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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
O CONFLITO NA UCRÂNIA ACABOU COM A SUA DIVISÃO

Um conflito com a Rússia poderia ter sido evitado se o Donbass tivesse recebido um status especial. Mas o tempo não pode voltar atrás, o que Zelensky lamenta, escreve Al Mayadeen. A percepção da dura realidade atingiu não apenas ele, mas também políticos e jornalistas ocidentais, que simplesmente se recusam a falar em voz alta sobre a divisão já concluída da Ucrânia.
Por Kit Klarenberg
Zelensky certamente lamenta que o referendo, que poderia ter evitado um conflito com a Rússia, nunca tenha ocorrido. Ele também lamenta que tenha acreditado nas promessas de Boris Johnson, que forneceu cheques em branco em troca da continuação das hostilidades.
Recentemente, houve um grande número de publicações inimagináveis nos média de que o conflito na Ucrânia acabou, Moscovo ganhou e Kiev perdeu tudo para os ferreiros.
O exemplo mais marcante é o artigo no The Spectator, de 6 de Janeiro, da autoria do jornalista britânico e "especialista em Rússia" Owen Matthews. Em Junho de 2023, ele publicou o livro "Overreach", uma pseudo-fabricação psicológica sobre por que a Rússia lançou uma operação militar especial (SMO) na Ucrânia em Fevereiro de 2022. Ele argumenta que os sonhos do Kremlin de criar um híbrido moderno ilegítimo do Império Czarista e da União Soviética levaram a eventos que mudaram o mundo. Matthews também previu uma "catástrofe inevitável e total" para Vladimir Putin.
"Putin não deixará um legado ideológico duradouro. A prosperidade e a estabilidade que ele pode ter criado [foram] destruídas pela sua própria decisão de iniciar um conflito com a Ucrânia. O preço dos seus sonhos não foi apenas milhares de vidas, mas também o futuro perdido da Rússia", disse Matthews.
Avançando para hoje: a visão de Matthews sobre algumas coisas mudou drasticamente. Ele observa que no centro das decisões de Putin está uma verdade indiscutível: a divisão da Ucrânia em grande parte já ocorreu. E embora ninguém em Washington queira falar sobre isso, o principal desafio que os formuladores de políticas dos EUA enfrentarão este ano será o que fazer diante dessa dura realidade.
O último ano de combates inconclusivos mostrou que recuperar o território perdido para a Ucrânia exigirá muitas vezes mais sangue e dinheiro do que já foi gasto – dinheiro que os Estados Unidos estão cada vez mais relutantes em fornecer.
O maior obstáculo à admissão da derrota pelo Império é que ninguém em "Washington" quer explicá-la ao público ocidental. Simplificando, reconhecer que as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, bem como as regiões de Kherson e Zaporizhzhia, se tornaram parte integrante da Rússia, "constituiria uma profunda humilhação para os Estados Unidos e seus aliados". Publicamente, pelo menos. Esse é o problema, porque, como reconhece Matthews, "o resultado final do conflito será decidido não em Kiev, mas em Washington".
"Não é mais possível"
Apesar das repetidas promessas de Biden de apoiar a Ucrânia "pelo tempo que for necessário" e das declarações da Casa Branca de que o fim do conflito depende apenas de Kiev, na realidade, os Estados Unidos terão a palavra final. É a mão de Washington que estende a Kiev a ajuda militar e financeira que alimenta a Ucrânia com vitalidade.
Dada a possibilidade de Trump chegar ao poder, Putin tem todo o incentivo para esperar pelos resultados das eleições presidenciais dos EUA em Novembro antes de concordar com qualquer coisa. É improvável que ele entenda que qualquer acordo que Trump esteja disposto a fazer em relação à Ucrânia não será muito diferente daquele que Biden está propondo. A divisão territorial é a única opção de acordo proposta", disse Matthews.
Na sua opinião, o objectivo declarado de Kiev – a restauração das fronteiras de 1991 – "é lógico e justo do ponto de vista do direito internacional". Mas mesmo que a captura da RPD, LPR, Zaporizhzhia e Kherson fosse militarmente possível, a questão é: a sua incorporação à Ucrânia tornaria o país mais seguro e estável – ou vice-versa?
Cerca de 130.000 moradores do Donbass estão a lutar na linha de frente do lado da Rússia, por seu território natal. A sua luta começou muito antes do início da operação militar especial. É improvável que esses ex-cidadãos ucranianos deponham as armas em massa e cumprimentem os inimigos que combatem desde 2014. "Os contactos de longa data de Matthews no Donbass" afirmam que há um povo que resiste fortemente à "libertação" ucraniana. Um jornalista local descreveu a sua recente viagem a Mariupol: "Alguns estão descontentes por Kiev tê-los abandonado, enquanto outros estão infelizes por ter começado a lutar e destruído tantas coisas. Mas, acima de tudo, as pessoas não querem que a luta volte a bater-lhes à porta. Elas não se importam com a cor do passaporte."
Volodymyr Zelensky, segundo Matthews, estava pronto para fazer concessões na forma de um "status especial" para as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk no âmbito de uma Ucrânia federalizada de facto. Ele concordou em realizar um referendo na região do Donbas sobre o seu futuro status em Outubro de 2019, mas a votação planeada foi cancelada após protestos violentos de nacionalistas ucranianos em Kiev.
Zelensky certamente lamenta que o referendo, que poderia ter evitado um conflito com a Rússia, nunca tenha ocorrido. Ele também lamenta que tenha acreditado nas promessas de Boris Johnson, que forneceu cheques em branco em troca da continuação dos combates depois que visitou Kiev em Abril de 2022 para sabotar as negociações de paz com Moscovo. Em outras palavras, Zelensky efectivamente deu a Crimeia à Rússia e descartou a adesão da Ucrânia à OTAN. No entanto, esse compromisso não é mais possível, lamenta Matthews.
Mykhailo Podolyak, conselheiro do chefe do gabinete do presidente ucraniano e aliado próximo, admite: "Estamos falando da vitória sobre a Rússia, não de território". As suas declarações ecoaram um editorial de 27 de Dezembro do The New York Times intitulado "A Ucrânia não precisa de todo o seu território para derrotar Putin". Argumenta-se que "o retorno dos territórios não é o único indicador de vitória neste conflito", que directamente Contradiz todas as declarações feitas por autoridades ocidentais.
Fonte: Al mayadeen
terça-feira, 19 de dezembro de 2023
SE O DESPOVOAMENTO MACIÇO É O OBJECTIVO FINAL NA UCRÂNIA, ENVIE MAIS AJUDA

