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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

GUERRA FRIA INTENSIFICA-SE ESPIÕES NORUEGUESES COOPERARAM COM A NSA (EUA) PARA ESPIAR ALVOS NA RÚSSIA

GUERRA FRIA INTENSIFICA-SE ESPIÕES NORUEGUESES COOPERARAM COM A NSA (EUA) PARA ESPIAR ALVOS NA RÚSSIA


Inteligência norueguesa cooperou amplamente com a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) para espionar políticos russos, o sector de energia do país e outros "alvos civis" no país.

Um documento secreto obtido pelo tablóide Dagbladet continha listas demonstrando como o Serviço de Inteligência da Noruega (NIS) tinha cooperado com a NSA e vice-versa para espionar a Rússia, observando vários casos em que a colaboração resultou em "histórias de sucesso".

Uma parte do memorando intitulado "o que o parceiro fornece à NSA" inclui vários pontos detalhadas. O primeiro ponto é intitulado "O acesso a alvos russos na Península de Kola," não muito longe da fronteira da Rússia com a Noruega e Finlândia.

Apesar de não terem metas específicas são mencionados na península, que se encontra quase completamente ao norte do Círculo Ártico, que contém a maior concentração de armas nucleares, reatores e instalações na Rússia. O seguinte ponto menciona alvos civis mútuos, em especial às relativas à "politica de energia russa". 

Sob o título "histórias de sucesso", a NSA diz que está trabalhando em parceria com o NIS "para expandir e aprofundar o intercâmbio de informações, com foco no compartilhamento de relatórios sobre o desenvolvimento dos recursos naturais, políticos russos e questões energéticas", refere o jornal. O documento também menciona que políticos russos têm sido os alvos das operações de recolha de informação, embora sem nomes específicos mencionados.

Abaixo das águas de gelo e frias do Oceano Árctico são vastas reservas naturais ocultos, incluindo cerca de 20 por cento das reservas de petróleo no mundo e cerca de 30 por cento do gás natural do planeta. Há também, acredita-se, serem depósitos de platina, ouro e estanho.

As reservas petrolíferas do Árctico são estimadas em 90 milhões de toneladas, ou 13 por cento da oferta mundial, com reservas de gás natural de pé em 1,67 triliões de metros cúbicos, ou 30 por cento das reservas mundiais, e gás natural liquefeito pesando 44 biliões de barris, ou 20 por cento de reservas potenciais.

Esses preciosos recursos naturais são avidamente procurados por cinco nações que fazem fronteira com o Árctico: Canadá, Dinamarca, Noruega, Rússia e Estados Unidos.

Na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que novas unidades militares e infra-estrutura seriam construídas no Árctico para proteger a "segurança e interesses nacionais" da Rússia.

O documento, classificado como "Top Secret", é datada de 17 de Abril de 2003, e é assinado por um funcionário chefe na NSA Noruega Desk. Ele aparentemente foi escrita pouco depois de uma conferência de planeamento anual entre as duas agências de inteligência, que foi concluida a 7 de Março. A história foi escrita em colaboração com o ex-jornalista do Guardian Glen Greenwald, que foi fundamental na desclassificação de documentos da NSA denunciados por Edward Snowden.

O governo norueguês confirmou a autenticidade do documento, mas sublinhou a informação apresentada dentro era um reflexo do "ponto de vista americano."

Fonte: RT.com

RÚSSIA CONFIRMA ENVIO DE MISSEIS ISKANDR DE DE CURTO ALCANCE PARA KALININGRAD

RÚSSIA CONFIRMA ENVIO DE MISSEIS ISKANDR DE DE CURTO ALCANCE PARA KALININGRAD

Iskander high-precision missile system in place during military exercises. (RIA Novosti/Alexei Danichev)

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou à comunicação social a instalação de mísseis Iskander de curto alcance, no oeste do país, perto das suas fronteiras com os estados bálticos e os membros da NATO, dizendo que ele não viola os acordos internacionais.Também o vice-primeiro-ministro russo Dmitry Rogozin, advertiu que a Rússia irá usar armas nucleares se for confrontada com um ataque, acrescentando que essa possibilidade serve como o principal impedimento para potenciais provocadores e agressores.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O MODELO ISLANDÊS É O IDEAL PARA SE LIDAR COM OS 'FINANCEIROS TERRORISTAS' ENTREVISTA DO RT.COM A CHARLIE MC GRATH

O MODELO ISLANDÊS É O IDEAL PARA SE LIDAR COM OS 'FINANCEIROS TERRORISTAS' ENTREVISTA DO RT.COM A CHARLIE MC GRATH



E vamos encará-lo, essas instituições que nos disseram que são grandes demais para falir em 2008 - as seis maiores delas são 37 por cento maiores hoje do que eram em 2008. Elas detêm influência sobre a economia. Eles dominam o governo. E nós estamos fazendo exactamente as mesmas coisas que levaram a um colapso em 2008.

Ao prender quatro oficiais superiores do falhado Kaupthing Bank islandês, o país mostrou ao mundo a maneira correta de lidar com as pessoas, em grande parte responsáveis ​​pela crise financeira de 2008, disse Charlie McGrath, fundador do site de notícias, Wide Awake News.

Os  Estados Unidos e outros nações devem seguir este exemplo e tomá-lo como um modelo para a próxima vez que os demasiado grandes para falir estragam tudo e depois venham pedir resgates com o dinheiro dos contribuintes, acrescentou.

RT: As penas de prisão são as mais pesadas para este tipo de crimes na história da Islândia. Qual é a importância do precedente?

Charlie McGrath: É significativo no que diz respeito à crise de 2008, se acontecer onde você vive aqui nos Estados Unidos, onde a maioria dessas instituições demasiado grandes para falir estão sediadas, onde as verdadeiras corporações estão, onde os CEOs e COOs dessas grandes corporações vivem. Nenhum deles foi para a cadeia. Nenhum deles foi indiciado. Tem havido um punhado de algumas multas simbólicas, que têm sido pagas por estas corporações - e deixe-me reiterar "pelas corporações", e não por esses próprios indivíduos.

Assim, vemos um governo real, um povo real e uma nação intensificar e a dizer: "Lamento muito mas você cometeu fraude. Você lixou uma nação. E você agora vai pagar por isso, sendo a tua vida colocados atrás das grades."

Este é exatamente o que precisava acontecer nos Estados Unidos e no resto do mundo. E tire o meu chapéu à Islândia por ela impor-se a estes banqueiros.

RT: Poderia haver ramificações mais amplas deste caso. Estará a Islândia estabelecendo um nova acção criminal para uma acusação de fraude financeira?

