A BARBÁRIE FARDADA CONTRA CRISTO: O ULTRAJE DE DIBIL E A FACE OCULTA DAS IDF
O República Digital faz todos os esforços para levar até si os melhores artigos de opinião e análise, se gosta de ler o RD considere contribuir para o RD a fim de continuar o seu trabalho de promover a informação alternativa e independente no RD. Apoie o RD porque ele é a alternativa portuguesa aos média corporativos.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

A BARBÁRIE FARDADA CONTRA CRISTO: O ULTRAJE DE DIBIL E A FACE OCULTA DAS IDF

A destruição gratuita de uma imagem de Cristo por um soldado israelita no Sul do Líbano não é um erro isolado, mas o reflexo de uma cultura de impunidade que despreza o sagrado e a dignidade das populações civis.


DIBIL, LIBANO — As imagens que percorrem o mundo não deixam margem para o benefício da dúvida ou para o exercício da complacência. Na aldeia cristã de Dibil, sob o olhar passivo dos seus superiores, um soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF) foi filmado a empunhar uma marreta para decapitar uma estátua de Jesus Cristo. O acto, de uma violência simbólica atroz, é a prova provada de que a disciplina militar de que Israel tanto se gaba não passa de uma fachada conveniente.

A Anatomia do Ódio

Não se trata aqui de um "incidente lamentável", como a retórica oficial de Telavive tenta agora fazer crer. Trata-se de um acto de iconoclastia pura e deliberada, perpetrado num santuário residencial, num momento em que a população já se encontra flagelada pela guerra. Ver um soldado fardado, representante de um Estado que se diz a "única democracia do Médio Oriente", a investir com fúria contra um símbolo universal de paz, revela um vazio moral que nenhuma investigação interna poderá colmatar.

As desculpas apresentadas pelo Ministro Gideon Sa'ar soam a falso e chegam tarde. São palavras vazias destinadas a conter o prejuízo diplomático perante o Vaticano e a comunidade internacional, mas que não apagam a realidade do terreno: as IDF actuam, demasiadas vezes, como uma força de ocupação que se sente acima de qualquer lei humana ou divina.

Impunidade e Cumplicidade

A reacção das chefias militares, que classificam o acto como "inconsistente com os valores esperados", é um insulto à inteligência de quem assiste ao sistemático desrespeito pelos direitos fundamentais no Sul do Líbano. Se a disciplina fosse, de facto, um pilar nestas tropas, um soldado não se sentiria autorizado nem impune para filmar e partilhar o seu próprio crime de ódio religioso.

A promessa de "restaurar a estátua" é o culminar do cinismo. Não se restaura com cimento e tinta a honra de uma comunidade ferida no seu âmago, nem se limpa com ouro a nódoa de uma farda que, em Dibil, se cobriu de desonra. O que aconteceu naquela aldeia não foi um erro de percurso; foi a manifestação pública de um desprezo profundo por tudo o que não seja a sua própria força bruta.

Condenação internacional

A condenação internacional expõe o isolamento de um Governo que tenta agora limpar com desculpas cínicas e promessas de restauro a nódoa indelével de um crime de ódio que fere a consciência de milhões e demonstra que em Dibil o que foi golpeado foi a própria essência da convivência humana.


Fontes: Várias

Tradução RD







Sem comentários :

Enviar um comentário

Apoie o RD

Enter your email address:

Delivered by FeedBurner