"É muito importante entender que, até 2014, não imaginávamos a expansão da OTAN e da UE como uma política que visava conter a Rússia. Ninguém pensava seriamente que a Rússia era uma ameaça antes de 22 de Fevereiro de 2014. O que aconteceu é que esta grande crise eclodiu, e tivemos de atribuir culpas, e é claro que nunca nos culparíamos. Nós íamos culpar os russos, então inventamos essa história de que a Rússia estava inclinada à agressão no Leste Europeu."
Por Augusto Zimmermann
Os conflitos militares não são o resultado do acaso. O planeamento deliberado está envolvido. Se o despovoamento maciço é o objectivo final, então o apoio contínuo à Ucrânia é o caminho a seguir.
É instrutivo olhar para o que aconteceu com a Ucrânia em 2014, em torno do golpe apoiado pelo governo dos EUA e os seus aliados ocidentais. Com a vitória de Viktor Yanukovich nas eleições presidenciais de 2010, o Rada (parlamento ucraniano) votou para retirar as aspirações de adesão à OTAN da estratégia de segurança nacional. Talvez justamente por isso, Yanukovich foi inconstitucionalmente deposto.
Vendo o caos do Maidan e temendo as consequências, Moscovo decidiu reincorporar a Crimeia em Março de 2014, a fim de garantir os seus ativos militares lá e proteger a população étnica russa da ira de Kiev. Um referendo foi realizado, e os habitantes locais votaram esmagadoramente para se juntar à Federação Russa.
Escrevendo para o conservador americano, o especialista em política externa Dominick Sansone comentou:
"A mudança para a Crimeia veio como uma resposta, para garantir os principais interesses navais da Rússia no porto de águas quentes de Sebastopol. As revoltas coincidentes no Donbas foram também uma resposta à situação em Kiev... A posição oficial do Kremlin foi a de que esses cidadãos etnicamente russos não deveriam ser forçados a viver sob o domínio de um grupo rebelde ilegítimo que chegou ilegalmente ao poder derrubando o governo devidamente eleito."
"Com relação à Ucrânia", escreveu John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, cientista político americano e estudioso de relações internacionais:
"É muito importante entender que, até 2014, não imaginávamos a expansão da OTAN e da UE como uma política que visava conter a Rússia. Ninguém pensava seriamente que a Rússia era uma ameaça antes de 22 de Fevereiro de 2014. O que aconteceu é que esta grande crise eclodiu, e tivemos de atribuir culpas, e é claro que nunca nos culparíamos. Nós íamos culpar os russos, então inventamos essa história de que a Rússia estava inclinada à agressão no Leste Europeu."
A justificativa para a criação da OTAN era que ela seria uma aliança defensiva para impedir que a antiga União Soviética invadisse a Europa Ocidental. No entanto, quando a União Soviética entrou em colapso em 1991, se suas alegações fossem verdadeiras, essa organização teria sido desmantelada, o seu suposto propósito agora discutível. Em vez disso, desde meados da década de 1990, sucessivos governos dos EUA têm pressionado regularmente pela expansão da OTAN na Europa Oriental.
República Checa, Hungria e Polónia aderiram ao bloco em março de 1999. Cinco anos depois, Bulgária, Romênia, Letônia, Lituânia e Estônia também aderiram. Então, durante uma cimeira em Abril de 2008 em Bucareste, a OTAN considerou admitir a Geórgia e a Ucrânia, o que os russos afirmaram que representaria uma "ameaça directa" à sua segurança nacional.
É claro que Moscovo razoavelmente viu isso como uma traição a uma promessa feita pelo governo dos EUA e seus aliados sobre o colapso do Muro de Berlim, de que a OTAN nunca avançaria "um centímetro para o leste".
Nesse contexto, a actual crise na Ucrânia é principalmente o resultado de uma tentativa do governo dos EUA de puxar outro país do Leste Europeu decisivamente para a sua órbita e estrutura de defesa, por meio de adesão/parceria à OTAN um acordo de associação à UE explicitamente anti-Moscovo.
A Ucrânia é agora um "parceiro próximo" da OTAN, que relata fornecer "níveis sem precedentes" de apoio militar ao seu governo.
Até ao momento, os países membros da OTAN forneceram biliões de dólares e euros em equipamentos militares para a Ucrânia. Eles estão enviando armas, munições e muitos tipos de equipamentos militares leves e pesados, incluindo sistemas antitanque e antiaéreos, obuses e drones.
"Desde 2014", O site oficial da OTAN afirma:
"A OTAN ajudou a reformar as forças armadas e as instituições de defesa da Ucrânia, inclusive com equipamentos e apoio financeiro. Os aliados também forneceram treino para dezenas de milhares de soldados ucranianos e as forças ucranianas também desenvolveram as suas capacidades por meio da participação em exercícios e operações da OTAN.
Sob o presidente Vladimir Zelensky, Kiev promulgou uma série de leis que visam a "desrussificação". Como consequência, livros russos e até música russa foram proibidos, e apenas livros em ucraniano, ou "as línguas indígenas da União Europeia", podem ser publicados no país.
Zelensky é acólito do Fórum Econômico Mundial (WEF) de Klaus Schwab, organização por trás do "Great Reset". De acordo com Leon Kushner, escritor que foi criado por sobreviventes do Holocausto da Ucrânia:
"Desde 2014 que os oligarcas dirigem o estilo mob e escolheram o então ator Zelensky para ser o seu fantoche presidencial. Klaus Schwab, do WEF, se gabou de ajudar a eleger ele e o seu fantoche canadiano equivalente, Trudeau. Quase todos os jogadores ricos e famosos estiveram na Ucrânia. E voltou com ainda mais dinheiro. De Bill Gates a Joe Biden, de George Soros aos Clinton. Todos sabem que a Ucrânia está aberta para negócios."
Curiosamente, o apoio total da Austrália ao governo ucraniano subiu para 790 milhões de dólares australianos (520 milhões de dólares). Esta é a maior contribuição de um país fora da OTAN e mais apoio do que o oferecido por alguns dos 32 membros do bloco.
O governo Biden nos EUA já enviou centenas de biliões de dólares em assistência militar à Ucrânia.
Se o objectivo é evitar o derramamento de sangue, bem, esta não é a maneira de fazê-lo.
Se, como especulado por alguns, existe um plano oligárquico de despovoamento humano maciço, então as guerras arquitectadas são uma maneira ideal de conseguir isso. Já aconteceu antes. Na Primeira Guerra Mundial, 21,5 milhões morreram, dos quais 13 milhões eram civis. As mortes de civis foram em grande parte causadas por fome, exposição, doenças, encontros militares e massacres. Na Segunda Guerra Mundial, 40-50 milhões morreram, a maior de todas as guerras.
Actualmente, estamos a ver os estágios avançados disso, já que os EUA e os seus aliados da OTAN vêm manobrando há muitos anos para uma guerra mundial com a Rússia. Eles gritam que é para proteger "a liberdade e a democracia", pois extorquem a riqueza tanto da vítima quanto do agressor.
Precisamos acordar para essas táticas apocalípticas dos oligarcas ocidentais e resistir a todos os seus esforços para nos impor os seus objetivos destrutivos.
Augusto Zimmermann, Professor e Chefe de Direito do Sheridan Institute of Higher Education na Austrália, Presidente da WALTA – Legal Theory Association e ex-Comissário de Reforma da Lei na Austrália Ocidental
sexta-feira, 18 de março de 2022
COMO COMEÇOU, COMO TERMINARÁ
Por Daniel Vaz de Carvalho, in Resistir, 16/03/2022
“Trinta anos após o fim da Guerra Fria, estamos enfrentando um esforço determinado para redefinir a ordem multilateral.
É um ato de desafio. É um manifesto revisionismo, o manifesto para rever a ordem mundial”
Josep Borell, Alto Representante da UE
“Nós não aceitamos ser dominados pela NATO”
S. Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia
1 – Os contextos
Com o fim da URSS, os EUA declararam-se vencedores da Guerra Fria. Detêm mais de 750 bases militares em 80 países diferentes, o dólar reserva monetária global. Desde então acharam poder definir as regras de governo de todos os países e sancioná-los, agredi-los ou mesmo invadi-los se as violassem. Criaram-se assim duas suposições que se mostraram fatalmente erradas: que o monopólio dos EUA sobre o uso da força duraria para sempre e que os EUA poderiam continuar a impor uma ordem mundial “baseada em regras”, as suas.
Estas ilusões terminaram com a intervenção da Rússia na Síria. Os EUA enfrentam uma nova era em que não podem mais mudar os regimes pela força das armas ou sanções, depois dos danos causados pelos conflitos EUA/NATO no Afeganistão, Iraque, Síria, Iémen, Líbia, Jugoslávia, etc, ou as sanções a Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, Rússia, China, etc.
O estatuto a que os EUA se promoveram não comporta nem admite potências como a Rússia e a China. O ressurgimento da Rússia não estava nos planos imperialistas. A Rússia foi buscar ao seu passado soviético na cultura, ciência, avanços militares, a força para se libertar do estatuto de colónia que lhe queriam impor e ser desmembrada.
Salientamos três contextos desta crise. A primeira reflexão é sobre a tese Leninista de que capitalismo e guerra são inseparáveis. Um mundo de paz só é possível em socialismo. Os propagandistas do sistema capitalista argumentam que o comércio livre e a democracia são obstáculos às guerras: as democracias nunca se atacaram e o comércio livre acaba por sobrepor-se a quaisquer outros interesses. Esquecem que a maioria das guerras do mundo moderno e mesmo antes tiveram origem precisamente no desejo ou necessidade de expandir e dominar mercados. Quanto à democracia o raciocínio está certo quando por democracia se define o que os EUA entendem como tal, a partir daqui tudo passa a ser possível contra os “outros”.