CMCG: Espero que sim, mas não estou optimista a esse ponto. Infelizmente eu mesmo e muitas outras pessoas - Jim Rogers, Mark favores, Harry Dent - todos nós acreditamos que há um outro mega-colapso que se apróxima.

E vamos encará-lo, essas instituições que nos disseram que são grandes demais para falir em 2008 - os seis maiores deles são 37 por cento maiores hoje do que eram em 2008. Eles detêm influência sobre a economia. Eles dominam o governo. E nós estamos fazendo exactamente as mesmas coisas que levaram a um colapso em 2008.

Eu pessoalmente acredito que 2008 foi um evento financeiro terrorista. Foi um de 9/11 financeiro cometido por estas instituições, e quando vamos entrar na próxima crise que irá afectar todo o globo. Espero que a Islândia seja tido como um modelo de como se deve lidar com essa escumalha!

RT: À luz desse escândalo, qual o grau de envolvimento que acha que os governos devem ter sobre as relações das instituições financeiras?

CMCG: Aqui nos Estados Unidos, nós sugerimos que é socialismo quando se começa a falar sobre o controle do governo sobre as instituições financeiras. Mas temos algo muito pior aqui.

Tomamos como exemplo as chamadas corporações privadas, estas corporações capitalista de livre mercado - são elas que controlam a economia por aqui - tomamos essas corporações e colocamo-las num pedestal, e quando falham, nós espalhar a sua dívida pelo povo desta país.

Isso é algo muito pior do que o socialismo. É a pior forma de fascismo! Então, para fingir que o governo não tem lugar na supervisão destas instituições é sentar-se para trás e dizer: "Vão em frente banqueiros! Vão em frente e assumam o futuro desta nação e levar-nos à ruína financeira! "E isso é exatamente o que aconteceu.

O que aconteceu na Islândia é o que o povo exigiu do governo. Em 2009 eles marcharam para o parlamento e disseram: "Nós não vamos assumir as falhas fraudulentas desses bancos fracassados."

Eles isolaram essas instituições. Eles formaram bancos estatais. E eles acabaram com o problema de vez. Eles ajudaram as pessoas em vez dessas instituições bancárias. Então, eu, mais uma vez tenho esperança que se veja este modelo como aquele que temos de seguir para se olhar para o futuro.

Fonte RT.com

domingo, 15 de dezembro de 2013

MANDELA VERSUS SANTOS POR EUGÉNIO COSTA ALMEIDA

MANDELA VERSUS SANTOS POR EUGÉNIO COSTA ALMEIDA



Por Eugénio Costa Almeida

Pelas exéquias e homenagens a Mandela, um amigo próximo fez-me um repto. Tentar verificar as semelhanças ou dissemelhanças entre os líderes das duas maiores potências regionais da África Austral ou seja, entre Nelson Mandela e Eduardo dos Santos.

Um repto nada mais difícil dado que um acabou de falecer e já não era presidente há vários anos e outro mantém-se no poder há cerca de 35 anos.

Mas como não fujo a reptos tentei criar um quadro onde pudesse colocar as características de cada um e, no fim, tentar fazer coexistir as várias similitudes e, ou, diferenças entre eles. Realmente, nada mais difícil. Mas, vejamos pois…

Mandela tal como dos Santos lutaram pelos seus ideais que passaram por lutas revolucionárias, em alguns casos, armada. Mas enquanto Mandela visava o direito à qualificação humana e ao direito a “um Homem um voto”, dos Santos apontou sempre para a consolidação do Poder face àquilo que considerava os inimigos de Angola.

Pelas suas ideias Mandela foi detido enquanto dos Santos tornou-se o detentor do Poder após o falecimento de Agostinho Neto – já lá vão 34 anos bem medidos –; Depois da sua libertação Mandela apoiou a criação de uma Comissão de Verdade e Transparência onde inimigos se auto-confessaram os eventuais crimes cometidos contra terceiros e todos ficaram felizes e de consciência tranquila. Ou seja, Mandela em vez de perseguir quem o perseguiu conseguiu unificar e fortalecer um Nação, a que chamaram de “Nação Arco-íris”. Já dos Santos, apesar de ter chamado alguns dos antigos combatentes da UNITA para cargos ministeriais e militares, poucos, nada fez, ou parece ter tentado fazer, para diluir as diferenças políticas entre os antigos contendores. E se fez ou tentou, muitos dos seus correligionários mantém as velhas políticas de “eles são os maus, os assassinos” e “nós os bons, os visionários”. Dúvidas, basta ver o que estes escrevem nas páginas sociais.

Mandela concorreu e venceu as eleições legislativas e presidenciais e ao fim de um mandato optou por devolver o cargo a novos concorrentes ficando como a personalidade de referência nacional, o Líder; já dos Santos, que entro por indicação do Comité Central do seu partido após o falecimento de Neto, já concorreu a duas eleições, uma das quais não terminada e prevê manter-se no cargo por dois, pelo menos oficiais, mandatos, ou seja, deverá sair ao fim de cerca de 42 anos de Poder. Parece que quer ficar do Guiness-Book de records como o líder que mais tempo esteve no Poder, isto se Obiang, da Guiné-Equatorial, o deixar, já que está no poder há mais 1 ou 2 meses…

Finalmente e em análise simples e curta porque haveria muito para apontar a ambos, Mandela após deixar o cargo presidencial ofereceu a sua imagem e inteligência para uso – e abuso, muitas vezes – da Nação sul-africana e criou uma fundação que visou a harmonização social no País. De dos Santos, além da sua Fundação que também visa, reconheça-se, defender valores sociais, hoje em dia aparece, levado pela forçada imagem que os seus assessores – ou outro nome – fazem emitir como um líder afastado da população – não esqueçamos as manifestações recentes – virado para farol de uma certa África que muitos já não a reconhecem.

Resumindo, parece-me que é difícil estabelecer paralelos similares ou não entre Mandela e dos Santos. Até porque as raízes políticas e sociais de ambos são bem dissemelhantes. Se de um sabe-se que vem de uma família nobre e de casta reconhecida, o outro mantém segredo quanto às suas origens apesar dos seus assessores tentarem, periodicamente o que não ajuda, fazer crer que é uma personalidade clara e bem formada. Eu acredito, mas será que a população menos enquadrada e intelectualmente afirmada acreditará?

Vamos dar um pouco de espaço temporal e voltemos a esta matéria quando as ideias estiverem mais assentes e frias…

Investigador
Centro de Estudos Internacionais, iscte-iul

sábado, 14 de dezembro de 2013

RELATÓRIO JAPONÊS AFIRMA QUE JUNTAMENTE COM JANG SONG-THAEK OUTROS SEUS ASSISTENTES TERÃO TAMBÉM SIDO EXECUTADOS

RELATÓRIO JAPONÊS AFIRMA QUE JUNTAMENTE COM  JANG SONG-THAEK OUTROS SEUS ASSISTENTES TERÃO TAMBÉM SIDO EXECUTADOS


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O tio do líder norte-coreano, Kim Jong-un - Jang Song-thaek - foi executado, segundo a imprensa estatal do país. Isto acontece após o segundo homem mais poderoso da Coreia do Norte ter sido demitido por cometer "actos criminosos".
Ri Su-yong.

