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quinta-feira, 6 de março de 2014

CHEFE DA DIPLOMACIA DA ESTÓNIA URMAS PAET E CATHERINE ASHTON ALTA REPRESENTANTE DA UNIÃO EUROPEIA FALARAM AO TELEFONE SOBRE A SITUAÇÃO DA UCRÂNIA, REFERINDO QUE SNIPERES TERÃO SIDO CONTRATADOS PELA “NOVA COLIGAÇÃO”

CHEFE DA DIPLOMACIA DA ESTÓNIA E CATHERINE ASHTON ALTA REPRESENTANTE DA UNIÃO EUROPEIA FALARAM AO TELEFONE SOBRE A SITUAÇÃO DA UCRÂNIA, REFERINDO QUE SNIPERES TERÃO SIDO CONTRATADOS PELA “NOVA COLIGAÇÃO” E QUE NÃO HÁ VONTADE PARA SE INVESTIGAR EM KIEV.



A imprensa estónia publicou uma conversa entre o chefe da diplomacia da Estónia e Catherine Ashton Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e Vice-Presidente da Comissão Europeia sobre os acontecimentos ocorridos na praça Maiden e da situação em Kiev. Falas-se que existiram snipers que dispararam para ambos lados da barricada, estes snipers terão sido contratados pela "nova coligação" como diz o ministro dos negócios estrangeiros da Estónia Urmas Paet. Segundo o que é referido no vídeo não existe vontade em investigar por parte das novas autoridades em Kiev. Este caso surgido agora através da imprensa não deixa de ser estranho e pode complicar mais a situação. Alerta-se os leitores para os diversos pontos de vista que existem na imprensa internacional sobre a Ucrâniae que podem conter desinformação.







segunda-feira, 3 de março de 2014

A CRIMEIA PARECE VOLTAR A FAZER LEMBRAR O SEU PASSADO COM TENSÃO ENTRE OCIDENTE E RÚSSIA A AUMENTAR EM VÁRIOS PONTOS ESTRATÉGICOS

A CRIMEIA PARECE VOLTAR A FAZER LEMBRAR O SEU PASSADO COM TENSÃO ENTRE OCIDENTE E RÚSSIA A AUMENTAR EM VÁRIOS PONTOS ESTRATÉGICOS


Por Paulo Ramires


BREVE HISTÓRIA DA CRIMEIA

 
Ilustração mostrando o "Cerco de Sevastopol", durante a Guerra de Crimeia, entre 1854 e 1855, uma Guerra em que a Rússia se envolveu para "proteger"os lugares santos dos cristãos - wikipedia.



A Crimeia é um território localizado junto da costa setentrional do Mar Negro entre o continente europeu, a Anatólia e o Cáucaso, sendo uma porta de acesso importante através de diversos estreitos para o mar Mediterrâneo e o mar Egeu, dando através deles acesso ao Atlântico. É uma zona estratégica muito importante que ao longo dos tempos foi disputado por diversas potencias ou impérios. O território foi inicialmente povoado por diversos povos da antiga Grécia que ai procuraram refugio tal como, dórios ou jónios. Foi depois controlada pelo império Romano quando este se afirmou no mediterrânico. Mais tarde chegaram povos do norte da Europa e Euroásia tais como Godos, Hunos, etc... Já no século VIII foi tomada pelos cázaros, um povo de origem turcomana que dominou a região centro-asiática. Em 1016 foi controlada pelo Império Bizantino, e pelos Kiptchaks, e ainda pelos Mongóis em 1237. No século XIII eram os genoveses que dominavam o mediterrânico e a partir de 1478 foi o Império Otomano que tomou conta do território até à guerra russo-otomana que durou entre 1768 e 1774 terminando com a derrota dos otomanos. Após a guerra é assinado o tratado de Küçük Kaynarca (1774) que colocava a Crimeia como território independente em resultado de os otomanos terem sido obrigados a renunciaram os seus direitos de soberania sobre o Canato [estado islâmico turcomano sob a influência de diversas potências na Europa Oriental] da Crimeia, a derrota imposta aos otomanos foi da responsabilidade do general russo Suvorov, ficando assim toda a Crimeia sob a influência da Rússia, todavia o Império Russo violou o tratado e e em 1783 a Crimeia acabaria por ser integrada no Império Russo.

Guerra da Crimeia 1853 -1956
Entre 1853 a 1956 dá-se a Guerra da Crimeia que opôs o Império Russo a uma grande coligação de impérios e potencias nomeadamente o Reino Unido, a França, o Reino da Sardenha - formando a Aliança Anglo-Franco-Sarda - e o Império Otomano e que contou também com o apoio do Império Austríaco, e que visava conter as pretensões expansionistas russas pelo ocidente e sul.

Durante a segunda Grande Guerra Mundial, os alemães invadira a Crimeia em 1941, onde ai aconteceu uma das batalhas mais sangrenta, os alemães tomaram conta de todo o território com a excepção da cidade de Sebastopol, que resistiu até os alemães capturarem a cidade em 1942. Em 1944 as tropas soviéticas tomam conta de todo o território. A Crimeia era então integrada como parte da República Socialista Federada Soviética da Rússia, no entanto, em 1954, foi transferida por Nikita Khrushchov para a República Socialista Soviética Ucraniana como presente de comemoração do 300° aniversário da unificação da Rússia e da Ucrânia.

Com o colapso da União Soviética a Crimeia permaneceu integrada na Ucrânia, mesmo com a independência desta, mas os problemas começaram a surgir com o cada vez maior ressentimento da população de maioria russa ou russófono causadora de tensões crescente entre a Rússia e a Ucrânia. A agravar esta situação foi a crescente instabilidade da Frota do Mar Negro sob o controlo dos russos baseada na península.

A SITUAÇÃO DA CRIMEIA


Tropas russas na Crimeia, Ucrânia

A actual situação na Ucrânia não pode ser vista apenas por vários acontecimentos ocorridos no território deste país localizado entre a Euroásia e a Europa, de facto a situação é apenas um ponto de tensão entre muitos entre Washington e Moscovo, tais como a Síria e outras regiões do Médio Oriente, Paquistão ou a Gronelândia ou ainda outros assuntos tais como as armas estratégicas onde as duas super-potencias têm grandes divergências.

Sevastopol - base naval russa situada Crimeia, Ucrânea


Sevastopol - base naval russa situada Crimeia, Ucrânia
No caso da Ucrânia foi a iniciativa dos EUA de fazer cair o governo do presidente eleito Víktor Yanukóvych que percepcionou todos acontecimentos. Victória Nuland coordenou desde o início com o embaixador Geoffrey R. Pyatt [veja aqui a conversa telefónica]e os partidos da oposição ucraniana tendencialmente de extrema direita nacionalista e populista ou mesmo nazis como Oleh Tyahnybok lider do Svoboda. O afastamento de Yanukóvych da confiança de Putin e do Kremlin tinha de ser executado pois não servia os interesses da NATO. Assim o que aconteceu na prática foi um golpe de estado com a aparência de uma qualquer revolução. É verdade que muitos ucranianos se manifestaram contra os elevados índices corrupção do país, mas não foi esse o factor que afastou Víktor Yanukóvych, até porque Yúlia Timochenko antiga primeira ministra tem também problemas com essa questão e teve um tratamento bem diferente.  Os acontecimentos na praça Maiden e posteriormente da proibição da língua russa e a perseguição aos pró-russos em Kiev num país fronteiriço da Rússia fazia prever esta reacção - a invasão da Crimeia se assim se pode dizer. Putin não tinha escolha, ou invadia ou ficava sem a base naval  em Sevastopol que durante 200 anos serviu os interesses russos, pois possivelmente a Ucrânia será integrada na NATO. 

