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sábado, 30 de março de 2019

BREXIT: THERESA MAY NUM IMBRÓGLIO DUMA SAÍDA SEM SAÍDA

A rejeição do acordo de saída por parte dos parlamentares em Westminster põe o RU em incumprimento legal, o que implica que o Reino Unido terá de deixar a UE a 12 de Abril, situação diferente se o acordo que May negociou com os restantes 27 estados membros tivesse sido aprovado, podendo nesta situação o Brexit ser concretizado até 22 de Maio.

Por Paulo Ramires

Theresa May viu o seu acordo de saída do Reino Unido da UE, negociado durante 18 meses, ser derrotado no parlamento de Westminster por 344 votos contra e 286 votos a favor, conseguindo uma margem de 58 votos, uma margem mais estreita que as anteriores votações, significando isto que a primeira-ministra britânica irá agora pedir a extensão do prazo de saída da UE [Artigo 50.º] de forma a evitar uma saída sem acordo (Hard Brexit). Uma saída sem acordo implicará colocar o Reino Unido fora da união aduaneira com a UE, o que seria um autêntico desastre para as empresas que comercializam a partir do RU, isto porque as relações de comercio do Reino Unido com a UE passariam a ser feitas ao abrigo das regras gerais da Organização Mundial do Comércio, como qualquer outro país do mundo. Mas as consequências serão certamente piores, significando o próprio desmantelamento do Reino Unido com a Irlanda do Norte a sair do Reino Unido, dado que a fronteira desta região é particularmente sensível, tendo as divergências entre unionistas e irlandeses acalmado quando o controlo alfandegário deixou de existir, a Escócia maioritariamente pró-europeia não tardaria a realizar um segundo referendo para sair do Reino Unido e se juntar à UE, e neste cenário se o Brexit vier a acontecer a hipótese da Escócia sair do RU é bem elevada. 

A rejeição do acordo de saída por parte dos parlamentares em Westminster põe o Reino Unido em incumprimento legal, o que implica que o Reino Unido terá de deixar a UE a 12 de Abril, situação diferente se o acordo que May negociou com os restantes 27 estados membros tivesse sido aprovado, podendo nesta situação o Brexit ser concretizado até 22 de Maio. Depois de conhecida a rejeição do acordo na passada Sexta-feira, Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu marcou uma cimeira de emergência do Conselho Europeu para 10 de Abril, esperando que o Reino Unido peça uma extensão maior do prazo de saída, o que significa que o Reino Unido passaria a participar nas eleições para o parlamento europeu a 23-26 de Maio, apesar deste cenário ser no mínimo surrealista é o cenário bem mais provável. 

Mas até ao cenário das eleições para o parlamento europeu e eventualmente eleições gerais no Reino Unido, Theresa May terá de tentar convencer mais deputados para votar um novo acordo e para as próximas votações que se seguem já a 1 de Abril sobre moções indicativas. Neste puzzle de tentar juntar deputados, Theresa May vai ter de tentar aproximar das suas posições os 10 parlamentares do Democratic Unionist Party (DUP) da Irlanda do Norte que apoiam o seu governo mas que receiam o Irish BackStop que pode ariscar a que a Irlanda do Norte se separe do Reino Unido. Nigel Dodds líder do DUP em Westminster afirma mesmo que prefere ficar na UE do que por em perigo a ligação da Irlanda do Norte com o Reino Unido. Mas não haverá Brexit sem BackStop, isto é, um mecanismo legal que garanta que a Irlanda do Norte e a República da Irlanda não fiquem com uma fronteira rígida, ou seja a garantia de que a Irlanda do Norte permanecerá no mesmo espaço aduaneiro que a UE e no mercado comum, ora isto é inaceitável para os unionistas do DUP que vêem este mecanismo legal como um perigo real para as relações com o resto do Reino Unido, ora daqui surge um grande imbróglio político difícil de ser resolvido, assim aparece outro mecanismo o BackStop para o BackStop, uma espécie de garantia para a Irlanda do Norte no caso do primeiro mecanismo falhar. 