A agência de notícias oficial KCNA, disse na sexta-feira que Jang Song-thaek era culpado de "tentativa de derrubar o Estado". A sua sentença de morte por um tribunal militar em 12 de Dezembro foi realizada imediatamente, acrescentou.

"O acusado Jang reuniu forças indesejáveis ​​e formou uma facção em que era ele o chefe de um grupo de facções modernas já há algum tempo e, portanto, tendo cometido tal crime hediondo como a tentativa de derrubar o Estado", disse a agência.

O governo classificou Jang como uma "escória humana desprezível ... que é pior do que um cão."

Ele foi afastado do poder no início desta semana, com relatou a KCNA numa tradução da KCNA Watch em que acrescenta "Jang e seus seguidores cometeram actos criminosos desconcertantes à imaginação e eles fizeram um tremendo mal para o nosso partido e a nossa revolução". Acrescentando que "quando Kim Jong Il faleceu tão súbita e prematuramente, para nossa tristeza, ele [Jang] começou a trabalhar a sério de forma a realizar a sua ambição há muito acalentada pelo poder."

"Todos os crimes cometidos pelo acusado foram comprovadas no decorrer da audição e foram admitidas por ele", informou a KCNA.

Para além dele outros seus assistentes terão sido também executados,

Ri Su-yong (também conhecido como Ri Chol), um ex-embaixador na Coreia do Norte, na Suíça, o chefe do Comité de Investimentos do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Ri Su-yong gere também a casa para cuidar do líder Kim Jong-un quando ele estava estudando na Suíça, e há rumores de que ele é o gerente de fundos secretos da Coreia do Norte em bancos da Suíça.

Anteriormente, foi relatado que Ri Su-yong desertou para a China e é agora um alvo de ambos os empregadores que operam em Pequim, Seul e Washington.
De acordo com o Chosun Ilbo, Ministério da Unificação da Coreia do Sul não poderá confirmar informações sobre se Ri Su-yong foi executado, mas disse uma das autoridades norte-coreanas que ele participou de uma conferência de hoje[ontem ?] que se realizou no Politburo, incluindo Jang Song-thaek acusado e preso em frente a milhares de alto nível.

No mês passado, dois colaboradores próximos de Jang Song-thaek como Jang Ri Ryong-ha e Su-kil foram executado publicamente por acusações de corrupção e de não seguir as directrizes do líder supremo.
Há especulações de que a pena de morte para uma ampla gama de artistas do Unhasu, orquestra sob a acusação de pornografia em Agosto passado, no caso também relacionado com Jang Song-thaek, referiu Chosun Ilbo.

O Professor Cho Young-ki, da Universidade da Coreia, disse. "É possível que alguns dos assistentes mais próximos de Jang Song-thaek tenham também sido executados" como um aviso para aqueles que queiram trair ou desafiar o líder Kim Jong-un.

Fonte: China

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

UCRÂNIA DIVIDIDA ENTRE UNIÃO EUROPEIA E UNIÃO EUROÁSIA

UCRÂNIA DIVIDIDA ENTRE UNIÃO EUROPEIA E UNIÃO EUROÁSIA

 


Segundo a informação do Ministério do Interior da Ucrânia, a milícia não utiliza quaisquer meios especiais, tendo por objectivo principal libertar as ruas centrais para restabelecer o trânsito na cidade e não pretende dispersar o comício. Mas essas acções são suficientes para causar o descontentamento do Ocidente que apoia abertamente a oposição ucraniana, diz o director do Centro de Pesquisas Eurasiáticas na Ucrânia, Vladimir Kornilov:

“Representantes do Ocidente falam francamente que estão interessados na continuação dos chamados actos pacíficos de protesto e têm encontros tanto com as autoridades, como com a oposição. Victoria Nuland disse que por enquanto não há motivos para aplicar sanções em relação a Yanukovich. A meu ver, a oposição irá “emendar” esta situação. Actualmente, em Kiev, encontram-se representantes de estabelecimentos diplomáticos do Ocidente, da Europa e dos Estados Unidos. Com certeza, o uso da força contra a sua presença equivale a conceder um trunfo à oposição. Por outro lado, os acontecimentos desta noite, quando a milícia, sem recorrer a medidas duras e à violência, desalojava manifestantes dos territórios ilegalmente ocupados, serão suficientes”.

Fonte: Voz da Rússia

domingo, 8 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA - 1918/2013

NELSON MANDELA - 1918/2013





A História de Nelson Mandela 


 

Mandela foi, durante muitos anos, ex-líder político a favor dos rebeldes e é hoje ex-presidente da África do Sul, exercendo essa função de 1994 a 1999. Este é graduado em Direito, fazendo do mesmo um Advogado por natureza. 

 Foi o principal representante sobre o movimento que lutava contra a regra política imposta pelo governo na África do Sul que separava a raça branca da raça negra, mais conhecido como o Apartheid, foi um activista, sabotador, antes e durante a sua prisão e foi ainda um guerreiro nativo perante a sua nação, defendendo os seus ideais e do seu país.

Apesar de este ser um nacionalista que apenas lutava pela liberdade, não só do povo Sul-Africano mas também de quem lá habitava, era ainda assim para muitos considerado um terrorista de alto nível, principalmente para o governo que comandava na altura.

Durante bastantes e árduos anos, Mandela não baixou a cabeça perante o que vinha a estabelecer para o país durante tantos anos. Valendo-lhe estas batalhas, um prémio Nobel da Paz em 1993.

Nelson viveu basicamente toda a sua infância numa região chamada Thembu, antes de ter escolhido seguir a carreira de Direito. Em 1990 foi ainda atribuído o Prémio Lênin da Paz, que foi recebido anos depois, em 2002.

Este é ainda conhecido pelo seu país como “Madiba”, titulado assim pelos membros do clã Mandela.




Biografia de Nelson Mandela




Nelson Mandela proveniente da etnia Xhosa, nasceu num pequeno vilarejo de Qunu, distrito de Umtata, na região de Transkei. Logo aos seus sete anos de idade Nelson torna-se o primeiro membro de toda a sua família a frequentar uma escola, onde lhe foi o nome inglês Nelson. Logo após a sua entrada para a escola, pouco tempo depois, o seu pai morre e Nelson Mandela foi para uma escola próxima do palácio do Regente. Seguindo sempre as tradições Xhosa, Nelson foi inserido na sociedade aos 16 anos de idade, ido assim para o Instituto Clarkebury, onde estudou a Cultura Ocidental.