A decisão politica de invadir a Crimeia é tão ilegítima como a subida ao poder do actual governo da Ucrânia. Mas o que se está aqui a desenhar não tem apenas a ver com a base naval russa na Ucrânia, a NATO tem seguido uma politica de provocar o isolamento da Rússia, afastando-a cada vez mais da UE e do Médio Oriente, isto é claro nas palavras de conselheiros para a politica externo e de segurança dos EUA como Zbigniew Brzezinski, dai a insistência e a pretensão de Washington de colocar um sistema de defesa anti-misseis na Polónia desenvolvido por um conjunto de empresas, a companhia francesa Thales, o consórcio italo-americano-alemão MEADS, a companhia americana Raytheon e o grupo MBDA. Trata-se de o regresso das armas estratégicas à Europa depois do chanceler alemão Helmut Kohl e o antigo presidente francês Miterran terem acabado com elas na Alemanha. 

A Rússia com outras antigas republicas da União Soviética também pretende desenvolver uma União Económica com um mercado comum semelhante à CEE - um integração económica das repúblicas da Euroásia - algo que desagradou aos EUA e à UE, mas a UE depende bastante do fornecimento do gás Russo, assim como a Rússia depende das vendas de energia à UE, o ideal seria um espaço comum como o previsto após o fim da guerra fria em todo o continente, mas não parece ser esse o caminho desejado. De facto perspectivas várias guerras comerciais entre um espaço que está a ser criado entre a UE e os EUA - apesar de os europeus não serem tidos nem achados nessa questão -  e o espaço BRICS formado pela China, Rússia, Índia, Brasil e África do Sul. Mas a tentativa de conter a futura União Económica da Euroásia por parte dos EUA mostrou bastantes fragilidades na Europa, desde logo que foi a NATO a substituir as iniciativas da UE e com tudo isto é a própria UE que arrisca também bastante com um foco de nacionalismo "pró europeu" e anti-europeu, sendo que os nacionalistas ucranianos não serão assim tão pró-europeus como se possa pensar, aumentando ainda mais a enorme dependência da super-potencia americana. No entanto há que se saber agora quem irá colocar os enormes montantes de dinheiro que a Ucrânia necessita para evitar a falência e em que moldes isso acontecerá, uma coisa é certa a Ucrânia continuará a depender bastante do gás russo, e uma boa parte da economia ucraniana é feita com a Rússia e não com a UE, o mais sensato nesta questão volto a dizê-lo seria a Ucrânia integrar os dois espaços de alguma forma.

CONSIDERAÇÕES FINAIS DO ARTIGO

Segundo a discussão que se tem gerado sobre a ocupação das forças russos no território da Crimeia, não é verdade que a Rússia esteja a violar a soberania da Ucrânia ou a legalidade internacional, a Ucrânia e a Rússia têm um acordo desde 28 de Maio de 1997, em que ambos partilham a frota do Mar Negro e as instalações da respectiva base naval situada em Sevastopol, situada Crimeia. Mas isto não quer dizer que ensaiar operações militares no território da Crimeia, e tomar o controlo do território, inclusivo bases ucranianas e as telecomunicações o seja. 

No entanto o problema é tão complicado que o poder que se encontra em Kiev é ilegítimo, qualquer poder ou governo que derrube um outro legitimamente eleito será sempre um golpe de estado, e logo este é ilegítimo. O presidente legítimo para todos os efeitos parece ser Víktor Yanukóvych, que por sua vez pediu para que a Rússia intervenha no território da Ucrânia, para manter a ordem:

"Sob a influência dos países ocidentais, ex actos abertos de terror e violência", Churkin citou a carta de Yanukovich a Putin na terceira reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

"As pessoas estão a ser perseguidos por razões linguísticas e políticas". "Assim, por esta razão venho solicitai ao Presidente da Rússia, Sr. Putin, pedindo-lhe para usar as forças armadas da Federação Russa para estabelecer a legitimidade, a paz, a lei e a ordem, a estabilidade e defender o povo da Ucrânia."
O mesmo fizeram diversos deputados ucranianos que apelaram domingo ao presidente russo, Vladimir Putin para reconsiderar a implantação de tropas adicionais na Crimeia, a fim de evitar a escalada militar da actual crise política no país, refere o site da marinha russa.


Segundo o acordo da Ucrânia com a Rússia sobre a frota do Mar Negro e a presença na base Naval refere o seguinte:

Em 1997, a Rússia e a Ucrânia assinaram o Tratado de partição, estabelecendo duas frotas nacionais independentes e dividindo armamentos e bases entre eles. A Ucrânia também concordou em arrendar partes importantes das suas novas bases em Sevastopol na Crimeia - cerca de 18 240 ha de terra na Crimeia e Sevastopol para as necessidades de sua frota do Mar Negro que faz 0,03% da área total da Ucrânia (603 700 km quadrados - para a Frota russa do Mar Negro até 2017.

Um novo acordo foi assinado a 21 de Abril de 2010, em Kharkiv, na Ucrânia, pelo presidente ucraniano, Viktor Yanukovych e o presidente russo, Dimitry Medvedev e que consistia na extensão do contrato de arrendamento da base naval do Mar Negra por mais 25 anos após o seu termo em 2017, ou seja até 2042 e com uma opção de renovação cinco anos adicionais até 2047. 

Em troca a Ucrânia obteria descontos no preço do gás russo, bem como receber em receitas pelo arrendamento da base naval da Crimeia a Moscovo um montante de 98 milhões dólares americanos por ano entre outros investimentos directos e gastos na compra de vários produtos ou serviços. Assim, as despesas totais da Rússia com a Frota do Mar Negro totalizam mais de $ 350 milhões por ano.




Uma outra análise para a compreensão geopolítica da Crimeia e da base naval:








sábado, 1 de março de 2014

DESAFIOS DA POLÍTICA EXTERNA DE ANGOLA EM 2014 POR BELARMINO VAN-DÚNEM

DESAFIOS DA POLÍTICA EXTERNA DE ANGOLA EM 2014


Por Belarmino Van-Dúnem


A diplomacia angolana foi bastante proactiva em 2013, entre altos e baixos, podemos considerar que houve uma constância nas acções da diplomacia, embora seja necessário reconhecer que ao nível da política externa em geral houve uma diminuição da imagem do país se comparado com a transição 2011/2012 onde o país granjeou grande reconhecimento internacional, tendo conseguido passar uma imagem de uma Angola em crescimento e país de oportunidades. No ano de 2013 Angola enfrentou adversidades que não estavam previstas, para além deste factor, a imprevisibilidade das relações diplomáticas intra-africanas criou um ambiente caótico e difícil para os actores internacionais que têm o continente como principal palco da sua acção. Mas os constrangimentos na implementação da política externa de Angola também advieram da inconsistência de alguns parceiros estratégicos extracontinentais.