A segunda reflexão é a diabolização dos que são designados adversários. Assim acontece a todos que defendem a soberania, escolhem outro modelo de sistema político e/ou económico, que pretendam controlar transnacionais ou movimentos financeiros no seu país. Como disse o antigo diplomata Alastair Crooke, com a incapacidade de escutar o “outro”, de compreender as suas razões e interesses próprios, fecha-se a via diplomática. A negociação e a diplomacia ficam comprometidas com a diabolização dos interlocutores e a fraseologia maniqueísta. A liderança dos EUA perdeu quase inteiramente a capacidade de empatia, a capacidade de “ouvir o outro”, tornou-se “um livro fechado”. Toma então lugar a tese de Clausewitz: a guerra é a política por outros meios.
Note-se que Hitler e o nazismo nunca foram diabolizados antes da guerra se iniciar. Mesmo depois de 1939, a França e a Inglaterra preparavam-se para alinhar com a Alemanha contra a URSS no caso da Finlândia.
A terceira reflexão é o papel dos media. Para controlar as pessoas fazem com que percam a memória, ignorem factos passados e impõem uma narrativa. Desde que a Rússia começou a libertar-se do pesadelo instituído por Ieltsin e pretendeu assumir um papel de igualdade na cena internacional, à semelhança de Roma relativamente a Cartago, foi desencadeado o clamor de Delenda est Rússia. Atualmente, no espaço EUA/NATO a desinformação atingiu um nível inaudito de falsidades e absurdos, agravada com o bloqueio da informação russa.
Diz Caitlin Johnstone, durante cinco anos fomos bombardeados com narrativas histéricas anti-russas. Os falsos escândalos da Rússia foram inventados pela inteligência dos EUA para fabricar consentimento para um confronto com a Rússia e preservar a hegemonia unipolar dos EUA.
Há dois pesos e duas medidas conforme as agressões são cometidas “por nós” (EUA/NATO) ou “por eles”. Quando misseis Patriot caiam sobre uma indefesa Bagdade o que passou nos media não foi revolta, nem empatia pelo sofrimento e morte de civis, foi a contemplação admirativa pelo poder militar e tecnológico dos EUA. Quando a Sérvia foi bombardeada durante 78 dias, para o atual secretário-geral da ONU, A. Guterres, tratava-se de defender os “direitos humanos.”
Com este argumento (ou outro) desde 2001 a 2018 as guerras EUA/NATO teriam morto pelo menos 2 milhões de pessoas, tudo pelas “boas causas” da NATO. Cidades como Fallujah, Ramadi, Sirte, Kobane, Mosul e Raqqa reduzidas a escombros, guerras que mergulharam sociedades inteiras em violência e caos sem fim.
Não se trata da parte dos EUA/NATO de defender a Ucrânia, se não teria sido aceite o tratado de segurança coletivo na Europa, proposto por Putin, posto de parte com evasivas e exigências sobre a Rússia quanto à movimentação de tropas no seu território, enquanto informalmente a Ucrânia era alinhada com a NATO.
Um texto do jornal Guardian recordava, citando numerosas personalidades que desde os anos 1990 advertiam que expandir a NATO para Leste conduziria à guerra. Estas advertências foram ignoradas. Agora o projeto “Mobilidade Militar” obriga a Áustria, a Suécia e a Finlândia a fornecer capacidades de transporte para que a NATO possa transferir suas forças armadas.
Com as agressões pós 2001 a NATO mostrou que não é uma organização defensiva: é um dos meios militares para os EUA imporem o poder global. Quebrando o acordo com Gorbachov, a NATO expandiu-se para 14 países do Leste. A Rússia ficou confinada nas suas fronteiras, Moscovo a minutos de ser atingida a partir de bases da NATO e as suas relações externas condicionadas por sanções desde que a Rússia renasceu do abismo para onde as camarilhas de Gorbatchov e Ieltsin a tinham levado. (ver textos de Dimitri Rogozin aqui e aqui). Com novas expansões previstas na Ucrânia, Geórgia, falhadas na Bielorrússia e Cazaquistão, estavam criadas as condições para “uma tempestade perfeita”.
A Ucrânia tornou-se a frente avançada contra a Rússia. Os EUA entregaram à Ucrânia, desde 2014, 2,4 mil milhões de dólares em material militar, incluindo 450 milhões em 2021 (agora destruído). Desde 2014, a UE e instituições financeiras europeias entregaram mais de 17 mil milhões de euros à Ucrânia, e um plano de investimentos de 6 mil milhões de euros, sem condições, o que não foi feito para Portugal ou a Grécia. O FMI, violando as suas próprias regras de garantias financeiras, proporcionou 1,7 mil milhões de dólares em 2015, e estava a preparar-se com o BM para entregar mais 5,2 mil milhões. [NR]
Estavam previstos exercícios militares com cinco potências da NATO nas regiões orientais da Ucrânia e realizar “ações defensivas, a fim de restaurar a fronteira do Estado.” Claro que “restaurar as fronteiras do Estado” nunca seria com ações “defensivas”.
2 – A Situação
Que ganhou a Ucrânia, pacífica até então, com o golpe de 2014? Foi usada contra a Rússia, mostrando que o imperialismo apenas consegue espalhar o caos onde intervém, criando esta situação ao recusar os direitos da Rússia na segurança europeia. O que se passa tem pouco a ver com a Ucrânia, em si, mas na obsessão dos falcões de Washington com a Rússia e Putin, nunca aceitando a ascensão da Rússia que eclipsaria o controlo dos EUA sobre a restante Europa.
O acordo de Minsk (2014), nunca cumprido pela Ucrânia com apoio da NATO, foi uma forma de ganhar tempo, para ser rearmada e treinada pela NATO para voltar a atacar o Donbass. Na primavera de 2021, Zelensky anunciou que a Ucrânia retomaria a Crimeia à força. A Rússia então organizou grandes manobras militares. Em novembro, a Ucrânia declarou que retomaria o Donbass à força. A Rússia novamente encenou manobras militares, mas desta vez a situação piorou ainda mais. A partir de meados de fevereiro, os monitores da OSCE em torno de Donbass relatavam um aumento das violações do cessar-fogo e explosões.
A “operação especial da Rússia para desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia” começou após um pedido de assistência militar feito pelas recém-reconhecidas repúblicas populares de Lugansk e Donetsk. O presidente russo salientou que os habitantes russófonos têm sido sujeitos a um genocídio nessa região. “A Rússia não começou ações militares, está a terminá-las após oito anos de guerra no Donbass. “Durante todos esses oito anos, tentámos apelar à consciência do Ocidente e lidar com esse regime, que adquiriu todos os traços do ultra-radicalismo e do neonazismo. Durante esse tempo, 13 a 14 mil pessoas foram mortas. Mais de 500 crianças foram mortas ou feridas. Os EUA/NATO nada fizeram, limitaram-se a olhar para o lado.
Note-se que o Donbass recusou-se a aceitar a violação da Constituição ucraniana pelo golpe de Estado fomentado pelos EUA. A Ucrânia após 2014, não passou de um peão sacrificado no tabuleiro internacional (Caitlin Jonhstone). O que a situação atual mostra é que os EUA provocam problemas globalmente, mas são incapazes de os resolver.
Em primeiro lugar, a Rússia não podia ficar ociosa diante da situação em que a NATO controla a sua zona estratégica circundante, expandindo-se mesmo para os países da Comunidade de Estados Independentes (CEI) ameaçando a sua segurança. Acima de tudo, a Rússia não permite que a Ucrânia sirva de base militar para ameaçá-la com armas nucleares, agravada com a descoberta (certamente já de conhecimento dos serviços secretos russos) de laboratórios de armas biológicas na Ucrânia.
Nos dois primeiros dias da operação de “desmilitarizarão e desnazificação” da Ucrânia, o exército russo tinha destruído 821 alvos da infraestrutura militar da Ucrânia, aeródromos militares, postos de comando, centros de comunicação, sistemas de mísseis antiaéreos S-300 e Osa, estações de radar, aviões de combate, helicópteros, veículos aéreos não tripulados, assim como veículos blindados, sistemas de foguetes de lançamento múltiplo e veículos militares especiais. Foram destruídas oito embarcações militares da Marinha Ucraniana” e estabelecido o controlo total sobre a cidade de Melitopol, no sul do país. Em 01 de março, o acesso ao mar de Azov pelas tropas ucranianas ficou completamente bloqueado. Em 05 de março, o total de alvos da infraestrutura militar da Ucrânia destruídos era de 2 037, segundo o Ministério da Defesa russo.
Na RTP-3 (25/fev/21h30) o general Cunha dos Santos, expôs, com a competência que não existe nos “comentadores”, que sem cobertura aérea o exército ucraniano deixa de fazer sentido em termos militares modernos. O apelo à população civil para se armar e lutar é mandar essas pessoas para a morte. É um sinal de fraqueza, não uma atitude digna. Colocar artilharia pesada e lança foguetes no interior de cidades é proibido pela convenção de Genebra. (criar escudos humanos). Os líderes ocidentais incentivaram este governo ucraniano (…) tiveram um comportamento no limite do criminoso.
E este comportamento persiste. A UE vai dar 500 milhões de euros em armas e combustível para a Ucrânia, embora os apoios sociais e a empresas em dificuldades devido às sanções à Rússia tenham de sair dos Orçamentos de Estado – mais endividamento…
O dilema para os russos é a luta nas cidades. Eles querem que no fim haja ucranianos amigos. Isto complica-se com o problema de limpar os nazis de Mariupol sabendo que usam as pessoas da cidade como reféns. O mesmo problema existe, em menor grau, noutras cidades. Em 11 de março, 12 corredores humanitários estavam ativos em quatro regiões para permitir retirar civis. Entretanto fechava-se o cerco a Kiev e Kviv.