No ano de 1934, Mandela muda-se para Fort Beaufort, cidade com escolas que recebiam a maior parte da realeza Thembu, e foi ali que ganhou interesse no boxe e nas corridas. Após fazer a sua matrícula, começou o curso para se formar em Direito na Universidade de Fort Hare, onde conheceu os seus compatriotas Oliver Tambo e iniciou uma longa amizade.

No final do seu primeiro ano, Nelson envolve-se no movimento de estudantes, num boicote contra as políticas universitárias, tendo acabado por ser expulso da universidade. Após a sua expulsão da faculdade Nelson foi para Johanesburgo, onde terminara a sua graduação na Universidade da África do Sul (UNISA), por intermédio de correspondência. Continuo assim os estudos de Direito na Universidade de Witwatersand.

Sendo Nelson um jovem estudante de Direito, este veio a envolver-se na oposição do regime de Apartheid, que por sua vez negava à raça negra, que era a população maioritária, a mestiços e Indianos os seus direitos políticos, sociais e económicos. Juntou-se ainda ao Congresso Nacional Africano em 1942, e dois anos depois junta-se com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros amigos que veio a formar durante a sua formação e forma a Liga Jovem do CNA.

Nelson Mandela casou por 3 vezes. A sua primeira esposa foi Evelyn Ntoko Mase, a qual veio a divorciar-se em 1957 após 13 anos de casados. Pouco depois casou-se com Winnie Madikizela, e ficaram casados por 38 anos, divorciando-se assim em 1996, com as divergências políticas entre o casal virem a público. Com 80 anos e no seu aniversário, Nelson Mandela casou-se com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente Moçambicano.

Winnie Madikizela foi a esposa que acompanhou todo o processo de prisão de Nelson Mandela, estando ela casada antes, durante e após a sua prisão. Sendo que dos 38 anos de casados, 27 foram passados à distância praticamente sem se verem.




Nelson Mandela Durante a sua Prisão 

 
 
 
Mandela foi preso em Agosto de 1962 e recebeu como sentença 5 anos de prisão, sendo esta detenção feita por Mandela viajar ilegalmente até ao exterior e incentivar o povo a aderir a greves.

Em 1967, Nelson Mandela volta a ser sentenciado novamente, mas desta vez a sentença atribuída foi de prisão perpétua. Importante referir que este escapara a uma pena de enforcamento por planear acções armadas, sabotagem e conspirações para ajudar outros países a invadir a África do Sul, apesar de ter sido negado por Nelson Mandela.

Nesta altura, 20 milhões indivíduos de raça negra eram totalmente dominados por apenas 4 milhões de indivíduos de raça branca durante o brutal e criminoso regime de Apartheid.

Ainda nesta altura, os indivíduos de raça negra não possuíam qualquer direito de votação, direito a propriedades transacções, casas, nem educação. Não podendo assim qualquer individuo possuir uma moradia, um terreno, ou outras propriedades como um carro ou uma mota. Sendo praticamente impossível um jovem descendente de raça negra poder ingressar à faculdade. Para isto acontecer, teriam de acontecer grandes feitos por parte da família.

Determinado a manter o poder, o governo elimina a existência de muitos partidos políticos liderados por negros, enviando os mesmos para a prisão com penas de prisão perpétua. Estas penas eram cumpridas na famosa e conhecida Ilha de Robben.

Esta ilha era uma prisão, de alta segurança e isolada do povo para que ninguém soubesse o que se passava nestas instalações. Nesta mesma altura, mesmo na prisão nunca eram misturados indivíduos de raça negra com indivíduos de raça branca. Cada raça era posta em prisões diferentes.

Guardas prisionais ou polícias que seguiam este tipo de profissão, caso fossem escolhidos para ir trabalhar para a Ilha de Robben, eram-lhes dadas casa e salário para poderem habitar e viver na própria ilha onde trabalhavam. Nesta altura a mulher não exercia qualquer tipo de função, sendo que eram praticamente todas donas de casa, fazendo assim o salário que o marido ganhava como guarda prisional o único salário em casa.

Mandela não mantinha qualquer contacto com o povo enquanto esteve preso na Ilha de Robben. Pois nesta prisão era expressamente proibido aos reclusos falarem de política, do país ou da sua situação, ou de assuntos que fossem ligados a comunismo e ao governo, com as suas visitas. Sendo que estas visitas eram acompanhadas pelos guardas prisionais, caso estas regras fossem quebradas, a visita teria fim imediato.

Mandela era visto como o maior criminoso existente no país. Estando ligado ao ANC (Congresso Nacional Africano), que lutava para estabelecer a paz e liberdade no país, independentemente de quem lá habitasse, e que era a favor do nacionalismo e do bem para com a pátria. Esta regra seria então praticada para todas as raças.

Nelson Mandela tinha muitas dificuldades em saber como estava o povo e o que se passava no seu país, tendo em conta o controlo das visitas e das cartas, que por suas vez também eram inspeccionadas antes de entregar aos reclusos seguindo as mesmas regras que eram aplicadas nas visitas, estas cartas eram enviadas, uma de 6 em 6 meses, com o máximo de 500 palavras por carta e as visitas tinham o mesmo método, uma visita de 6 em 6 meses, podendo falar num prazo máximo de 30 minutos, caso não fossem infringidas as regras impostas para as visitas.

Na África do Sul eram, antigamente e nos dias de hoje, faladas duas línguas. O Xhosa e o Inglês. Tendo em conta esta situação, dentro da prisão, eram necessários guardas que soubessem falar a língua do Sul-Africanos. Contudo, era quase impossível encontrar um guarda prisional de raça branca que soubesse ambos os dialectos. Quando encontraram um, destacaram-no como guarda prisional privado de Nelson Mandela, este estava encarregue de transmitir ao Governo tudo o que Mandela falava que não fosse em inglês. Importante referir que isto custou-lhe a vida de um filho, que estima-se ter sido assassinado pelo Governo derivado às informações reveladas por este guarda.

O filho de Nelson morreu num acidente de viação ao cair de uma ponte. Contudo, nunca ninguém descobriu se foi realmente acidente, se foi planeado pelo Governo este tipo de acção. Tendo em conta que o governo estava em guerra com o próprio Nelson Mandela, fazendo de tudo para que este ordenasse ao povo para parar de lutar.