O mais evidente foi Portugal onde o governo formado pela coligação PSD/CDS-PP não conseguiu sustentar a parceria estratégica, tendo-se deixado levar pela pressão dos lobbys anti-angola que, aproveitando-se da crise estruturante do país conseguiram fazer Angola recuar no intento de uma parceria estratégica com a ex-potência colonizadora.

No ano de 2014 Angola deve dar continuidade aos dossiers, sobretudo nas questões relacionadas com a defesa e segurança em África que têm servido de bandeira para a diplomacia angolana. A diplomacia económica não teve os efeitos estruturantes que o país necessita. A economia angolana contínua a ser de enclave, ou seja, as grandes empresas globais com presença em Angola continua no ramo da exploração de recursos naturais. Entre os factos mais marcantes de 2013, no tange a diplomacia angolana, foi o anuncio da candidatura angolana a um lugar como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o período de 2015/2016 cuja eleição irá ocorrer em setembro de 2014. Esse é um objectivo para o qual Angola deverá trabalhar porque a dispersão de candidatos constitui um desafio em África.
Georges Chikoti, ministro das Relações Exteriores de Angola

A iniciativa de liderar o processo de reforma e restruturação das forças armadas da Guiné-Bissau constitui uma das principais acções que deu visibilidade a política externa de Angola. Mas, como é do conhecimento geral, o desfecho não foi o esperado devido a intransigência das chefias do exército guineense que teimam em manipular o poder civil.

Mas a situação foi complicada pela falta de coordenação e convergência entre a CEDEAO e a CPLP, facto que não pode ser totalmente desconectado do processo pós-eleitoral na Costa do Marfim e com o retorno da intervenção francesa em África. Portanto, a implementação dos planos de Angola na Guiné-Bissau ficaram por concluir, a retoma do processo é claramente um desafio. A tentativa de repor o status quo na Guiné-Bissau contou com o apoio e empenho de Portugal que teve uma acção diplomática junto da União Europeia e da ONU bastante importante. A coordenação entre Luanda e Lisboa tinha como base a Parceria Estratégica firmada entre os dois Estados.

No entanto, a pressão de uma parte da cúpula portuguesa desdobrou-se num conjunto de acções com o objectivo de desgastar a imagem do Estado angolano.

A normalização das relações bilaterais entre Angola e Portugal também constituem um desafio porque, embora o executivo angolano tenha cancelado a cimeira de Chefes de Estado e de governo que estava prevista para Fevereiro de 2014, de facto Angola contínua a ter relações muito estreitas com Portugal. Neste momento, a par da França, Angola acolhe a maior comunidade de cidadãos portugueses, ninguém sabe quantos são exatamente. Por outro lado, as empresas portuguesas dominam nichos estratégicos da economia angolana como é o caso das finanças, banca, construção civil e prestação de serviços.

A diversificação de actores nesses sectores, sobretudo a entrada de actores nacionais, tanto ao nível do capital como do ponto de vista técnico deverá ser um dos objectivos do executivo angolano no médio/curto prazo para evitar a dependência. O estabelecimento de uma estratégia de imigração direcionada para Portugal com vista ao controlo, integração e monitorização da migração portuguesa é um desafio para 2014. O Continente africano contínua a ser um problema sobretudo devido a porosidade das fronteiras nacionais. A estabilidade na RDC e a necessidade de tornar mais equilibrado os benefícios da coordenação entre as políticas externas de Angola e da África do Sul são factos notáveis.

O controlo da imigração ilegal proveniente dos países da África do Leste e Ocidental, assim como a monitorização do comércio feitos pelos cidadãos do Norte de África, chineses, libaneses e cubanos devem constar dos desafios do executivo porque há certamente a saída de divisas para o exterior com base nesses negócios.

A Diplomacia para a paz no Sudão Sul, na República Centro-africana e os contributos para a estabilidade na região da África Austral continuarão a ser necessários para manter a imagem de Angola no centro da diplomacia africana.

O melhoramento e adequação da imagem do país no exterior, a sensibilização, informação e formação dos cidadãos nacionais sobre a forma mais cabal de contribuírem para que Angola se torne num país cada vez mais respeitado no exterior e assim captar mais investimento externo.

A compreensão da política externa norte-americana, francesa e as conexões que esses países têm com a Alemanha, Reino Unido e a sua influência que nas acções da União Europeia e da ONU em geral constitui uma tarefa que nenhum Estado deve descorar.

É um desafio para Angola aproximar-se dessas potências, mas a estratégia do equilíbrio do poder através da manutenção de relações estreitas com a China, Brasil e a Rússia, assim como a da influência e coordenação com os países africanos através da SADC, CEEAC e União Africana serão determinantes para uma maior eficiência e eficácia da política externa de Angola.

Mestre em Estudos Africanos - Desenvolvimento Social e Economico em África: Análise e Gestão; - Professor de Politica Externa do Estado e Diplomacia. Foi Conselheiro Diplomatico do Ministro da Defesa Nacional - "2010/2011; - Coodernador do Curso de Relações Internacionais da Universidade Lusíada de Angola - 2009/2010; - Técnico Superior do Ministério do Planeamento de Angola; - Actualmente desempenha as Funções de Director do Centro de Estudos Pós-Graduação da Universidade Lusíada de Angola; Analista de Politica Internacional na Televisão Pública de Angola; Rádio Nacional de Angola e LAC antena Comércial; - Articulista do Jornal de Angola;

Com o conhecimento do autor do artigo.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

IRÁ A NATO ANEXAR A UCRÂNIA ? POR PEPE ESCOBAR

IRÁ A NATO ANEXAR A UCRÂNIA ? POR PEPE ESCOBAR


Aqui está um cenário bastante possível. O leste e o sul da Ucrânia voltam a ser parte da Rússia; é bastante razoável pressupor que Moscovo aceite. O oeste da Ucrânia é totalmente saqueado, ao estilo do capitalismo de desastre, pela máfia empresarial-financeira ocidental (e ninguém jamais verá sequer a cor de um único passaporte europeu). Quanto à NATO, consegue as bases, 'anexando' a Ucrânia, mas consegue também as miríades dos hiper precisos e acurados mísseis Iskander russos, apontados para as tais bases. A isso se resume o 'avanço estratégico' que Washington 'conquistou'.


Por Pepe Escobar

Qualquer pessoa que acredite que Washington esteja profundamente enamorado pela 'democracia' na Ucrânia deve fazer uma visita ao eBay, único local onde se viram as armas de destruição em massa de Saddam Hussein, e onde elas continuam à venda, à espera da melhor proposta.

Ou prestar mais atenção às negativas-que-nada-negam do governo Obama, que jura todos os dias que não nenhuma ‘proxy war’ ou Guerra Fria Redux na Ucrânia.

Em resumo: a política de Washington para a Ucrânia sempre foi anti-Moscovo. Implica mudança de regime sempre que necessária. Dado que a União Europeia (EU), em termos geopolíticos, não passa de um apêndice da NATO, trata-se sempre, de facto, de a NATO estender as suas fronteiras até a Ucrânia. E anexar, pelo menos, a Ucrânia Ocidental - que já seria um valioso prémio de consolação.

É um um jogo puramente militar-cêntrico - a lógica de todo o mecanismo é, de fato, decidida em Washington, não em Bruxelas. Trata-se da expansão da NATO, não de alguma 'democracia'.