Embora Theresa May tenha conseguido o apoio dos votos conservadores, 277, a maior parte dos outros partidos e em particular os trabalhistas, com a excepção de 5 deputados, votaram contra, com Jeremy Corbyn a tentar desgastar a posição da primeira-ministra britânica e a tentar a sua demissão de forma a que se possa realizar eleições gerais, mas Corbyn, não é particularmente um entusiasta da União Europeia, mesmo que admita um novo referendo a sua posição sobre a questão não inclui a opção de integração do Reino Unido na União Europeia, apesar desta posição do líder trabalhista, muitos deputados trabalhistas são particularmente a favor do Remain e esperam uma oportunidade para que haja um novo referendo já que todas as sondagens indicam que os britânicos são agora favoráveis à permanência do Reino Unido na UE, May poderia tentar convencer estes deputados, mas se o fizer perderá o apoio da linha dura do seu partido, os Brexiteers conservadores cada vez mais ansiosos por sair do bloco mesmo a qualquer custo. E se perdesse o apoio desta linha dura, maioritária no seu partido, ariscar-se-ia a perder também a posição de primeira-ministra do Reino Unido. 

Uma coisa é certa, é um enorme imbróglio duma saída sem saída.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

O ATAQUE SEM SENTIDO E INÚTIL CONTRA A SÍRIA NÃO RESOLVE NADA

O ATAQUE SEM SENTIDO E INÚTIL CONTRA A SÍRIA NÃO RESOLVE NADA 

O mundo não se apressou em mostrar o seu apoio. O secretário-geral da ONU, António Guterres, não quer uma escalada na Síria. A China opôs-se ao uso da força. A Indonésia expressou preocupação com o ataque não exigido pela ONU. O presidente sérvio Aleksandar Vucic alertou que os ataques poderiam levar a um conflito global. O presidente boliviano Evo Morales classificou a acção de agressão.

Por Alex Gorka*


Antes e depois do ataque
A unidade do Ocidente está a desfazer-se e a liderança mundial dos Estados Unidos está a ser questionada. O alegado "ataque químico" na Síria, mas nunca comprovado, oferece uma oportunidade para se tornar num factor unificador. Ao atacar aquele país, a administração dos EUA perseguiu o objectivo de solidificar a sua imagem como líder mundial número um para liderar outras nações num esforço para enfrentar o "mal". Ela queria mostrar a unidade do Ocidente, reforçar a sua posição no Médio Oriente e aumentar os índices de aprovação do presidente em casa. A Rússia foi retratada como um estado pária apoiando o "animal" Assad e aliado do Irão que representam uma ameaça comum. A missão foi cumprida?

O mundo não se apressou em mostrar o seu apoio. O secretário-geral da ONU, António Guterres, não quer uma escalada na Síria. A China opôs-se ao uso da força. A Indonésia expressou preocupação com o ataque não exigido pela ONU. O presidente sérvio Aleksandar Vucic alertou que os ataques poderiam levar a um conflito global. O presidente boliviano Evo Morales classificou a acção de agressão. 

Formalmente, a OTAN aprovou os ataques, mas houve reservas em relação à posição sobre a Rússia. Por exemplo, o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier alertou contra a demonização de Moscovo a 15 de Abril, dizendo que não deveria haver animosidade entre o Ocidente e a Rússia numa situação de crescentes tensões. Ele insiste que o diálogo deve ser mantido. A Alemanha aprovou a operação, mas recusou-se a participar. 

O líder do Partido Trabalhista da oposição britânica, Jeremy Corbyn, criticou o movimento e disse que o Reino Unido aderiu aos ataques sob pressão dos EUA. Apenas um quarto dos britânicos aprovam a participação do Reino Unido na operação. 43% deles desaprovam. 