Enquanto prisioneiro, Nelson Mandela pediu, através da sua mulher, para o seu pessoal aliado aumentasse a luta armada para que o país se tornasse ingovernável. Pois enquanto o país era governado pelos descendentes brancos, os de raça negra mal podiam andar na rua descansados sendo estes abordados em qualquer lugar, na rua, na loja, em casa, etc. Quando abordados, eram pedidos os seus passaportes, caso não tivessem consigo tal documento seriam torturados à vista de todos. O que acabava por instalar o caos na cidade.

Estes guardas não faziam escolha de adultos e crianças, eram torturados independentemente da sua idade. Havendo até, cenários de bebés envolvidos nestas torturas, deixando-os cair ao chão como se fossem pessoas mais velhas.



Ideais de Nelson Mandela

 

Nelson Mandela apresentava-se como opositor referente ao regime aplicado pelo estado, Apartheid, que era como uma linha imaginária entre a raça negra e a raça branca. Estes não podiam ser misturados nem partilhar ideias sobre política, socialismo, economia e até direitos. Fez-se assim aliado do Congresso Nacional Africano, conhecido na altura como o ANC. Tendo fundado uma instituição chamada NCA/ANC com o seu amigo Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, esta era uma organização mais jovem e dinâmica para lutar contra este regime e declarar paz e liberdade para todos os povos.

Anos depois, após a sua eleição para o Partido Nacional Africânder, no qual exercia a função de promotor da política da segregação racial, Mandela adere ao Congresso do Povo, sendo percursor do ANC, divulga assim a Carta da Liberdade, documento que continha informações secretas para com o povo. Esta exigia liberdade para todos os que habitassem a África do Sul, fossem de raça negra ou branca, exigia que as riquezas do país fossem distribuídas pelo povo, que a escolaridade a nível de faculdade fosse obrigatória para os mais novos, mantendo a mentalidade que só assim os jovens seriam alguém na vida, exigindo paz entre os povos entre outras exigências.

Mandela e os seus compatriotas decidiram recorrer à luta armada após o sangrento e violento massacre imposto pela parte dos brancos, sendo conhecido como o Massacre de Sharpeville, ocorrido em 21 de Março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou contra os manifestantes negros, estando estes desarmados. Foram mortas 69 pessoas e 180 foram feridas gravemente.

Após um ano, a seguir ao massacre, Nelson torna-se comandante do braço armado do ANC, o conhecido Umkhonto we Sizwe, que significa “Lança da Nação”, fundado por esse e por outros membros.

Mandela coordenou assim uma campanha de sabotagem contra alvos militares do governo, fazendo ainda planos para uma possível guerra caso a sabotagem falhasse em acabar com o regime de Apartheid. Viajou ainda com para o exterior na tentativa de angariar fundos para o MK, criando assim condições para treinos e actuação paramilitar do grupo por si criado.

Nelson Mandela Após a Sua Prisão

Nelson Mandela foi libertado, após várias transferências entre as diversa prisões que existiam na África do Sul. Sendo que todas as prisões em que passou eram consideradas de alta segurança. Quanto ao dia da sua libertação, Mandela foi escoltado até à saída da sua última prisão, que era mais confortável e com as condições iguais as de uma casa de habitação, apenas sem família e mulheres, apenas reclusos. Foi assim escoltado pelos seus guardas prisionais particulares, que tinham sido atribuídos para este tipo de trabalho, até à saída. Onde saiu de cabeça erguida e em paz, como se nunca se imaginasse que tivesse prendido por praticamente 3 décadas da sua vida.

Sorrindo e caminhando em direcção ao povo que o aguardava no exterior da prisão, foi assim que Nelson Mandela saiu. Aplaudido e bem recebido por todos os membros presentes nesse dia. Certamente um dia marcante para o povo e para as noticias a nível mundial.

Sendo importante referir que Mandela rejeitou variadas vezes a sua libertação em regime de liberdade condicional derivado aos pedidos que lhe eram feitos para que ordenasse ao povo e aos seus aliados para terminarem com a luta contra os seus direitos e os direitos do país. A última vez que rejeitou esta proposta foi em Fevereiro de 1985, tendo Mandela continuado preso até Fevereiro 1990, quando a campanha do ANC e a pressão internacional conseguiram que este fosse libertado em 11 de Fevereiro, por ordem do novo Presidente Frederik Willem de Klerk. Tendo ainda retirado o ANC da lista de ilegalidades.

Nelson recebe o prémio Internacional Al-Gaddafi de Direitos Humanos em 1989. Em 1993, juntamente com Klerk, recebe o prémio Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de encerrar a guerra entre os povos e a discriminação racial na África do Sul, naquelas que foram as primeiras eleições multirraciais do país. Mandela cercou-se, para governar, de personalidades do ANC, mas também de representantes de linhas políticas.

Curiosidades Sobre Nelson Mandela 

 

Em 1994 Nelson Mandela tornou-se o primeiro Presidente de raça negra da África do sul, quatro anos após a sua libertação. Onde governou o seu país até 1999, sendo o maior responsável pelo fim do regime de racismo existente na África do Sul e ainda pela reconciliação dos grupos internos.

Chegando ao fim do seu mandato de presidente, Nelson Mandela afastou-se da política dedicando-se a causas de variadas organizações sociais em prol dos direitos humanos. Onde, até à data, recebeu diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento da sua vida e da luta pelos direitos sociais.

Desde o ano de 2010, começou a ser celebrado a 18 de Julho de cada ano, o dia Internacional de Nelson Mandela. A data foi definida pela Assembleia Geral da ONU e corresponde ao dia do seu nascimento.

No decorrer da sua prisão, os 27 anos que Nelson Mandela ficou preso, tornou-se de tal forma associado à oposição do Apartheid que o povo clamava a frase “Libertem Nelson Mandela”, o que acabou por se tonar o lema das campanhas antiapartheid em vários países do mundo.

Nelson Mandela quando foi libertado tinha nada mais, nada menos do que 72 anos de idade. Mandela passou quase 3 décadas da sua vida na prisão como esforço para com o seu país.

Mandela fez alguns pronunciamentos, em 2003, atacando assim a política extrema do presidente norte-americano George Bush. Ao mesmo tempo, Nelson anuncia o seu apoio à campanha de arrecadação de fundos contra a AIDS, na qual deu o nome de “46664”, número de presidiário enquanto o seu mandato na prisão.

Em Junho de 2004, aos 85 anos de idade, Nelson Mandela anunciou a sua retirada referente à vida pública. Fez apenas uma excepção, no entanto, pelo seu compromisso em lutar contra a AIDS.

O ex-presidente Sul-Africano comemorou o seu 90º aniversário em Londres em 2008, onde estiveram presentes diversas estrelas, celebridades e artistas que estiveram presentes na altura da guerra pelos direitos na África do Sul, ou que acompanharam o sucedido.