Quando Victoria Nuland, a funcionária neo-conservadora do Departamento de Estado, vivia recentemente seus 15 segundos de fama, o que ela realmente disse foi "Nós somos a NATO. F***-se a União Europeia." Não surpreende que tenha havido reunião urgente dos ministros de Defesa dos países da NATO em Bruxelas, na 5ª-feira, exclusivamente sobre a Ucrânia.

Ninguém jamais lerá sobre isso em nenhum veículo da imprensa-empresa nos EUA - e, aliás, tampouco na universidade dos EUA. O professor Francis Boyle, de Harvard, falando ao Voice of Russia, ou Stephen Cohen de Princeton, em artigo recente para a The Nation, são flagrantes excepções.

Mas qualquer analista informado sabe que o 'cérebro' por de trás dessa 'política', desde os anos 1970s, é Zbigniew "O Grande Tabuleiro de Xadrez" Brzezinski. O Dr. Zbig foi conselheiro do presidente Barack Obama dos EUA na Universidade de Columbia e é o Talleyrand da máquina de política externa do governo Obama.

Pode talvez ter amaciado um pouco recentemente, argumentando que, embora os EUA devam permanecer como poder supremo em toda a Euroásia, Rússia e Turquia devem ser seduzidas pelo Ocidente. Mas não significa que a russofobia histórica de Zbig tenha algum dia diminuído.

A 'santa' Yulia voltou!



Agora que estamos (outra vez) com o pé na estrada para mudança de regime na Ucrânia, nem parece tão mau negócio por uns módicos $5 biliões - quantia revelada pela própria Nuland, a neoliberal. Compare-se com outras aventuras externas do continuum Bush-Obama, do Afeganistão e Iraque à Síria. Mas há grandes turbulências à frente.

A mais indiscutivelmente progressista muito discutível, além de gente obcecadamente da direita mais radical e a rapaziada da geração Google no oeste da Ucrânia e em Kiev parecem cultivar a noção de que o país, submetido a 'mudança de regime', será aceite como membro da União Europeia, obterão passaportes europeus e bons empregos na Europa, tal como fizeram os canalizadores polacos e os gerentes de restaurantes romenos.

Bem, não é bem assim. Se pelo menos pudessem apanhar um "EasyJet" e ver com os seus próprios olhos o que está a acontecer no mercado de trabalho no sul da Europa ou em Londres, para falar apenas de uma vaga  aterrorizada de leste-europeus que ocupam empregos ingleses.

Quanto aos ultra-nacionalistas e declarados neo-fascistas - absoluta e totalmente anti-União Europeia - a única coisa que têm na cabeça é livrarem-se da malha do urso russo. Mas... e daí em diante? 

Quanto ao ardor 'democrático' do Ocidente, é muito fácil esquecer que os fascistas do oeste da Ucrânia lutaram ao lado de Hitler contra a União Soviética. Os descendentes daqueles fascistas estiveram no comando da furiosa violência da semana passada. E o "Sector Direita" continua a insistir que manterá o 'protesto'. Nesse sentido, talvez não sejam os fantoches preferidos de Washington; são, apenas momentaneamente, idiotas úteis.

Quanto à ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko - já elevada no Ocidente ao púlpito de Madre Teresa loira - ela chamou os manifestantes da Praça Maidan (Independência), de "libertadores". O mais provável é que eles se libertem dela bem rapidamente - quando a altamente corrupta 'Santa' Yulia concorrer à presidência, em Maio próximo.

A Ucrânia que funciona - o leste e o sul - é constituída de províncias russas históricas (Cracóvia, Mar Negro, Crimeia). O PIB do país é de $157 biliões. Equivale a 1/5 da Turquia (que pode converter-se no novo Paquistão). No pé em que estão as coisas, a Ucrânia não tem qualquer valor económico que interesse ao Ocidente (e ainda menos, se se tornar numa nova Síria). De 'positivo', só o deformado avanço estratégico da NATO.

Quem acredita que uma União Europeia afundada em crises conseguirá dinheiro para arrancar a Ucrânia do pântano económico em que está, deve, sim, voltar ao eBay e fazer mais um lance para ver se compra as armas de destruição em massa de Saddam. Ou, então, que espere o Congresso dos EUA entregar $15 biliões para aliviar a dívida externa da Ucrânia. Ou que ofereça uma redução no preço do gás importado (como Moscovo fez, em Dezembro passado). 

Diga bom dia ao meu Iskander



A pergunta de um multi-biliões de dólares é o que fará o presidente Vladimir Putin da Rússia. Há quem diga que se ouvem gargalhadas a rugir pelos corredores do Kremlin.

Para começar, Putin decidirá se Moscovo comprará ou não $2 biliões em eurobonds ucranianos, depois que houver um novo governo em Kiev, como noticiou a Gazeta.ru. Kiev não obterá coisa alguma, absolutamente nada, de Moscovo, até que se saiba com certeza que o novo regime concorda com o jogo de interesses em manter coeso o país.

"Santa" Yulia, aliás, foi originalmente metida na prisão por causa de um acordo de gás que foi negociado em termos de preços altos da parte de Moscovo. Voltando aos factos: a Ucrânia não sobrevive sem o gás russo, e a indústria ucraniana não sobrevive sem o mercado russo.

Podem misturar todos os tons e cores de revolução laranja, tangerina, campari ou Tequila Sunrise, e jogar dentro do "ajuste estrutural" do FMI: nem assim conseguirão alterar esses factos. E quanto à União Europeia 'comprar a Ucrânia', podem esquecer.

A quadrilha da Laranjada Ocidental - dos patrões aos mais subalternos - continua apostando numa guerra civil ao estilo Síria. A anarquia cresce - provocada pelos neo-fascistas. Cabe aos ucranianos rejeitá-la. Boa solução seria um referendo. O povo que escolha ser uma confederação, fazer uma divisão (nesse caso, haverá sangue) ou manter o actual status quo.

Aqui está um cenário bastante possível. O leste e o sul da Ucrânia voltam a ser parte da Rússia; é bastante razoável pressupor que Moscovo aceite. O oeste da Ucrânia é totalmente saqueado, ao estilo do capitalismo de desastre, pela máfia empresarial-financeira ocidental (e ninguém jamais verá sequer a cor de um único passaporte europeu). Quanto à NATO, consegue as bases, 'anexando' a Ucrânia, mas consegue também as miríades dos hiper precisos e acurados mísseis Iskander russos, apontados para as tais bases. A isso se resume o 'avanço estratégico' que Washington 'conquistou'.


Correspondente itinerante do Asia Times / Hong Kong, analista da RT e TomDispatch, e um colaborador frequente de sites e programas de rádio que vão desde os EUA à Ásia Oriental.

24/2/2014, Pepe Escobar, Russia Today

A análise e pontos de vista expressos neste artigo são da exclusividade do autor e não representam necessariamente as opiniões do RD como aliás é referido na apresentação da própria publicação.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

CRIMEIA PODE TRANSFORMAR-SE NA SEGUNDA CRISE DAS CARAÍBAS POR JOSÉ MILHAZES


CRIMEIA PODE TRANSFORMAR-SE NA SEGUNDA CRISE DAS CARAÍBAS POR JOSÉ MILHAZES

Os tártaros, que foram vítimas de perseguições terríveis na era de Estaline: 40 foram exterminados. É mais um dos genocídios comunistas. Hoje, eles são apoiados pela Turquia e a Arábia Saudita. São uma das minorias na Crimeia que não pode ser esquecida. 