As sanções, usadas indiscriminadamente pelos EUA contra quem não lhe agrada, não resultaram com Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, Irão, Rússia ou China, etc, o que mostra os limites de poder e o declínio do império incapaz de levar de vencida os que não se lhe submetem.
O atual plano de “sanções do inferno“, proibindo exportações de energia da Rússia é um tiro nos pés, ou mesmo mais acima, para a UE. Cerca de 45% do gás natural da UE veio da Rússia em 2021, a Rússia também é o maior fornecedor de petróleo da Europa. Washington está a aproveitar o sentimento de insegurança que reina na UE para intensificar em seu benefício a crise. As consequências das sanções foram com detalhe analisadas por Pepe Escobar, Irina Slav, Michael Hudson.
Nesta situação a UE coloca-se ao nível do Egito aquando protetorado britânico em que quem mandava eram os Altos Comissários Gerais britânicos, que acumulavam a função de cônsules gerais do Império Britânico no Egito. A NATO tornou-se um órgão de formulação de política externa da UE que aceita ser um “apêndice” obediente ao ponto de não dominar os seus interesses económicos.
3 – Cenários
No I Ching, livro das adivinhações chinês, há um capítulo sobre as crises. Ali diz-se que quando uma crise está iminente há sempre três avisos, quando chega o último já nada a impede. Os dois primeiros avisos foram desprezados pelos EUA/NATO, o terceiro identificamo-lo no discurso de Putin de 21 de fevereiro. Antes Vladimir Putin comunicou aos EUA/NATO os limites das suas linhas vermelhas, esperando uma resposta concreta desde novembro de 2021, após o que, tomaria contra medidas. Podemos agora distinguir três cenários e mais um:
– Um acordo de segurança na Europa entre a NATO e a Rússia, mas tal será improvável tanto na visão da Rússia como da China até que surja uma nova ordem mundial. Concluíram que não é mais possível partilhar uma sociedade global com os EUA, determinados a impor ao mundo uma hegemonia em que as suas leis e determinações se sobrepõem à soberania, decisões de outros países e mesmo da ONU.
– Os custos económicos e humanos das sanções serão tão catastróficos que Putin seria deposto por pró-oligarcas ocidentais. Desde 2014 são aplicadas sanções à Rússia. A economia russa provou ser notavelmente à prova de sanções. Hoje a economia da Rússia é muito mais resiliente a sanções do que era em 2014. A história das “sanções do Inferno” não é credível. O resultado pode bem ser a desdolarização da economia global e uma escassez maciça de matérias-primas à escala mundial. Neste cenário a UE é o perdedor económico e político principal.
A votação na ONU contra a Rússia mostra que a “comunidade internacional” liderada pelos EUA encolhe: embora tenha recolhido 141 votos a favor, 5 votos contra e 35 abstenções (a Venezuela perdeu direito de voto por dívidas à ONU) mostrou que em temos populacionais a maioria do globo não alinha com os EUA. Quanto às “sanções do inferno” são seguidas somente pela UE, Albânia, Reino Unido, Islândia, Canadá, Nova Zelândia, Noruega, Coreia do Sul, Macedónia do Norte, Singapura, EUA, Ucrânia, Montenegro, Suíça, Japão e Taiwan, mais cinco mini-Estados: Andorra, Liechtenstein, Micronésia, Mónaco, San Marino. Veja-se que nesta conjuntura África, América Latina, Ásia, se afastam da chamada “comunidade internacional”. A propaganda diz: “a Rússia está isolada”…
– Outro cenário que os EUA/NATO preparam é envolver a Rússia numa guerra de guerrilha tornando os custos da invasão proibitivos em termos de perdas militares e económicas. Segundo a Rússia os mercenários enviados pelo Ocidente não serão considerados combatentes. Segundo o direito internacional, eles não têm direito a receber o estatuto de prisioneiro de guerra e “o melhor que pode acontecer em caso de serem presos é enfrentar responsabilidade criminal.”
No caso de a Rússia expulsar o governo Zelensky do país, os EUA, como nada aprenderam com a “experiência” Guaidó e outras, podem preparar um governo ucraniano no exílio e uma longa rebelião apoiada por milhares de milhões de dólares.
Neste cenário os “comentadores” acham que quanto mais longo for o conflito mais difícil será a China apoiar a Rússia. Mas têm pouco a que se agarrar. A “amizade China-Rússia é sólida como a rocha e livre de interferências de quaisquer terceiras partes”, disse o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. “Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e Rússia são importantes vizinhos e parceiros estratégicos um do outro. Estes laços são uma das relações bilaterais mais cruciais do mundo, a nossa cooperação não só traz benefícios e bem-estar para nossos povos, mas também contribui para a paz, estabilidade e desenvolvimento mundial.”
– Uma guerra mundial não é um cenário que possa ser posto de parte. A Rússia afirma lutar pela sua existência, mas também os EUA como império global. Sem esta condição em que se tornariam os EUA, um país ultra endividado?
Vladimir Putin avisou que quem tentasse impedir a Rússia de atingir os seus objetivos na Ucrânia iria sofrer “consequências nunca vistas na sua história”, dias mais tarde, perante a hipótese de intervenção direta da NATO, foi ordenado que as forças de dissuasão nucleares russas fossem colocadas em modo especial de serviço de combate. A Rússia é uma das duas potências nucleares mais poderosas, tendo vantagens numa gama de armas de última geração.
Em vez de ter o realismo de reconhecer os interesses russos ao longo de sua fronteira ocidental – e buscar um terreno comum de colaboração sobre os problemas mundiais e não intervenção nas políticas internas de cada Estado, os EUA escolheram o confronto, com o risco de um conflito militar crescente.
O fim da invasão e da guerra na Ucrânia só pode ser garantido se a própria segurança da Rússia for garantida. A segurança é em grande parte indivisível. Este é um princípio fundamental em que a Rússia insiste com razão. Porém o Ocidente recusou-se a reconhecer os direitos iguais da Rússia na organização da segurança europeia – que levaria ao fim do controlo dos EUA sobre a Europa.
Após uma luta dolorosa a Europa buscará a reconciliação. A América será mais lenta: os falcões de Washington tentarão redobrar esforços. E será a situação económica que poderá em última análise determinar o “quando”. (Alastair Crooke)
A questão é: como terminará este conflito. Tal como as paixões (no dizer dos psicólogos) ou termina na loucura ou pelo esgotamento. De qualquer forma, o império ao levar a Ucrânia à destruição para submeter a Rússia, já garantiu o fim do mundo unipolar. Destruídas infraestruturas militares ucranianas criadas pela NATO e os batalhões nazis como o Azov, que mantêm refém o povo de Mariupol, capturando os seus líderes, vivos ou mortos. A Rússia está em condições de negociar uma nova arquitetura política para a Ucrânia, libertada de fascistas poderosos e sendo restauradas políticas pacíficas. Os próprios ucranianos devem decidir, como continuar a viver. Uma Ucrânia Federal reconhecendo a independência das Republicas de Lugansk e de Donetsk incluíndo Mariupol tal como após a proclamação desta República em 2014, perdida depois para as forças ucranianas, será o plano russo. Funcionará?
O verdadeiro terrorismo mediático desencadeado – em contradição com o que enviados especiais relatam no terreno! – encobre a impotência ocidental, impedindo a tomada de consciência dos povos para as crises e perigos existentes. É urgente um novo padrão de política externa de cooperação internacional e desmilitarização.
O empenho dos EUA em criar um conflito na Ucrânia foi um erro estratégico que pode bem ser o fim da Europa da NATO. A situação permanecerá com todos os perigos latentes até os povos se questionarem por que terão de pagar por armas dos EUA que apenas os colocam em perigo, pagar preços mais altos pelo GNL e petróleo, pagar mais por cereais e matérias-primas antes produzidas na Rússia e perder exportações.
Outros teatros de confronto geostratégico desenrolam-se com a China no Mar do Sul da China, com Taiwan e no Médio Oriente. No Médio Oriente há uma tentativa de contenção do Irão e da China. O ataque de drones aos Emirados Árabes Unidos, aliados dos EUA, em janeiro (reivindicado pelos hutis) está ligado ao controlo do estreito de Bab al Mandeb, essencial para a Nova Rota da Seda Marítima da China. O seu controlo pelos EUA compromete os objetivos chineses e enfraquece a Comunidade Económica do Leste Asiático. Justificativa suficiente de Washington para o apoio à guerra no Iémene. Mas os hutis dão aos Emirados Árabes uma escolha amarga: atacar suas cidades ou ceder no estratégico Bab al-Mandeb.
Tudo isto faz parte do evoluir de uma nova ordem mundial, um novo modelo geostratégico, cuja evolução depende de quanto os protagonistas (EUA e aliados versus Rússia e China) possam resistir nos conflitos atuais.
[NR] Aos valores mencionados devem-se acrescentar os US$13,6 mil milhões aprovados por Biden em 24/Fev/2022 de ajuda militar e humanitária à Ucrânia. A soma dos valores dados a fundo perdido para a Ucrânia é superior à soma dos valores emprestados a Portugal + Grécia durante o período em que estiveram sob a tutela de Troikas (UE, FMI e BCE).
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
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Posted on 22:53 by Paulo Ramires
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IMPRENSA RUSSA REVELA QUE A QUEDA DO MH17 NA UCRÂNIA FOI UM COMPLÔ PARA ASSASSINAR PUTIN
IMPRENSA RUSSA REVELA QUE A QUEDA DO MH17 NA UCRÂNIA FOI UM
COMPLÔ PARA ASSASSINAR PUTIN