O presidente francês Macron sofreu críticas da direita e da esquerda pela sua decisão em participar na operação. A Itália recusou-se a permitir que os aliados usassem o seu território para lançar os ataques. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Luxemburgo, Jean Asselborn, questionou a legalidade do ataque. O partido SYRIZA, o maior membro da coligação de governo da Grécia, condenou os ataques. Finlândia, Chipre e Suíça expressaram preocupação com o uso da força contra a Síria. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Timo Soini, ainda acredita que a paz teria uma oportunidade na Síria se a lei internacional fosse respeitada. 

Não houve apoio unânime ao ataque nos EUA. O movimento sofreu duras críticas dos dois lados do corredor. Por exemplo, o senador Tim Kaine, D-Va., acredita que o ataque lançado sem a aprovação do Congresso é ilegal e imprudente. Esta posição foi apoiada pelo deputado Justin Amash, R-Mich. O senador Tom Udall, D-NM, emitiu uma declaração especial para discordar fortemente da decisão do presidente de usar a força. Ele acha que Donald Trump está perigosamente a agravar a situação agindo sem autoridade legal. A influente Associação de Controle de Armas criticou os ataques como uma acção míope e ilegal, violando a legislação interna e o direito internacional. 

Os maiores países árabes não aprovaram os ataques. O governo iraquiano acredita que ataques marcaram "um desenvolvimento muito perigoso" para dar aos terroristas outra oportunidade para fortalecer as suas posições. O Egipto expressou "profunda preocupação" ao afirmar que os ataques prejudicaram as perspectivas de paz na Síria. Argélia condenou a acção. O Líbano levantou a voz para se opor fortemente ao acto de agressão. 

A operação militar única, em vez de unir o mundo dividiu-o, incluindo o "Ocidente como um todo". O governo britânico não conseguiu reunir o apoio popular. Em vez disso, tornou a sua posição ainda mais fraca do que antes. O apoio da OTAN, assim como da UE, foi principalmente vocal. Apenas três nações participaram da operação. A contribuição da Grã-Bretanha e da França foi muito limitada. A administração dos EUA tem muitas respostas a dar sobre a sua estratégia na Síria. 

A legalidade da acção é universalmente questionada e muitos governos percebem que a lei internacional não protege ninguém dos ataques liderados pelos EUA e leva-os a obter armas para se defenderem. Como mostra a experiência da Síria, a Rússia tem muito a oferecer não apenas como fornecedor de armas, mas também como um pólo alternativo de poder. 

A situação na Síria não mudou. O seu governo mantém a capacidade de continuar a sua ofensiva de sucesso em todas as frentes. Os ataques não diminuíram o apoio inabalável de Moscovo e Teerão a Damasco. O ataque aéreo não conseguiu nada. Isso apenas demonstrou o quão limitada é a capacidade dos EUA de influenciar os eventos na Síria, colocando em causa as suas reivindicações de liderança global.




Analista em defesa e diplomacia

strategic-culture.org

Tradução Paulo Ramires

terça-feira, 27 de março de 2018

DIPLOMATAS RUSSOS EXPULSOS POR ALEGAÇÕES DE ENVENENAMENTO DE EX-ESPIÕES NO REINO UNIDO

DIPLOMATAS RUSSOS EXPULSOS POR ALEGAÇÕES DE ENVENENAMENTO DE EX-ESPIÕES NO REINO UNIDO


Por Bill Van Auken 

A expulsão em massa coordenada de diplomatas russos anunciada terça-feira por Washington, 14 países da União Europeia, Ucrânia e Canadá sobre as alegações da responsabilidade de Moscovo pelo envenenamento a 4 de Março do ex-espião russo e agente duplo britânico Sergei Skripal e a sua filha na cidade de Salisbury, no sul de Inglaterra marca uma grande escalada das ameaças políticas e militares contra a Rússia, a segunda maior potência nuclear do mundo. 