Por José Milhazes


Quantos povos não passaram pela Península da Crimeia ao longo da sua longa história? Cimerianos, Citas, Gregos, Romanos, Godos, Hunos, Cazares, Bizantinos, Kiptchakes, Genoveses, Venezianos, Turcos, Russos, Ucranianos, Juseus, etc., etc.

As datas mais importantes para a história desta atual república autónoma da Ucrânia são:

1478-1783 – anos em que a Crimeia era habitada principalmente por Tártaros e dependia do Império Otomano.

Em 1777, o generalíssimo russo Suvorov derrota os turcos e, em 1783, a Crimeia passa a fazer parte do Império Russo.

(É de salientar que entre os combates do lado russo estiveram nomes importantes da história portuguesa como Gomes Freire de Andrade e outros militares).

Existiram outras grandes peripécias: Guerra da Crimeia (1854-1856); revolução comunista na Rússia em 1917; Segunda Guerra Mundial, mas nada disso impediu que a Crimeia continuasse a fazer parte do Império Russo e, depois, da União Soviética.

Em 1954, Nikita Khrutchov, secretário-geral do Partido Comunista da URSS, decidiu oferecer a Crimeia à Ucrânia, pois era, tal como todos os comunista, uma pessoa que não acreditava numa das previsões de Fátima, ou seja, que o regime comunista iria ruir um dia.

Quando a União Soviética caiu, em 1991, quase todos os dirigentes das repúblicas que faziam parte dela aceitaram fazer das fronteiras administrativas, fronteiras estatais, para evitar um sem número de guerras. Como é sabido, não se evitaram conflitos, ainda hoje congelados, como o de Nagorno-Karabakh, Transdnistria, Ossétia do Sul, Abkházia.

Além disso, a Ucrânia foi alvo de um tratado especial. Em 1994, quando Kiev aceitou entregar à Rússia as armas nucleares que tinha no seu território, Rússia, EUA, França e Grã-Bretanha assinaram o Acordo de Bucareste, que garante a “independência” e a “integridade territorial”.

Porém, depois dessa data, ocorreram muitas coisas graves na política internacional: desintegração caótica e sangrenta da Jugoslávia, Kosovo, invasão da Geórgia pela Rússia em 2008, etc.

Com base nesses e noutros acontecimentos, nomeadamente no rasgar do acordo entre Victor Ianukovitch e a oposição, intermediado pela UE e que acabou como todos sabemos, Rússia pode alegar que “se os outros não respeitam, porque devemos nós respeitar?”

Para alguns pode ser surpreendente, o facto de o Kremlin, oficialmente, não ter comentado o assalto armado do edifício do Soviete Supremo e do Governo da Crimeia, mas não é. Moscovo não pode apoiar semelhante acto terrorista, pois pode-se colocar a questão: se a Rússia defendeu a sua integridade territorial matando milhares e milhares de tchetchenos, porque é que Kiev não poderá fazer o mesmo na Crimeia?

Mas o Kremlin pode ser tentado a seguir a sua táctica de 2008 em relação à Geórgia. Ou seja, como é costume numa situação destas, todos arranjam argumentos a seu favor. Porém, esta política vai levar ao “vale tudo e até tirar olhos”.

Não se pode esquecer que na Ucrânia existem 5 centrais nucleares.

E mais um pormenor: na Ucrânia vive o povo autóctone da região: os tártaros, que foram vítimas de perseguições terríveis na era de Estaline: 40 foram exterminados. É mais um dos genocídios comunistas. Hoje, eles são apoiados pela Turquia e a Arábia Saudita. São uma das minorias na Crimeia que não pode ser esquecida.

E para terminar, gostaria de sublinhar um momento: se a Rússia se envolver militarmente na Ucrânia, isso será o fim do país com as fronteiras actuais. As aventuras em Angola, no Afeganistão, etc. levaram ao fim da URSS e, como a sabido, a história tem tendência a repetir-se.

Quanto às consequências para a UE e para as relações entre a UE e a Rússia, a minha colega e amiga Helena Ferro de Gouveia deve saber mais do que eu.

*Correspondente da Agência LUSA, RDP e SIC em Moscovo (Rússia), Consultor de empresas portuguesas na Rússia e Ucrânia. Docente no Centro de Cultura Portuguesa, Moscovo (Rússia).

http://www.darussia.blogspot.pt/2014/02/crimeia-pode-transformar-se-na-segunda.html

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A PROBLEMÁTICA DA GEOPOLÍTICA DA UCRÂNIA MERGULHADA NAS DIFERENTES ESTRATÉGIAS DO OCIDENTE E DA RÚSSIA

PROBLEMÁTICA DA GEOPOLÍTICA DA UCRÂNIA MERGULHADA NAS DIFERENTES ESTRATÉGIAS DO OCIDENTE E DA RÚSSIA
A Ucrânia é um país com 46 milhões de habitantes, sendo o sétimo maior produtor de aço do mundo e possuindo uma diversidade industrial bastante apreciável, um país geograficamente grande 603,6 mil metros quadrados, ou seja o segundo maior país do continente depois da Rússia em termos de área e é neste país que passam importantes gasodutos que abastecem a Europa. São razões como estas entre outras que torna a Ucrânia num espaço geopolítico bastante apetecível. 

Por Paulo Ramires

A Ucrânia tornou-se independente com o fim da União Soviética mais concretamente com o Pacto de Belaveja, ou também designado Acordo Secreto de Minsk assinado a 8 de Dezembro de 1991, este pacto além de estabelecer o fim da União Soviética, criava também a Comunidade dos Estados Independentes (CIS), este processo de adesão das antigas republicas soviéticas terminou em 1994 com a adesão da Moldávia, porém a Geórgia viria a sair em 2008. Dois membros da comunidade embora tenham assinado o acordo nunca o ratificaram, um deles foi precisamente a Ucrânia, não tendo se considerado parte oficial da comunidade embora esteja associada a ela. A CEI evoluiu depois para uma união aduaneira criada em 2008 e que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2010, este é um projecto da iniciativa da Rússia e de outras republicas e que visa a integração económica da região, a Rússia tem feito de tudo para trazer a Ucrânia para este espaço económico - descontos nos preços do gás natural, compra da divida, apoio à economia mas também ameaçou deslocalizar do país a industria da aviação e a indústria aeroespacial russa -, que tem continuidade com a futura União Económica Eurasiática cuja criação formal terá inicio no ano de 2015, quem não gostou desta ideia foi Bruxelas que tem justamente como objectivo estender o seu projecto de integração para leste, ora a Ucrânia faz parte desses planos não só por se tratar de um país com 46 milhões de habitantes, mas também por ser o sétimo maior produtor de aço do mundo e possuindo uma diversidade industrial bastante apreciável, mas também por ser um país geograficamente grande 603,6 mil quilómetros quadrados, ou seja o segundo maior país no continente depois da Rússia em termos de área e sobretudo por ser neste país que passam importantes gasodutos que abastecem a Europa. São razões como estas entre outras que torna a Ucrânia num espaço geopolítico bastante apetecível. 