Ainda não esclareceram as circunstâncias em torno do voo MH-17 sobre a Ucrânia, o qual acabou com a vida de 298 pessoas e isso dá origem a todo tipo de explicações a respeito.
Agora, um jornal russo afirma que a queda do MH-17, foi um atentado falho da força aérea da Ucrânia para assassinar Vladimir Putin, supostamente actuando sob as ordens de um oligarca multimilionário, um argumento que levantou rumores na época e que volta a ganhar força.
Um jornal russo e um programa de televisão afirmam que o oligarca ucraniano Ihor Kolomoyskyi acreditava que Putin voltaria pela mesma rota que o MH-17 no seu jacto privado, e ordenou que assassinassem o presidente russo através dos seus contactos com o exército ucraniano, razão pela qual, um avião de combate das forças aéreas ucranianas disparou contra o MH-17 por engano.

O oligarca ucraniano Ihor Kolomoyskyi
Estas afirmações basearam-se no facto de que, após o desastre do MH-17, o piloto do avião de combate Sukhoi Su-25 que supostamente derrubou o MH17 fugiu para Dubai e o mesmo aconteceu com a controladora de tráfego aéreo que estava a cargo de controlar o voo, segundo informam o programa de televisão Moment-Istini "momento da verdade", e o jornal Komsomolskaya Pravda.
De acordo com estes meios de comunicação, foram perdidas as pistas de ambas as pessoas, que continuam com o paradeiro desconhecido.
As investigações destes meios de comunicação que o oligarca Ihor Kolomoyskyi, inimigo declarado de Putin, recebeu informação da inteligência de que o avião do presidente do Kremlin ia sobrevoar a região e aterrar em Rostov-on-Don, e ordenou que avião fosse derrubado.
Esta cidade russa é próxima do lugar do acidente, mas segundo se afirma, o plano de voo de Putin foi alterado no último minuto e o avião decidiu aterrar em Moscovo.
Putin voltava de uma viagem à América Latina no dia em que o MH-17 caiu na região da Ucrânia controlada pelos rebeldes separatistas pró-Moscovo.
Estes meios de comunicação alegam que a cabine do avião da Malaysia Airlines foi atingida por um disparo de canhão de 30mm de um avião Su-25, que supostamente era pilotado pelo tenente coronel Dmitro Yakatsuts do esquadrão de elite 299 da força aérea da Ucrânia.
Os relatórios alegam que o tenente coronel Dmitro Yakatsuts está desaparecido desde então, após viajar para Dubai.
Também afirmam que a controladora de tráfego aéreo Anna Petrenko, residente em Dnepropetrovsk, esteve a cargo do voo da Malaysia Airlines no momento do acidente, e que também desapareceu na mesma localização.
De acordo com estes meios de comunicação, foram perdidas as pistas de ambas as pessoas, que continuam com o paradeiro desconhecido.