Foi relatado na manhã de quinta-feira que o governo australiano do primeiro-ministro Malcolm Turnbull se iria juntar a essa operação, preparando-se para expulsar dois diplomatas russos que afirmavam serem "oficiais de inteligência não declarados". 

O ministro dos negócios estrangeiros britânico, Boris Johnson, se vangloriou-se na quarta-feira de que as acções de vários governos “ficam na história como a maior expulsão colectiva de oficiais de inteligência russos e ajudarão a defender nossa segurança colectiva”. O que ele quis dizer foi que a retaliação ocidental contra Moscovo superou a dos períodos mais tensos da Guerra Fria contra a antiga União Soviética. 

Esta campanha perigosa e provocativa, orquestrada pelos militares e agências de inteligência nos EUA e no Reino Unido, foi montada com base em acusações totalmente infundadas. Nenhuma outra prova foi apresentada para apoiar as mais recentes expulsões diplomáticas do que a declaração sem fundamento feita há duas semanas pela primeira-ministra britânica Theresa May e pelo ministro dos negócios estrangeiros Johnson de que a Rússia era "altamente provável" de estar por de trás do que foi descrito como um ataque com um agente neurotóxico ao antigo agente duplo. 

O governo britânico alegou que o agente neurotóxico usado no ataque a Skripal e à sua filha era "de um tipo" (Novichok) que já havia sido fabricado na União Soviética. No entanto, as autoridades britânicas recusaram-se a fornecer a Moscovo qualquer amostra do suposto agente, conforme exigido pelas regras estabelecidas pela Convenção sobre Armas Químicas (CWC), ou à Organização das Nações Unidas para a Prevenção de Armas Químicas (OPAQ). A descrição “do tipo” significa que a substância usada poderia ter sido fabricada virtualmente em qualquer lugar. 

De facto, mesmo quando expulsou três diplomatas russos “em solidariedade” com Londres e a OTAN, o governo da República Checa ordenou que o seu serviço de inteligência conduzisse uma investigação para determinar se o agente neurotóxico poderia ter sido fabricado naquele país. 

A maioria das expulsões diplomáticas foi concretizada pelo governo Trump, com 60 diplomatas russos e as suas famílias - 48 da embaixada de Moscovo em Washington e 12 da missão russa nas Nações Unidas - ordenados a deixar o país dentro de uma semana. 

Além disso, Washington ordenou o desligamento do consulado russo na cidade de Seattle, Washington. Este passo foi justificado sob o pretexto de que estava muito próximo de uma base submarina dos EUA e das usinas da Boeing, supostamente representando algum tipo de ameaça militar. 

Afirmando o uso pela Rússia de “uma arma química de nível militar em solo do Reino Unido” como um facto, um comunicado divulgado pela Casa Branca na segunda-feira descreveu esse suposto acto como “o mais recente padrão de actividades desestabilizadoras em todo o mundo”. 

Entre essas "actividades desestabilizadoras" está o apoio de Moscovo ao governo do presidente Bashar al-Assad na Síria, onde a Rússia forneceu apoio aéreo às forças do governo para invadir uma das últimas grandes fortalezas dos "rebeldes" islâmicos no subúrbio de Damasco, Ghouta Oriental, sinalizada como um grande reverso para a guerra de sete anos apoiada pelos EUA para a mudança de regime. 

Na semana passada, o principal comandante dos EUA no Afeganistão, o general John Nicholson, acusou a Rússia de fornecer ajuda e armas aos Taliban, alegações que Moscovo descreveu como "absolutamente sem fundamento" e "sem sentido". 

A realidade é que, do Médio Oriente à Europa Oriental e à Ásia Central e do Sul, a existência contínua da Rússia representa um obstáculo ao esforço do imperialismo dos EUA para afirmar a sua hegemonia global por meios militares. É por isso que Washington pulou sobre o assunto da suposta tentativa de assassinato de Skripal e da sua filha e juntou-se a Londres para pressionar as outras potências europeias a alinharem-se. 