No quadro politico os partidos políticos são variadíssimos tendo muitos deles se fundido ou formando em blocos, actualmente os principais são o Partido das Regiões de ideologia centrista e pró-russo, e era o partido do agora presidente destituído Viktor Yushchenko, o Pátria da antiga primeira ministra Yulia Tymoshenko, um partido liberal conservador, populista e pró-europeu, o UDAR partido de centro direita e pró europeu, o Svoboda, liderado por Oleh Tyahnybok, o quarto maior partido da Ucrânia ocupando 36 lugares dos 450 no Parlamento, este partido faz parte da Aliança dos Movimentos Nacionais Europeus, é um partido da extrema direita populista com características nazis, e o Partido Comunista da Ucrânia.

Embora se entenda a vontade do ocidente de reduzir a acção da Rússia na Ucrânia, a maior parte destes agrupamentos partidários têm características populistas ou são de extrema direita, no entanto mesmo sabendo disso a UE e os EUA têm vindo a apoia-los, se bem que não por igual, no caso da subida ao poder destes elementos com esta natureza, a própria Ucrânia, além de se tornar ainda mais instável, tornar-se-ia numa ameaça séria para a própria União Europeia já confrontada com o populismo em muitos países europeus, mesmo estando a Ucrânia fora da União sempre será um incentivo aos restantes partidos da União com características semelhantes. De notar que neste momento em que escrevo este artigo já se fala em abolir vários partidos da Ucrânia nomeadamente o Partido das Regiões e o Partido Comunista, ambos com expressões eleitorais importantes no país.

A Ucrânia é um pais bastante dividido, mais densamente povoado no seu extremo a ocidente e a leste, mas com as industrias mais importantes situadas a leste, os ucranianos a ocidente desejam a integração na União Europeias e os Ucranianos do Leste rejeitam perder contacto com a Rússia, na verdade estão ligados a ela por laços culturais, étnicos e comerciais. Por estas razões será muito aventureiro o ocidente incluir a Ucrânia no espaço económico europeu, Putin ou mesmo outro líder responsável nunca poderá ser indiferente à Ucrânia, simplesmente porque este país faz fronteira com a Rússia, tem uma população russófona, e é importante para a estabilidade da Rússia. No entanto é bom que se compreenda que a instabilidade na Ucrânia não é boa para ninguém, incluindo a UE, a única potência que pode beneficiar com isto são os EUA. Uma das possibilidades para se sair daqui de forma razoável, é em minha opinião a Ucrânia integrar os dois espaços económicos, é certo que isto é complicadíssimo, são espaços económicos diferentes com filosofias de integração diferentes, os espaços económicos obedecem a determinados regulamentações comuns estabelecidas em tratados internacionais, mas se não for assim o problema continuará a subsistir, e a Ucrânia poderá mesmo correr o risco de se desintegrar se não for este o caminho.


Poderá também crer ler sobre o mesmo assunto[clicar]:

sábado, 22 de fevereiro de 2014

ACORDO CELEBRADO ENTRE O GOVERNO UCRANIANO E A OPOSIÇÃO MAS EXISTEM MUITAS DIFICULDADES PELA FRENTE

ACORDO CELEBRADO ENTRE O GOVERNO UCRANIANO E A OPOSIÇÃO MAS EXISTEM MUITAS DIFICULDADES PELA FRENTE


Vitali Klitschko, leader of Ukraine's UDAR opposition party shakes hands with Ukrainian President Viktor Yanukovych after the signing of the Agreement in the Presidential Palace in Kiev.
Os líderes da oposição e presidente da Ucrânia assinaram um acordo conjunto esta sexta-feira que pretende acabar com uma crise de três meses que se agravou esta semana com uma violência que fez mais de 100 vitimas mortais. O acordo foi debatidas durante intensas discussões durante a noite com os enviados da União Europeia e da Rússia, e uma série de questões que têm permanecido no centro da disputa entre os manifestantes e oposição, e o governo do presidente Viktor Yanukovich.

Os principais pontos do acordo são os seguintes:

ELEIÇÕES ANTECIPADAS
REFORMA CONSTITUCIONAL
DESMANTELAMENTO DO ACAMPAMENTO E DESMOBILIZAÇÃO DOS PROTESTANTES
INVESTIGAÇÃO À VIOLÊNCIAS QUE PROVOCOU MUITOS MORTOS E FERIDOS DOS DOIS LADOS 
EVITAR QUE O GOVERNO DECLARE O ESTADO DE EMERGÊNCIA [EXISTE UM LIMITE]


Read more here: http://www.myrtlebeachonline.com/2014/02/21/4045689/ukraine-agreement-faces-many-hurdles.html#storylink=cpy
Ainda existem outros relacionados com os problemas iniciais, ou seja se a Ucraniana deve juntar-se à União Europeia ou à União Aduaneira, futura União Económica da Euroásia



Foto na noite de Sexta-feira (via Twitter)


Clashes: Riot police officers stand on Independence Square, which resembles a battle zone

Imagens na praça da independência em Kiev após violentos confrontos


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

SITUAÇÃO DE GUERRA CIVIL NA UCRÂNIA - DIRECTO

SITUAÇÃO DE GUERRA CIVIL NA UCRÂNIA - DIRECTO
          ACTUALIZAÇÕES         
AP video still

EM DIRECTO
Agitadores de partidos radicais e polícia (militar) na praça de independência no centro de Kiev provocaram uma nova onda de violência na capital ucraniana. Enquanto os manifestantes surgem divididos, a oposição continua a exigir a renúncia do presidente. Entretanto a Rússia já acusou o ocidente de interferir na Ucrânia. São 25 os mortos neste momento - 9 policias e 16 manifestantes - e mais de 300 feridos como resultado destes confrontos.

Também uma base militar situada na cidade ocidental de Lvov foi tomada por manifestantes, o site de notícias ucraniana UA-RU.info assim o informou. Os manifestantes no entanto permitiram que os militares deixassem a base na condição de deixarem as armas. As armas foram seladas mas surgiu um incêndio que está a destruir a base.

Actualização
(Fotos e informação - 19 de Fevereiro de 2014)


Na sequência dos distúrbios em Kiev entre a policia militar e os manifestantes simpatizantes dos partidos de oposição, centro direita e extrema direita nacionalista e nazi, foram mortas 26 pessoas e 751 foram feridas. Nos hospitais da cidade encontram-se internadas 605 pessoas, das quais 263 opositores e 342 policiais. Entre os mortos há 10 policiais e 16 manifestantes.

Os activistas do movimento pró-europeu Euromaidan tomaram de assalto os prédios do Conservatório de Kiev e dos Correios, situados na praça da Independência.



Rebecca Harms, deputada alemã do grupo parlamentar do Parlamento Europeu  os Verdes, disse em entrevista ao canal RT que irá apoiar um pedido de sanções contra a Ucrânia.

"Tenho desde há muito defendido que se deve ir para essas sanções. Porque eu acho que é realmente uma provocação que parte da elite política em Kiev traga o seu país de volta para Moscovo e, ao mesmo tempo que eles fazem grandes negócios nos Estados-Membros europeus, com dinheiro, que resulta em várias vagas de privatizações, as chamadas privatizações na Ucrânia. Isso tem de terminar, e isso é também algo que esse bravo povo corajoso lutando pelo estado de direito e contra a corrupção quer que nós façamos ", disse à RT.