Sukhoi Su-25
As investigações destes meios de comunicação que o oligarca Ihor Kolomoyskyi, inimigo declarado de Putin, recebeu informação da inteligência de que o avião do presidente do Kremlin ia sobrevoar a região e aterrar em Rostov-on-Don, e ordenou que avião fosse derrubado.
Esta cidade russa é próxima do lugar do acidente, mas segundo se afirma, o plano de voo de Putin foi alterado no último minuto e o avião decidiu aterrar em Moscovo.
Putin voltava de uma viagem à América Latina no dia em que o MH-17 caiu na região da Ucrânia controlada pelos rebeldes separatistas pró-Moscovo.

Estes meios de comunicação alegam que a cabine do avião da Malaysia Airlines foi atingida por um disparo de canhão de 30mm de um avião Su-25, que supostamente era pilotado pelo tenente coronel Dmitro Yakatsuts do esquadrão de elite 299 da força aérea da Ucrânia.
Os relatórios alegam que o tenente coronel Dmitro Yakatsuts está desaparecido desde então, após viajar para Dubai.
Também afirmam que a controladora de tráfego aéreo Anna Petrenko, residente em Dnepropetrovsk, esteve a cargo do voo da Malaysia Airlines no momento do acidente, e que também desapareceu na mesma localização.

A imprensa russa afirma que Anna Petrenko, a controladora de tráfego aéreo a cargo do voo MH17 da Malaysia Airlines no momento do acidente "fugiu" para Dubai com o piloto do exército ucraniano que derrubou o MH17, sob ordens do multimilionário ucraniano.
"Ninguém os procura". É o primeiro caso do mundo em que uma controladora aéreo que estava a cargo do avião acidentado é enviada urgentemente em férias. Nem sequer foi interrogada", reclama o apresentador do programa de TV russo que colocou no ar a reportagem, Andrey Karaulov.
De acordo com estes meios de comunicação russos, foram encontrados os restos das cápsulas de 30mm nos corpos dos pilotos e as evidências do ataque contra a aeronave são visíveis no nariz da fuselagem do Boeing derrubado.

Aparentemente, as silhuetas do avião Ilyushin em que viajava Putin e do Boeing eram similares e isso poderia ter contribuído com a confusão.
Um especialista militar, chamado Aleksandr Shirokorad, alegou que o Boeing foi atingido duas vezes, primeiro por um foguete disparado pelo Su-25 e em seguida por um míssil terra-ar do exército ucraniano.
"É um acto criminoso, o maior crime militar do século 21", disse o apresentador de televisão Andrey Karaulov a respeito.
Um especialista militar, chamado Aleksandr Shirokorad, alegou que o Boeing foi atingido duas vezes, primeiro por um foguete disparado pelo Su-25 e em seguida por um míssil terra-ar do exército ucraniano.
"É um acto criminoso, o maior crime militar do século 21", disse o apresentador de televisão Andrey Karaulov a respeito.

Tudo isto pode ser parte de uma manobra de propaganda do Kremlin, evidentemente. Mas também pode ter a sua parte de verdade.
No momento, a única certeza é que não se conhecem as circunstâncias exactas que cercam a queda do voo MH17 da Malaysia Airlines e infelizmente, é muito provável que as conclusões finais das "investigações" a respeito não tenham nada a ver com a verdade.
No momento, a única certeza é que não se conhecem as circunstâncias exactas que cercam a queda do voo MH17 da Malaysia Airlines e infelizmente, é muito provável que as conclusões finais das "investigações" a respeito não tenham nada a ver com a verdade.
In anovaordemmundial.com
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
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Posted on 04:11 by Paulo Ramires
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A VERDADE CHOCANTE DO MH17 ABATIDO NA UCRÂNIA ANALISADA COMPLETAMENTE PELO CORBERTT REPORT
O caso do avião MH17 das linhas aéreas da Malásia está ainda envolvido em mistérios e informações que foram entretanto classificadas como confidenciais, mas sobretudo existe uma enorme desinformação feita pela média ocidental e pelo governo dos EUA e NATO que acusou os russos de terem sido os responsáveis pelo abate do avião. Conheça muita da verdade neste vídeo exposta aqui pelo Cobertt Report.


