MOSSAD TENTA INFILTRAR A CHINA: CONSULADO ISRAELITA EM CHENGDU ESTÁ FECHADO
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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

MOSSAD TENTA INFILTRAR A CHINA: CONSULADO ISRAELITA EM CHENGDU ESTÁ FECHADO

Noticiado pelos meios de comunicação social chineses e nas redes sociais, este caso foi, naturalmente, totalmente ignorado pelos meios de comunicação social ocidentais.


Por Laurent Michelon

O recente encerramento do consulado israelita em Chengdu é apresentado pelos grandes meios de comunicação social como uma mera consequência das posições da China sobre a questão palestiniana — especialmente no que diz respeito ao genocídio em curso em Gaza — bem como sobre a agressão israelo-americana contra o Irão.

O cônsul israelita emitiu uma declaração entusiástica sobre a amizade com a China, como se o encerramento fosse apenas temporário, motivado por obras de renovação.

O que o artigo tem o cuidado de não mencionar é o recente caso de espionagem envolvendo uma empresa israelita em Chengdu, que foi frustrado pelas autoridades chinesas quando estava prestes a concretizar-se.

Noticiado pelos meios de comunicação social chineses e nas redes sociais, este caso foi, naturalmente, totalmente ignorado pelos meios de comunicação social ocidentais.

Basicamente, em 2023, a embaixada de Israel na China actuou como intermediária entre uma empresa de dados sediada em Telavive e uma empresa tecnológica de Chengdu, sob o pretexto de construírem conjuntamente um «centro de processamento de dados» destinado a optimizar o tráfego urbano.

No entanto, durante as discussões, tornou-se claro que a exigência da empresa relativamente a largura de banda dedicada excedia em muito as necessidades comerciais e que os seus protocolos de encriptação apresentavam fortes semelhanças com o «SIGINT», um sistema proprietário do Mossad.

O Ministério da Segurança do Estado (MSS) interveio e investigações posteriores revelaram que o capital da empresa estava ligado a um fundo do Ministério da Defesa de Israel e que os seus «engenheiros» apresentavam características compatíveis com a formação de agentes do Mossad.

Este chamado «projecto europeu de I&D sobre sincronização de dados» era, na realidade, um plano destinado a interceptar tráfego crítico de comunicações no sudoeste da China.

Quando o Departamento de Segurança Nacional de Chengdu e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação realizaram conjuntamente uma investigação minuciosa, descobriram que o centro de vigilância, escondido num edifício comercial, já tinha instalado uma sala protegida contra ondas electromagnéticas no seu nível subterrâneo isolado, além de equipamentos destinados a aceder a uma rede global de vigilância «favo de mel».

O relato completo deste caso em inglês (bem como de alguns outros casos igualmente graves de espionagem israelita em território chinês) está disponível aqui.

Os meios de comunicação social ocidentais não se limitam a mentir quando moldam aquilo que vendem como notícia: os exageros, as omissões e as informações truncadas são frequentemente ainda mais eficazes para enganar o seu público.


Fonte:   Laurent Michelon via China Beyond the Wall


Tradução RD
















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