"I have since a long time advocated to go for those sanctions. Because I think it’s really a provocation that some of the political elite in Kiev bring their country back to Moscow and at the same time they are doing big business in European member states with money, which results from several waves of privatizations, so-called privatizations in Ukraine. This must end and this is also something that those brave people fighting for the rule of law and against corruption want us to do," she told RT.

(Fotos e informação - 18 de Fevereiro de 2014)





sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O EIXO ANTI-SECESSÃO AMEAÇA A ESCÓCIA E OUTROS PAÍSES ASPIRANTES

O EIXO ANTI-SECESSÃO AMEAÇA A ESCÓCIA E OUTROS PAÍSES ASPIRANTES





Por Wayne Madsen

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, obteve o apoio do escocês ex-Secretário Geral da NATO e de um travesti actor-comediante Inglês para a campanha do «Better Together»  que pretende manter a Escócia no Reino Unido. Políticos ingleses e os seus «traidores» escoceses estão a ficar preocupados com o fraco desempenho da campanha do «Não» no referendo na Escócia que até 18 de Setembro de 2014, simplesmente colocará a questão aos eleitores: "Deve a Escócia ser um país independente ? "

O Partido Nacional Escocês (SNP) do primeiro ministro [first minister (cargo equivalente a primeiro-ministro no governo autonómico da Escócia.)] Alex Salmond, que espera se tornar no primeiro-ministro de uma Escócia independente, tem visto o apoio ao voto "Sim" no referendo da independência flutuar nas sondagens entre os 33 e os 40 por cento. Mas tudo isso pode mudar a favor do lado pró-independência.

Edimburgo, capital da Escócia

Alex Salmond, primeiro ministro [ first minister ] da Escócia

O apoio crescente em Inglaterra do partido anti-União Europeia, UK Independence Party (UKIP) para as eleição para o Parlamento Europeu, tem sido visto por muitos observadores na Grã-Bretanha também como uma subida do UKIP como uma contribuição para apoiar o «Sim» no referendo escocês, especialmente entre os eleitores trabalhistas escoceses.

Por toda a Inglaterra, o UKIP está posicionado em segundo lugar nas sondagens logo atrás do Partido Trabalhista e bem à frente do Partido Conservador do primeiro-ministro Cameron. Os nacionalistas escoceses têm acusado que os conservadores e os trabalhistas estão a trabalhar juntos para derrotar o voto "Sim" escocês pela independência, com os conservadores a contribuírem com dinheiro para a campanha do «Não» enquanto os trabalhistas fornecem as actividades de activistas.

A tendência pelo voto à direita em Inglaterra a favor do UKIP pode resultar numa opção dos membros da esquerda do Partido Trabalhista escocês em apoiar o SNP no referendo. Os Verdes escoceses anunciaram que eles também são a favor da independência. Uma divisão de pontos de vistas na próxima conferência do Partido Trabalhista Escocês em Março entre anti e pró-independência é esperada por muitos observadores políticos.

 
Parlamento da Escócia localizado na área de Holyrood da capital de Edimburgo

O «Better Together» é presidido pelo escocês Trabalhista Alistair Darling, ex-chanceler britânico do Tesouro, cujo desempenho medíocre em angariar apoio para a campanha do «Não» escocês tem preocupado muitos líderes anti-secessão. Um determinado número de "barões" do Partido Trabalhista escocês está irritado por Darling estar a trabalhar com os conservadores de forma a arruinar a independência escocesa. Na Escócia, o ódio popular pelos conservadores é mais forte do que qualquer desprezo pela independência. Por essa razão, os Tories escoceses asseguram um único assento entre o conjunto dos lugares da Escócia no parlamento nacional britânico em Westminster.

Parlamento do Reino Unido, em Westminster, Londres

O ex-secretário geral da NATO, Sir George Robertson, um Trabalhista escocês, foi convidado para escrever uma coluna de opinião que apareceu em vários jornais nos Estados Unidos, incluindo o pró-regime Washington Post, avisando como a independência da Escócia seria a «re-balcanização» da Europa. Robertson usou o velho refrão já gasto da Catalunha e do País Basco de Espanha  seguirem a Escócia também para a independência com a Flandres da Bélgica que se juntaria também ao clube.

Robertson também advertiu como uma Escócia independente eliminaria a presença no seu território da força de submarinos nucleares da Grã-Bretanha ai fundeada. Em geral, Robertson expressou medo por um alegado voto "Sim" na Escócia que levaria à retirada do Reino Unido e da Escócia da UE e da retirada da Escócia da NATO. O SNP declarou que a Escócia permaneceria tanto na UE como na NATO.

A opinião de Robertson é típico das forças pró-unionistas lideradas nos bastidores pelo ex-primeiros-ministros trabalhistas Tony Blair e Gordon Brown, assim como o líder trabalhista cripto-sionista da Oposição em Westminster, Ed Miliband. O mau desempenho de Darlings em captar eleitores pró-unionistas na Escócia resultou em pedidos para que Brown para saia do seu "backbenches" (membro do parlamento do Reino Unido que não detém uma pasta no governo ou governo sombra da oposição) e substitua Darlings como o líder das forças anti-independência no Reino Unido.


A base de submarinos nucleares Faslane poderá tornar-se num enclave Inglês no meio da Escócia, se o país se torna independente.

Os apoiantes da independência têm chamado a campanha anti-independência de «Projeto Medo» por causa das tácitas usadas pelo lado do voto «Não». A campanha do «Better Together» tem sido representada pelo actor travesti e comediante Eddie Izzard que tem sido o seu porta-voz não oficial para a campanha do «Não». Izzard, nascido em Aden quando seu pai era um funcionário da British Petroleum durante o tempo em que o MI-6 da Grã-Bretanha foi mais do que activo na colónia rebelde quando atingida por uma rebelião Nasserista (ideologia política nacionalista árabe de esquerda baseada no pensamento de Gamal Abdel Nasser, um dos dois principais líderes da revolução egípcia de 1952, e que combinava elementos do socialismo árabe, o republicanismo, o nacionalismo, o anti-imperialismo, o desenvolvimento da solidariedade mundial, e o não-alinhamento internacional), não é o que os apoiante do «Não» à Escócia encaram como um líder celebre para sua causa. A escolha de Izzard é particularmente preocupante para os pró-unionistas que têm de lidar com a celebridade bem mais conhecida que a campanha do "Sim" arranjou como líder de relações públicas. Nada mais nada menos que Sean Connery, a primeiro figura do 007 James Bond. Na Escócia, quando se trata de escolher entre o macho Connery e o Izzard "cross-dressing", não há sequer concurso.

O que é mais irritante para os escoceses é que, de acordo com a agência de notícias russa ITAR-TASS, Cameron insistiu com o presidente russo Vladimir Putin para o ajudar a derrotar a campanha do "Sim". De acordo com a reportagem, um assessor sénior de Cameron próximo de Putin, actualmente presidente do G8, pediu-lhe para o ajudar a atrapalhar a campanha do sim escocês. A reportagem da agência de notícias russa, também refere que Cameron, e o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, herdeiro político do partido fascista Francisco Franco, forjou um eixo «anti-separatista» para derrotar os referendos da Escócia e da Catalunha.

O Jornal de Espanha El Pais informou que o principal conselheiro de Cameron para a Escócia, Andrew Dunlop, reuniu-se com Rajoy em Madrid para discutir a cooperação anglo-espanhola na luta contra a secessão da Escócia e da Catalunha.