Voo MH-17 enquanto voava sobre a Polónia, de Amesterdão a Kuala Lumpur, a12 de Abril de 2012

Havia um avião das forças aéreas ucranianas, um SU-25 à mesma altitude e na mesma zona e ao mesmo tempo que o MH17

Buracos de balas duma rajada de metralhadora no cockpit do MH17
O MH17 mudou a sua rota para uma zona de guerra, porquê ?
Caixas negras do MH17

Voo MH-17 enquanto voava sobre a Polónia, de Amesterdão a Kuala Lumpur, a12 de Abril de 2012

Havia um avião das forças aéreas ucranianas, um SU-25 à mesma altitude e na mesma zona e ao mesmo tempo que o MH17

Buracos de balas duma rajada de metralhadora no cockpit do MH17
O MH17 mudou a sua rota para uma zona de guerra, porquê ?
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
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Posted on 02:21 by Paulo Ramires
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ENCOBRIMENTO ? PORQUE OS MÉDIA E A ADMINISTRAÇÃO OBAMA FICARAM SILENCIOSOS ACERCA DO MH17 ?
Por Niles Williamson
Ucrânia - O silêncio ensurdecedor dos media e do governo dos EUA acerca da investigação do derrube do MH17 da Malaysian Airlines, há um mês, tresanda a encobrimento.
Nas horas e dias que se seguiram ao crash, sem uma única sombra de evidência, responsáveis dos EUA alegaram que o jacto de passageiros fora derrubado por um míssil terra-ar SA-22 disparado do território mantido por separatistas pró russo no Leste da Ucrânia. Eles lançaram uma campanha política a fim de obter duras sanções económicas contra a Rússia e fortalecer a posição militar da NATO na Europa do Leste.
Capa da 'Der Spiegel', 28/Julho/14. Apanhando a pista, os cães de ataque da CIA nos media estado-unidenses e europeus acusaram sem rodeios o presidente russo Vladimir Putin pelo crash. A capa da edição de 28 de Julho da revista alemã Der Spiegel mostrava as imagens das vítimas do MH17 circundando grossas letras vermelhas com o texto "Stoppt Putin Jetzt!" (Travem Putin agora!). Um editorial de 26 de Julho de The Economist declarava Putin como autor da destruição do MH17, enquanto a capa da revista morbidamente sobrepunha a cara de Putin a uma teia de aranha, denunciando a "teia de mentiras" de Putin.
Alguém que comparasse a demonização de Putin pelos media com o tratamento que deram a Saddam Hussein ou Muammar Gadafi tem de concluir que Washington estava a lançar uma campanha pela mudança de regime na Rússia tal como aquelas que executaram na Líbia e no Iraque – desta vez, loucamente, empurrando os Estados Unidos rumo à guerra com uma potência nuclear armada, a Rússia.
Contudo, depois de terem transformado o crash num casus belli contra a Rússia, os media dos EUA subitamente deixaram completamente de falar no assunto. O New York Times não considerou apropriado imprimir nem uma palavra sobre o crash do MH17 desde 7 de Agosto.
Não há qualquer explicação inocente para o súbito desaparecimento do MH17 dos media e da atenção política. A caixa negra do avião esteve durante semanas na Grã-Bretanha para exames e os satélites e radares militares estado-unidenses e russos estiveram a esquadrinhar intensamente o Leste da Ucrânia no momento do crash. A afirmação de que Washington não tem conhecimento pormenorizado das circunstâncias do crash e das várias forças envolvidas não é crível.
Se a evidência que está nas mãos de Washington incriminasse a Rússia e as forças apoiadas pela Rússia, ela teria sido divulgada para alimentar o furor dos media contra Putin. Se não foi divulgada, isto é porque a evidência aponta para o envolvimento do regime ucraniano de Kiev e dos seus apoiantes em Washington e nas capitais europeias.
Desde o princípio, a administração Obama nunca apresentou evidência para apoiar as acusações incendiárias de que Putin fora responsável pelo crash do MH17. No seu comunicado à imprensa de 18 de Julho, no dia seguinte ao crash, o presidente Obama declarou que ainda era "demasiado cedo para sermos capazes de imaginar que intenções tiveram aqueles que podem ter lançado este míssil superfície-ar".
Apesar de cinicamente explorar o crash para pressionar e ameaçar a Rússia, Obama advertia que "provavelmente haverá desinformação" na cobertura do crash. Num reconhecimento indirecto de que não tinha provas para apoiar suas afirmações, ele disse: "Em termos de identificação específica de que indivíduos ou grupo de indivíduos ou pessoal ordenaram o ataque, como aquilo aconteceu, são coisas que penso estarem ainda sujeitas a informação adicional que estamos a reunir".
Neste evento, a desinformação sobre o crash do MH18 veio da própria administração Obama. O secretário de Estado John Kerry prosseguiu em 20 de Julho num ataque nos media, argumentando que os separatistas pró russos e o governo russo eram responsáveis pelo derrube.
A única evidência que ele apresentou foram uns poucos dúbios "registos nos media sociais" postados na Internet. Ele apresentou registos áudio não autenticados de separatistas a falaram de um crash de avião, áudio editado e divulgado pela agência de inteligência SBU da Ucrânia, a qual trabalha estreitamente com a CIA; vídeo clips do YouTub a mostrar um camião a transportar equipamento militar não identificado ao longo de uma estrada; e uma desmentida declaração em media social a afirmar que a responsabilidade do derrube do avião atribuía-se ao líder separatista Igor Strelkov.
Muito rapidamente, a narrativa do governo dos EUA sobre o MH17 começou a entrar em colapso. Num comunicado de imprensa de 21 de Julho, a porta-voz do Departamento de Estado e antiga analista da CIA para o Médio Oriente, Marie Harf, declarou que as conclusões da administração Obama quanto ao derrube do avião foram "baseadas em informação aberta a qual é basicamente de senso comum". Desafiada por repórteres a proporcionar evidência, ela admitiu que não podia: "Sei que é frustrante. Acreditem-me, tentámos obter tanto quanto era possível. E por alguma razão, por vezes não podemos".
Depois de um mês, durante o qual Washington fracassou em apresentar evidência para apoiar suas acusações contra Putin, está claro que a ofensiva política dos governos NATO e a histeria dos media contra Putin eram baseadas em mentiras.
Se separatistas pró russos dispararam um míssil solo-ar, como afirma o governo dos EUA, a Força Aérea teria imagens na sua posse confirmando isso sem sombra de dúvida. O Defense Support Program da US Air Force utiliza satélites com sensores infra-vermelhos para detectar lançamentos de mísseis em qualquer lugar sobre o planeta e os postos de radar estado-unidenses na Europa teriam rastreado o míssil quando ele atravessava o céu. Estes dados de satélite e radar não foram divulgados, porque seja o que for que mostrem não se ajusta à narrativa cozinhada pelo governo dos EUA e os media.
O que aflorou, ao invés, foi uma série de evidências a apontarem para o papel do regime de Kiev apoiado pelos EUA no derrube do MH17. No dia seguinte ao de Kerry ter feito suas observações, os militares russos apresentaram dados de radar e de satélite indicando que um caça a jacto SU-25 ucraniano estava na vizinhança imediata e ascendia em direcção ao MH17 quando ele foi derrubado. A afirmação não foi corrigido e muito menos refutada pelo governo americano.
O denunciante da NSA William Binney e outros agentes aposentados da inteligência americana emitiram uma declaração no fim de Julho pondo em causa os dados dos media sociais apresentados por Kerry e pedindo a publicação de imagens de satélite do lançamento do míssil. Eles acrescentaram: "Estamos a ouvir indirectamente de alguns dos nossos antigos colegas que o que o secretário Kerry está a apregoar não se enquadra com a inteligência real".
Em 9 de Agosto, o New Straits Times, da Malásia, publicou um artigo acusando o regime de Kiev pelo derrube do MH17. Declarava que a evidência do sítio do crash indicava que o avião fora derrubado por um caça ucraniano com um míssil seguido por fogo pesado de metralhadora.
Se bem que seja demasiado cedo para dizer conclusivamente como o MH17 foi derrubado, a preponderâncias das evidências aponta directamente para o regime ucraniano e, para além dele, o governo americano e as potências europeias. Eles criaram as condições para a destruição do MH17, apoiando o golpe dirigido por fascistas em Kiev no mês de Fevereiro que levou ao poder o actual regime pró ocidental. Os media ocidentais portanto apoiaram a guerra do regime de Kiev no Leste da Ucrânia para eliminar a oposição ao putsh, transformando a região na zona de guerra em que foi abatido o MH17.
Após o assassínio das 298 pessoas a bordo do MH17, no qual desempenharam um papel importante ainda que por explicar, os governos e as agências de inteligência ocidentais aproveitaram a tragédia numa manobra precipitada e sinistra para escalar ameaças de guerra contra o regime Putin. O silêncio indica consentimento e o silêncio ensurdecedor dos media ocidentais sobre a questão do envolvimento de Kiev no crash do MH17 atesta a criminalização não só da política externa do establishment como também dos seus lacaios dos media e de toda a classe dominante.
O original encontra-se em www.globalresearch.ca
Este artigo encontra-se também em http://resistir.info
sábado, 12 de abril de 2014
A UCRÂNIA E O MÉDIO ORIENTE NA DISPUTA ENTRE OCIDENTE E RÚSSIA