 



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

7/11 2001 A VERDADE SOBRE O WORLD TRADE CENTER


7/11 2001 A VERDADE SOBRE O WORLD TRADE CENTER


































sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ENTREVISTA COM PUTIN: "SINTO-ME BASTANTE MAL COM AS MILÍCIAS SÍRIAS A RECEBEREM ARMAS DESDE O PRIMEIRO DIA DO CONFLITO, ALÉM DO MAIS É UM CRIME INTERNACIONAL"

ENTREVISTA COM PUTIN: "SINTO-ME BASTANTE MAL COM AS MILÍCIAS SÍRIAS A RECEBEREM ARMAS DESDE O PRIMEIRO DIA DO CONFLITO, ALÉM DO MAIS É UM CRIME INTERNACIONAL"

Putin: "sinto-me bastante mal com as milícias sírias a receberem armas desde o primeiro dia do conflito, sem qualquer restrição, além do mais, é um crime internacional o fornecimento de armas para um estado com um conflito militar."




COMBATES EM AL-QABOUN - ZONA INDUSTRIAL DE DAMASCO, CAPITAL DA SÍRIA

 COMBATES EM AL-QABOUN - ZONA INDUSTRIAL DE DAMASCO, CAPITAL DA SÍRIA


Carro bomba em Al-Qaboun (distrito de Damasco)

Este é um vídeo de Julho passado que mostram os combates na Síria nomeadamente em Al-Qaboun[uma zona industrial de Damasco onde se instalaram terroristas Wahhabitas da al-Qaeda integrados nas FSA e apoiadas por Israel], são tropas do exercito que combatem terroristas da Jabhat al Nusra e FSA (Exército livre sírio) [agora unidas - algo improvável sem as mãos dos EUA/Israel e aliados - os americanos chamam-lhes rebeldes ou oposição, mas na verdade estão associados à al-Qaeda e a maioria não são sírios]. Estes terroristas estão organizados de forma como se tratassem de um "Holding", têm organizações autónomas ou independentes especializadas em treino, logística, guerrilha, tráfico de indivíduos para combater na "Jihad", financiamento, etc..E praticamente todas elas têm nomes, se bem que podem alterar o nome, a sua área de actuação e a politica de alianças com outros grupos. Em relação às armas químicas existem muitas duvidas sobre este assunto e nenhuma certeza, na verdade este discurso colocado em circulação nos medias tradicionais serve para justificar uma introversão e ocultar o que na verdade está em disputa entre as duas partes do conflito. Nesta guerra que não é civil mas invasiva, já morreram mais de 100 000 pessoas e os refugiados sírios já ultrapassaram os dois milhões. PR.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

TENSÃO ENTRE ESPANHA E REINO UNIDO POR CAUSA DE GIBRALTAR AGRAVA-SE BASTANTE E PODERÁ VIR A COMPLICAR-SE AINDA MAIS



TENSÃO ENTRE ESPANHA E REINO UNIDO POR CAUSA DE GIBRALTAR AGRAVA-SE BASTANTE E PODERÁ VIR A COMPLICAR-SE AINDA MAIS



A tensão entre Espanha e o Reino Unido voltou novamente, ameaças entre os dois países têm motivações históricas - o conflito sobre a soberania da Península de Gibraltar e consequente controlo do estreito de Gibraltar. O direito de soberania de Inglaterra sobre Gibraltar decorre do Tratado de Utrecht, assinado em 1713, como pagamento de Espanha, após o término da Guerra da Sucessão Espanhola. Mas ao longo de 300 anos, a soberania deste território foi sendo disputada de forma mais ou menos intensa provocando constantes crises nas relações dos dois países.

O reacender da tensão surgiu depois de a administração de Gibraltar ter decidido construír uma barreira artificial marítima[ver terceiro vídeo], na qual as autoridades espanholas encaram como uma forma de bloqueio da passagem dos barcos de pesca espanhóis. Apesar de Gibraltar garantir que esta medida se deve a “motivos de protecção ambiental”, Espanha respondeu com o aumento dos controlos fronteiriços, que tem gerado filas e um congestionamento enorme na circulação de turistas e habitantes da península sobre jurisdição inglesa. Esta medida já foi anteriormente tomada pelo regime de Franco, onde a circulação ficou interdita. Segundo avança o El País, Rajoy pondera aplicar uma taxa de passagem de 50 euros com o objectivo de ajudar os pescadores espanhóis prejudicados com a “rescisão unilateral do acordo de pescas de 1999” por parte do Governo gibraltino.

Com esta reacção de Espanha, a Inglaterra reagiu considerando esta medida do Governo Rajoy como uma represália. Segundo o governo espanhol, tratar-se apenas de um incremento das medidas secretárias devido ao aumento do tráfico de tabaco naquela região e porque Gibraltar, tal como Inglaterra, não aderiu ao Acordo Schengen. Rajoy sublinha que é necessário “fazer controlos como os que têm sido feitos, até para fazer cumprir a normativa sobre o meio-ambiente da UE”.

Cameron considera que o controlo fronteiriço imposto por Espanha tem "motivações políticas" e, por isso, Inglaterra está a considerar todas "as medidas possíveis".

E este fim-de-semana a escalada da tensão subiu consideravelmente. As autoridades espanholas, de acordo com o jornal El País, ponderam levar este assunto a discussão nas Nações Unidas. Para tal tencionam contar com apoio da Argentina [também com um forte diferendos com a Inglaterra por causa das malvinas] , que conta actualmente com assento no Conselho de Segurança da ONU, para onde o ministro dos Negócios Estrangeiros deverá viajar em breve, e que tal como Espanha mantém um diferendo com Inglaterra. Espanha considera que o apoio argentino pode ser vital no convencimento dos demais países com assento na Assembleia Geral da ONU.

Entretanto o influênte mayor de Londres, Boris Johnson, num artigo publicado no Daily Telegraph, acusou as “autoridades espanholas de, sem qualquer razão, ressuscitarem os controlos fronteiriços e a perseguição da época de Franco. Estão a causar atraso e incómodo e estão a ameaçar taxar os veículos que entrem no Rochedo. Isso é ilegal, à luz da lei da UE, e é equivalente a um bloqueio. Devem parar com isso e já" avisou.

O foco de tensão aumentou ainda mais segunda-feira quando o El País noticiou que o porta-aviões, HMS Illustrious, da Armada Inglesa, zarpou para o Mar Mediterrâneo, com natural passagem em Gibraltar. A frota irá também incluir mais nove embarcações e, pelo menos, três fragatas que, segundo o Ministério da Defesa inglês, irão participar em manobras militares no Golfo Pérsico.