Rajoy, tal como Cameron, está preocupado com o referendo sobre a independência marcado pelo presidente regional da Catalunha Artur Mas. O escrutínio está previsto na Catalunha para 9 de Novembro, dois meses após o referendo escocês. Um voto "Sim" na Escócia poderia reforçar dramaticamente as forças pró-independência da Catalunha. Um voto "Sim" em ambas as regiões, sem dúvida, que irá aumentar os apoios para as independências e autonomias em toda a Europa, desde Cornwall e País de Gales para a Flandres, e do País Basco para Brittany, Veneza e Córsega.

O actor Sean Connery e o líder do Partido Nacional Escocês Alex Salmond
Há também o medo do outro lado do Atlântico, no Canadá que o voto sim na Escócia e Catalunha estimule a deriva da francófona do Quebec para a independência. Um referendo sobre a independência do Quebec tal como a planeada para a Escócia falhou numa votação muito equilibrada em 1995. Embora o separatista Parti Québécois (PQ) do premier de Quebec Pauline Marois tenha reunido-se com Salmond em Edimburgo em 2013, as ligações públicas entre os governos PQ e SNP foram desvalorizadas. No entanto, acredita-se que a pergunta do referendo do SNP -  "Deve a Escócia ser um país independente ? " - foi escolhida pela sua simplicidade, devido à natureza complexa do referendo no Quebec, que perguntava «Aceita que o Quebec deva se tornar soberano, após ter sido oferecido formalmente pelo Canadá uma nova parceria económica e política, no âmbito da legislação sobre o futuro do Quebec e do acordo assinado em 12 de Junho de 1995? »

Salmond e outras forças pró-independência da Escócia acusaram Cameron de utilizar países estrangeiros para acabar com o seu infortúnio no referendo escocês. É claro que os movimentos pró-independência na Europa estão surgindo em paralelo com os sentimentos anti-UE. Embora os nacionalistas escoceses e catalães favoreçam a continuação da adesão à UE das suas nações, cada vez mais partidos políticos de direita nacionalista da Europa aumentam a sua popularidade, incluindo a Frente Nacional Francesa, o UKIP, e o flamengo separatista Vlaamse Blok na Bélgica e que não estão nada mesmos interessados ​​na UE.

Nigel Farage, lider do partido nacionalista de extrema direita da Inglaterra

O apoio crescente dos nacionalistas de direita e dos separatistas de centro e de esquerda, é a criação de uma «tempestade perfeita» para a Europa. É uma tempestade que os globalistas e "central bankers" temem por varrê-los do mapa e restaurar a Europa para um continente de nações em vez de uma união de Estados subservientes aos burocratas em Bruxelas e banqueiros em Frankfurt e Londres, bem como a um obscuro grupo de industrias militares com representação dentro da sede da NATO, ao Pentágono, e ao covil da CIA em Langley, Virginia.

 
Fonte:  Financial Times

*Wayne Madsen é um jornalista de investigação on-line norte-americano, autor e colunista especializada em inteligência e assuntos internacionais.

http://www.strategic-culture.org

Tradução do original por Paulo Ramires


O EXERCITO SÍRIO COM A AJUDA DOS GUERRILHEIROS DO HEZBOLLAH CONSEGUE O CONTROLO DA REGIÃO ESTRATÉGICA JUNTO Á FRONTEIRA COM O LÍBANO

O EXERCITO SÍRIO COM A AJUDA DOS GUERRILHEIROS DO HEZBOLLAH CONSEGUE O CONTROLO DA REGIÃO ESTRATÉGICA JUNTO Á FRONTEIRA COM O LÍBANO


O exército sírio, com a ajuda de grupo libanês xiita Hezbollah, foi capaz de recuperar o controle total sobre a cidade estratégica de Qusayr perto da fronteira com o Líbano.

Segundo relatos na quarta-feira, as forças do exército sírio retomou o controle completo da cidade estratégica de Jarajir, Al-Alam.

A recaptura da cidade ocorreu após confrontos pesados ​​entre as forças do exército sírio e guerrilheiros estrangeiros, no ponto de confrontos perto da cidade de Yabrud.

Os confrontos fazem parte do que os habitantes locais chamam de "Batalha por Qalamoun".

Nos últimos dias, o exército sírio intensificou os seus ataques aos guerrilheiros estrangeiros, ao longo da fronteira com o Líbano. Algumas fontes dizem que os ataques são um prelúdio para uma grande ofensiva na região.

O exército sírio executou recentemente com sucesso uma operações de limpeza em todo o país, infligindo pesadas perdas sobre os guerrilheiros.

O Exército lançou ataques contra guerrilheiros nas províncias de Damasco, Aleppo, Deir al-Zour, Homs, Idlib, Latakia e Daraa na terça-feira matando um grande número deles.

A Síria tem sido invadida desde Março de 2011 por forças e grupos terroristas. Segundo relatos, as potências ocidentais e os seus aliados regionais - especialmente Qatar, Arábia Saudita e Turquia - apoiam os guerrilheiros que operam dentro da Síria.

A guerra já fez mais de 130.000 vitimas mortas e milhões de deslocados devido à enorme violência dos confrontos.

VIDEOS SOBRE A "BATALHA DE QALAMOUN"







quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

MOVIMENTO "THE DAY WE FIGHT BACK" CONTRA ESPIONAGEM DOS UTILIZADORES NA INTERNET PRATICADA PELOS SERVIÇOS SECRETOS DOS EUA

MOVIMENTO "THE DAY WE FIGHT BACK" CONTRA ESPIONAGEM DOS UTILIZADORES NA INTERNET PRATICADA PELOS SERVIÇOS SECRETOS DOS EUA

Dezenas de sites da Internet participaram duma acção de protesto contra a espionagem de utilizadores da Internet, praticada por serviços secretos dos EUA.

A acção denominada “The Day We Fight Back” começou a 11 de Fevereiro deste mês.

Dessa acção de protesto participam entidades conhecidas tais como a Electronic Frontier Foundation, a Mozilla (browser Firefox), o inventor anónimo DuckDuckGo, assim como o Greenpeace, a Amnistia Internacional e várias outras.

Nas páginas principais de todos os recursos apareceu simultaneamente um grande widget negro, ligado ao site oficial da acção e uma forma para assinar a petição contra a espionagem na Internet.

O protesto on-line de 11 de Fevereiro, descrito com o título de "The Day We Fight Back ", é suposto ser visto em cerca de 6. 200 sites e respectivos servidores, um grande banner no topo da leitura: "Querida internet, estamos cansados de reclamar com a NSA. Queremos novas leis que restringem a vigilância on-line." 

Quanto aos visitantes dos sites de fora dos EUA, eles são convidados a assinar uma petição em apoio dos princípios contra a vigilância em massa. A petição já foi assinada por mais de 100.000 pessoas. Além disso, todos são incentivados a alterar o perfil das suas redes sociais ", adicionando uma tag #STOPTHENSA.

"Juntos, vamos fazer pressão contra os poderes que procuram observar, recolher e analisar todas as nossas acções digitais", afirma o site do movimento. "Juntos, vamos deixar claro que esse tipo de comportamento não é compatível com a governação democrática. Juntos, se persistirmos, vamos vencer essa luta."

https://thedaywefightback.org/

https://pt.necessaryandproportionate.org/

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