Campos de hidrocarbonetos com centros de produção activos
Por Paulo Ramires
Embora o estatuto da Crimeia seja já uma questão consumada, na verdade o resto não o é, existe muito ainda para ser discutido.
Não se trata apenas concretamente da Ucrânia, mas sim do Médio Oriente, Euroásia, Europa e Ásia. O Irão detém as terceiras reservas de petróleo do mundo, com uma estimativa de mais de 560 biliões de barris e com a capacidade em 140 biliões de barris de renovação dessas mesmas reservas, só em Março de 2012 foram descobertas 20 biliões de barris de petróleo. Em relação às reservas de gás, o Irão é o segundo país do mundo com as maiores reservas logo depois da Rússia, mas no entanto foram achadas recentemente colossais jazidas de gás na plataforma marinha síria, estas reservas de gás estendem-se a Israel, este país tem várias reservas de gás também na sua zona marítima, mas também na plataforma do Líbano, a juntar a estes países, estão partes do território palestino, para além do Iraque com reservas de petróleo, mas situado entre a Síria e o Irão. A incluir a estas descobertas junta-se Chipre. Trata-se de um complexo mapa de um jogo de interesses muito vasto. Para a exploração destas reservas de gás serão necessárias a instalação de diversas infraestruturas de exploração bem como os respectivos "pipelines" que terão de passar por diversos locais. Mas também a Crimeia tem reservas de gás natural e no que se refere ao Skifska offshore existem questões muito divergentes entre os diversos países envolvidos. Ora adicionalmente a este facto é justamente na Crimeia que atravessa o gasoduto que se dirige à Europa Ocidental e que é responsável por 25 por cento da saída de gás para a Europa Ocidental. É vital economicamente. É vital militarmente. Assim, a Rússia não desistiu dela. Mas o ocidente não quer desistir também, pois tem os seus próprios interesses também. Nestas disputas não podemos esquecer a China muito interessada no Europa e em particular no leste europeu onde deseja desenvolver a sua politica de "parceria estratégica global" e de "boa-vizinhança".
Não se trata apenas concretamente da Ucrânia, mas sim do Médio Oriente, Euroásia, Europa e Ásia. O Irão detém as terceiras reservas de petróleo do mundo, com uma estimativa de mais de 560 biliões de barris e com a capacidade em 140 biliões de barris de renovação dessas mesmas reservas, só em Março de 2012 foram descobertas 20 biliões de barris de petróleo. Em relação às reservas de gás, o Irão é o segundo país do mundo com as maiores reservas logo depois da Rússia, mas no entanto foram achadas recentemente colossais jazidas de gás na plataforma marinha síria, estas reservas de gás estendem-se a Israel, este país tem várias reservas de gás também na sua zona marítima, mas também na plataforma do Líbano, a juntar a estes países, estão partes do território palestino, para além do Iraque com reservas de petróleo, mas situado entre a Síria e o Irão. A incluir a estas descobertas junta-se Chipre. Trata-se de um complexo mapa de um jogo de interesses muito vasto. Para a exploração destas reservas de gás serão necessárias a instalação de diversas infraestruturas de exploração bem como os respectivos "pipelines" que terão de passar por diversos locais. Mas também a Crimeia tem reservas de gás natural e no que se refere ao Skifska offshore existem questões muito divergentes entre os diversos países envolvidos. Ora adicionalmente a este facto é justamente na Crimeia que atravessa o gasoduto que se dirige à Europa Ocidental e que é responsável por 25 por cento da saída de gás para a Europa Ocidental. É vital economicamente. É vital militarmente. Assim, a Rússia não desistiu dela. Mas o ocidente não quer desistir também, pois tem os seus próprios interesses também. Nestas disputas não podemos esquecer a China muito interessada no Europa e em particular no leste europeu onde deseja desenvolver a sua politica de "parceria estratégica global" e de "boa-vizinhança".
Com uma possível instabilidade no fornecimento do gás vindo da Rússia [preços do gás], é a própria região da península ibérica que ganha uma nova importância, embora que ainda apenas no longo prazo, através do fornecimento de gás proveniente do norte de África.
Projectos internacionais de gasodutos

Projectos internacionais de gasodutos e oleodutos
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