel apoiado pela Rússia e Irão é de facto uma séria ameaça ao já bastante contestado acordo de Bretton Woods que criou o actual sistema monetário com base no dólar, e que agora estará já praticamente perto do seu fim.

Para continuar...

E como ficará a Europa neste quadro de um novo cenário bastante diferente ? Vai ser afectada ? Já está a ser afectada ? E o problema de politica económica ?


No caso de os estados Unidos e aliados imporem uma zona de exclusão aérea á Síria responderá com os mísseis Yakhont de defesa de fabrico russo, agora com um "upgrade". Os misseis Yakhont têm a capacidade de atacar o seu alvo a uma velocidade supersónica, voando a um baixo nível, deixando pouca margem de reacção ao adversário para reagir, mesmo assim as defesas da frota naval têm vindo a fazer um longo percurso desde os sistemas da guerra electrónica.

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