SOMOS DO ESPAÇO NÃO-SOCIALISTA E ANDRÉ VENTURA NÃO NOS REPRESENTA: PERSONALIDADES DA DIREITA MODERADA APOIAM SEGURO
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domingo, 25 de janeiro de 2026

SOMOS DO ESPAÇO NÃO-SOCIALISTA E ANDRÉ VENTURA NÃO NOS REPRESENTA: PERSONALIDADES DA DIREITA MODERADA APOIAM SEGURO

"Entendemos que André Ventura não nos representa. Rejeitamos tanto o estilo como a substância, a manifesta falta de sentido de Estado, e o divisionismo que o candidato anuncia ao dizer desde já que não pretende ser o Presidente de todos os portugueses", lê-se.


Por Rita Dinis

Um grupo de personalidades da área não-socialista, do espaço político da direita moderada, assinaram uma carta de apoio a António José Seguro rejeitando a ideia de que a escolha, no dia 8 de fevereiro, será entre esquerda e direita. "Em 1986, os portugueses escolheram entre um moderado de esquerda e um moderado de direita, em 2026 enfrentam-se um candidato do centro-esquerda e outro das direitas radicais", lê-se na carta, que conta com centenas de subscritores.

Entre os subscritores estão nomes como Pedro Mexia, Pacheco Pereira, José Eduardo Martins, João Maria Jonet, Francisco Mendes da Silva, Diogo Feio, Arlindo Cunha, Henrique Raposo ou Carlos Carreiras. Pelas 14h55 deste sábado, a página da internet contava com mais de 700 assinaturas. Adolfo Mesquita Nunes, António Capucho, António Lobo Xavier, António Nogueira Leite, Daniel Proença de Carvalho, Duarte Marques, Filipa Roseta, Miguel Frasquilho, Teresa Violante e Tiago Pitta e Cunha são outros nomes que também subscrevem esta posição de apoio à candidatura de António José Seguro.

Intitulados "Não-socialistas por Seguro", os subscritores recusam a ideia que tem sido defendida por André Ventura de que o confronto eleitoral será entre o bloco das esquerdas e o das direitas, que Ventura classifica de o bloco "não-socialista". "Entendemos que André Ventura não nos representa. Rejeitamos tanto o estilo como a substância, a manifesta falta de sentido de Estado, e o divisionismo que o candidato anuncia ao dizer desde já que não pretende ser o Presidente de todos os portugueses", lê-se.

"O candidato André Ventura é, além do mais, o mesmo que, no partido que fundou e dirige, apresentou propostas inconstitucionais, discriminatórias ou atentatórias da dignidade humana, como confinamentos étnicos, sanções penais degradantes, a hipótese do regresso à pena de morte, a cidadania portuguesa concedida a título revogável, a proibição de críticas à magistratura, a estigmatização de comunidades imigrantes, um securitarismo de razia, a continuação às avessas das guerras culturais, a velha tentação censória, o alinhamento com autocratas e governos autoritários. Por estas e outras razões, André Ventura não apresenta condições objetivas nem subjetivas para exercer o mais alto cargo do Estado", continua a ler-se na missiva.

Para os subscritores, maioritariamente personalidades do PSD ou CDS, ou sem filiação partidária, António José Seguro mostrou na campanha eleitoral que "evita o faccionismo e a ofensa" e "tem um percurso político de moderação, honestidade e dignidade". É nesse sentido que apelam ao voto em Seguro, mesmo sabendo que têm "discordâncias ideológicas" em relação ao ex-secretário-geral socialista. "Temos decerto discordâncias ideológicas, mas sabemos que António José Seguro não atentará contra os valores democráticos e humanistas, nem contra os direitos, as liberdades e as garantias dos cidadãos", rematam.


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