Apesar da gravidade que estas notícias possam indiciar, tanto Rajoy como o seu ministro da Defesa, Pedro Morenés, fizeram questão de retirar qualquer peso político ou diplomático a esta questão, sublinhando que as manobras militares previstas para o Mediterrâneo já estavam previstas desde 4 de Junho e realizar-se-ão pelo terceiro ano consecutivo.

Gibraltar é um pequeno território com cerca de 7 quilómetros quadrados e 30 mil habitantes. Porém, a importância histórica e geopolítica ultrapassa qualquer contabilidade assente em números. A soberania desta península é tema de disputa incessante entre os dois antigos Impérios Coloniais. Tal como o conflito sobre as Ilhas Falkands (Malvinas para os argentinos), o problema sobre Gibraltar é mais do que uma tentativa de obtenção de vantagens económicas ou de alargamento da Zona Económica Exclusiva (ZEE), é também uma questão de soberania embora os ingleses também digam que isso é uma manobre de distracção por parte do governo de Espanha.


















 














segunda-feira, 22 de julho de 2013

MALI: UM TERÇO DA SUA POPULAÇÃO NA POBREZA COM A SITUAÇÃO A DETERIORA-SE E A AGRAVAR-SE

MALI: UM TERÇO DA SUA POPULAÇÃO NA POBREZA COM A SITUAÇÃO A DETERIORA-SE E A AGRAVAR-SE


O Mali é um país situado na África Ocidental com cerca de quase 15 milhões de habitantes mas com uma população bastante pobre, e a pobreza neste país tende a se agravar, todavia o Mali é um país bastante rico dado as vastas riquezas que se encontram no subsolo, desde o ouro - o Mali é o terceiro exportados de África - urânio, diamantes, prata, magnésio, fosfato, petróleo entre outras riqueza, e essas riquezas têm sido exploradas pelos franceses, que depois as exportam. Mas o povo do Mali é um dos mais pobres do mundo, o que é deveras estranho. A população é islâmica. Paulo Ramires.

sábado, 13 de julho de 2013

ENTREVISTA COM JULIAN ASSANGE, FUNDADOR DO WIKILEAKS, SOBRE AS CONDIÇÕES DO DO EX-ESPIÃO E ANALISTA DA NSA, EDWARD SNOWDEN



ENTREVISTA COM JULIAN ASSANGE, FUNDADOR DO WIKILEAKS, SOBRE AS CONDIÇÕES DO DO EX-ESPIÃO E ANALISTA DA NSA, EDWARD SNOWDEN

















ENTREVISTA COM JULIAN ASSANGE, FUNDADOR DO WIKILEAKS, SOBRE AS CONDIÇÕES DO DO EX-ESPIÃO E ANALISTA DA NSA, EDWARD SNOWDEN

Juian Assange em entrevista a uma cadeia de televisão norte americana referiu que Edward Snowden  poderá ter sentido a necessidade de se fazer justiça [denunciando a vigilância - dos EUA e Reino Unido - a praticamente todo o mundo] e refere que dada a situação Snowden - retido num aeroporto na Rússia devido à retirado do seu passaporte pelos EUA - tem todo o direito de pedir asilo a qualquer país do mundo, coisa que lhe é negada por bastantes países sob pressão dos EUA como é o caso dos países europeus que inclusivamente desviaram o avião onde circulava o presidente da Bolívia, Evo Morales, por suspeita que Edward Snowden estivesse a bordo. Todavia Snowden recebeu Snowden já ofertas de asilo da Venezuela (oficial), Rússia, Bolívia, Nicarágua, e Ecoador. Todos estamos agora sobre uma programa de vigilância imparável e que irá continuar, segundo Assange "os EUA têm agora um enorme problema, têm um estado dentro do estado sem a vontade do povo dos EUA ou a vontade do congresso", com um programa de vigilância transnacional, operando de forma com novas tecnologias a interceptar 1 bilião de chamadas telefónicas por dia.

Fonte: Imprensa internacional



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segunda-feira, 1 de julho de 2013

MILHÕES DO EGÍPCIOS QUE AFLUÍRAM À PRAÇA TAHRIR EXIGEM A SAÍDA DO PRESIDENTE ISLÂMICO MOHAMMED MURSI E DO SEU GOVERNO, QUE SUPOSTAMENTE TEM O APOIO DOS EUA

MILHÕES DO EGÍPCIOS QUE AFLUÍRAM À PRAÇA TAHRIR EXIGEM A SAÍDA DO PRESIDENTE ISLÂMICO MOHAMMED MURSI E DO SEU GOVERNO, QUE SUPOSTAMENTE TEM O APOIO DOS EUA




Milhões de egípcios reuniram-se no Cairo vindos de todo o lado, afluindo em direcção à praça Tahrir e ao redor do palácio presidencial de Itihadiya, exigindo a demissão do actual presidente egípcio, o islâmico Mohammed Mursi, e líder da irmandade muçulmana egípcia. Mursi ganhou as polémicas de há uma ano atrás. Os manifestantes levavam uma bandeira do Egipto de 70 metros de comprimento, enquanto outros activistas instalaram novas tendas de campanha e fecharam todos os acessos à praça. Entretanto os EUA avisaram os seus nacionais para não viajarem para o Egipto, o que faz prever grandes confrontos neste país de África mas com ligação geográfica ao Médio Oriente.



















































 




















































sexta-feira, 21 de junho de 2013

PROTESTOS NO BRASIL ONTEM - IMAGENS IMPRESSIONANTES VEJO O VÍDEO

PROTESTOS NO BRASIL ONTEM - IMAGENS IMPRESSIONANTES VEJO O VÍDEO




quinta-feira, 20 de junho de 2013

DEFENDER A LÍNGUA PORTUGUESA É DIZER NÃO AO AO90: ENCONTRO DE PROFESSORES CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

ENCONTRO DE PROFESSORES CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

Encontro de professores contra o Acordo Ortográfico na Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, no dia 22 de Maio de 2013. Com intervenções, entre outros, de Maria do Carmo Vieira, Pedro Correia e Nuno Pacheco.

terça-feira, 18 de junho de 2013

OCIDENTE POLITICO DECIDE ARMAR TERRORISTAS DA AL-QAEDA COM NOVAS ARMAS CONTRA O LEGITIMO GOVERNO DA SÍRIA

OCIDENTE POLITICO DECIDE ARMAR TERRORISTAS DA AL-QAEDA COM NOVAS ARMAS CONTRA O LEGITIMO GOVERNO DA SÍRIA



Putin com David Cameron em conferencia de imprensa pergunta ao ocidente [França + RU + EUA]: "Quer realmente armar gente que não apenas mata os seus inimigos, como ainda abre os seus corpos e come os seus intestinos?"