Londres começou as expulsões, ordenando que 23 diplomatas russos deixassem o país. Moscovo retaliou expulsando 23 diplomatas britânicos. As expulsões ordenadas pelas outras potências europeias na segunda-feira, no entanto, eram de carácter maioritariamente simbólico, com a Alemanha e a França cada uma ordenando a saída de quatro diplomatas russos, o mesmo número visado pelo Canadá. A excepção foi o governo virulento anti-russo da Ucrânia, que expulsou 13 diplomatas russos. 

Apesar das expressões de solidariedade e unidade contra o alegado crime russo, há profundas divisões dentro da aliança da OTAN sobre as relações com Moscovo. A Alemanha forjou laços comerciais mais estreitos com a Rússia, particularmente em relação ao gás natural e petróleo bruto da Rússia, com o apoio de Berlim ao gasoduto Nord Stream II que duplicaria o fornecimento de gás da Rússia à Alemanha. 

O caso Skripal está a ser utilizado por Washington e Londres para contrabalançar os movimentos de Paris e Berlim para o desenvolvimento de uma aliança militar europeia independente, contraposta à OTAN dominada pelos EUA. Apesar das declarações formais de solidariedade ao Reino Unido, as divisões dentro da Alemanha e da França quanto à posição da linha-dura contra a Rússia permanecem profundas. 

Moscovo, entretanto, ameaçou levar a cabo medidas defensivas contra todos os países que expulsem o seu pessoal diplomático. 

“Expressamos um protesto decisivo sobre a decisão tomada por vários países da UE e da OTAN de expulsar diplomatas russos. Haverá uma resposta equivalente. Vamos trabalhar nos próximos dias e dar a nossa resposta em relação a cada país ... Consideramos este passo como hostil e não servindo as responsabilidades e interesses de estabelecer as causas e encontrar os autores do incidente que ocorreu a 4 de Março em Salisbury ”, disse o Ministério do Negócios Estrangeiros da Rússia num comunicado. 

O embaixador da Rússia nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, disse à imprensa na segunda-feira: “O que os EUA estão a fazer hoje é destruir o pouco que resta das relações russo-americanas. Toda a responsabilidade pelas consequências da destruição das relações russo-americanas cabe aos EUA ”. 

Ele acrescentou que "não há uma única evidência da interferência da Federação Russa na investigação do caso como tal, ou do envolvimento da Rússia na tragédia ocorrida em Salisbury". 

O ministro da defesa da Grã-Bretanha, Gavin Williamson, que recentemente respondeu às negações de Moscovo nas acusações do Reino Unido dizendo aos media que a Rússia deveria "sair e calar a boca", proferiu um discurso provocativo na Estónia, onde as tropas britânicas estão posicionadas como parte da expansão da OTAN até à fronteira da Rússia. "A paciência do mundo está a esgotar-se com o presidente Putin e as suas acções", disse ele. 

Entretanto, em Washington, os principais democratas responderam às mais recentes medidas anti-russas tomadas pelo governo Trump, denunciando o presidente dos EUA por não ir longe o suficiente em termos de provocações contra Moscovo. 

O congressista democrata Eliot Engel, o democrata do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, disse que a expulsão dos diplomatas russos é uma "demonstração bem-vinda da unidade e solidariedade do Ocidente" e afirmou que "no futuro veremos mais esforços conjuntos para contrariar a agressão russa ”. 

Engel acrescentou, no entanto, que a acção dos EUA apenas ressaltou “a fraca resposta do governo ao ataque da Rússia aos Estados Unidos”, referindo-se às alegações de “intromissão” russa na eleição presidencial de 2016 nos EUA. 

Falando por partes decisivas dentro da CIA e de outras agências militares e de inteligência dos EUA, a oposição de democratas como Engel a Trump está enraizada principalmente nas diferenças sobre a estratégia imperialista dos EUA. Eles estão a pressionar por um confronto militar com a Rússia, mais cedo ou mais tarde.

Traduzido por Paulo Ramires

wsws.org

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