David Cameron face when Putin says "do you really want to arm people who not only kill their enemies but open up their bodies and eat their intestines?" 

A televisão portuguesa ignorou o mais importante da reunião do G8 - a situação da Síria - referindo-se a ela como "guerra civil" ou chamando os terroristas da al-Qaeda[Nusra Front e outras] (Exercito não convencional dos EUA agora de outros países como é o caso de Israel, Reino Unido ou França).

Em breve será publicado uma análise explicativa sobre o Médio Oriente e Europa. A não perder por nada.



sábado, 15 de junho de 2013

OS CEGOS DA AMÉRICA POR KISHORE MAHBUBANI

OS CEGOS DA AMÉRICA POR KISHORE MAHBUBANI


Singapura – É hora de começar a pensar o impensável: é bem possível que a era da dominação norte-americana em todos os negócios internacionais esteja chegando ao fim. O momento se aproxima, e é interessante saber como os EUA preparam-se para essa experiência difícil.

Ao longo das últimas décadas, a Ásia cresce e aparece, uma história bem mais complexa que algum simples rápido crescimento económico. O que ali se vê é Região para passa por um renascimento, onde as cabeças se vão reabrindo e geram-se novos modos de ver o mundo. 

O movimento da Ásia na direcção de reassumir o papel central na economia global vem com tal ímpeto que é virtualmente impossível contê-lo. Embora a transformação nem sempre se possa fazer sem obstáculos e dificuldades, já não é possível não ver que estamos à entrada de um século da Ásia, e que a química mundial terá de mudar muito.

Políticos e intelectuais globais têm a responsabilidade de preparar as sociedades para as mudanças globais que se aproximam. Nos EUA, a grande maioria dos políticos e intelectuais só faz fugir, o mais rapidamente que possam, dessa responsabilidade.

Ano passado, no Fórum Económico Mundial em Davos, dois senadores dos EUA, um deputado da Câmara de Deputados dos EUA e um vice-conselheiro de segurança nacional participaram de uma mesa de discussão (que ficou sob minha coordenação) sobre o futuro do poder dos EUA. Perguntados sobre que futuro anteviam para o poder dos EUA, todos, previsivelmente, responderam que os EUA continuariam como “a mais poderosa potência mundial”. E perguntados sobre se os EUA estariam preparados para a eventualidade de se tornarem a segunda economia do mundo, responderam com evasivas.

É reacção compreensível: qualquer indício de que aceita a simples possibilidade de os EUA se tornarem “número 2” equivale a suicídio político nos EUA. Políticos eleitos são obrigados, em diferentes graus, a corresponder aos sonhos dos que os elegem.

Os intelectuais, por sua vez, têm uma obrigação especial de pensar o que ninguém pensa e de dizer o que ninguém diz. No mínimo, devem considerar objectivamente todas as possibilidades, agradem ou não agradem, para preparar os cidadãos para o que inevitavelmente virá. A possibilidade de discutir ideias impopulares é traço chave de sociedades realmente democráticas.

Nos EUA, infelizmente, a maioria dos intelectuais esqueceu essa obrigação. Richard Haass, presidente do Conselho de Relações Exteriores, sugeriu recentemente que “os EUA estariam entrando na segunda década de mais um século norte-americano.” E Clyde Prestowitz, presidente do Economic Strategy Institute, também ainda repete que “esse século ainda acabará por ser mais um século norte-americano.”

De fato, se essas previsões se confirmarem, será bom para todo o mundo. Uma economia norte-americana revigorada rejuvenesceria toda a economia global. Mas esse seria um desenvolvimento para o qual ninguém precisaria preparar-se. 

Contudo, se o centro de gravidade do mundo deslocar-se para a Ásia, os norte-americanos se descobrirão terrivelmente mal preparados para a nova situação. A maioria dos norte-americanos dá sinais alarmantes de não saber, de fato, o quanto o resto do mundo, especialmente a Ásia, progrediu nas últimas décadas.

É preciso começar a informar os norte-americanos sobre uma verdade elementar, matemática: com 3% da população mundial, os EUA já não podem dominar o resto do mundo, pela suficiente razão de que os asiáticos, que são 60% da população mundial arrancaram-se da miséria em que viviam. 

Mas a crença fundamentalista de que os EUA seriam o único país virtuoso, o único farol de luz em mundo escuro e instável, ainda modela o pensamento e a visão de mundo de muitos norte-americanos. O fracasso dos intelectuais norte-americanos, que não conseguiram abalar essa fé nacionalista fundamentalista – e não conseguiram modificar a atitude frequente entre os cidadãos norte-americanos, de arrogância baseada na ignorância – perpetua ali uma cultura de subserviência e de bajulação da chamada ‘opinião pública’.

Interessante é que, por mais que os norte-americanos só se interessem por notícias boas, o crescimento da Ásia não é, de modo algum, uma má notícia. Para entender, basta ver que os países asiáticos absolutamente não visam a dominar o ocidente; querem é copiar o ocidente. Querem construir suas próprias classes médias fortes e dinâmicas, para alcançar o longo período de paz, estabilidade e prosperidade que foi apanágio do ocidente, por tanto tempo.

A transformação social e intelectual profunda pela qual passa a Ásia certamente a empurrará, da liderança económica, à liderança política global. A China, que em vários sentidos ainda é sociedade fechada, preservou a abertura no plano das ideias. Mas os EUA, que em vários sentidos são sociedade aberta, acabaram por converter-se em sociedade de pensamento conservador, fechado, de auto-referência. Com uma classe média asiática preparada para saltar dos 500 milhões de pessoas hoje, para 1,75 biliões de seres humanos em 2020, já é impossível para os EUA continuar a negar por muito mais tempo, obstinadamente, as novas realidades da economia global.

O mundo está posicionado para iniciar uma das mais dramáticas trocas de poder que jamais se viu na história da humanidade. Para se preparar para a transformação, os norte-americanos têm de abandonar as ideias já desgastadas e liberar o que até hoje foi considerado impensável. Esse é o grande desafio que os intelectuais públicos terão de enfrentar, mais dia menos dia, nos EUA.
O mundo está posicionado para iniciar uma das mais dramáticas trocas de poder que jamais se viu na história da humanidade. Para se preparar para a transformação, os norte-americanos têm de abandonar as ideias já desgastadas e liberar o que até hoje foi considerado impensável. Esse é o grande desafio que os intelectuais públicos terão de enfrentar, mais dia menos dia, nos EUA.



sábado, 8 de junho de 2013

ENTREVISTA A DAVID ICKE QUANDO SE REALIZA A REUNIÃO DOS BILDERBERG 2013

ENTREVISTA A DAVID ICKE QUANDO SE REALIZA A REUNIÃO DOS BILDERBERG 2013







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