TRUMP E NETANYAHU: AS FISSURAS DE UMA ALIANÇA ESTRATÉGICA
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quarta-feira, 3 de junho de 2026

TRUMP E NETANYAHU: AS FISSURAS DE UMA ALIANÇA ESTRATÉGICA

Segundo várias fontes norte-americanas e europeias, Donald Trump terá protagonizado uma conversa telefónica particularmente tensa com Benjamin Netanyahu, na sequência da escalada militar israelita no Líbano.


O alegado telefonema entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu revelou um nível de tensão raramente visto entre Washington e Telavive. Segundo diversas fontes citadas pela imprensa internacional, Trump terá perdido a paciência perante a continuação das operações militares israelitas no Líbano e o risco de estas fazerem fracassar os contactos diplomáticos com o Irão. De acordo com essas informações, o Presidente norte-americano terá gritado a Netanyahu: «Que raio estás a fazer?» ("What the f*** are you doing?") e, num tom ainda mais duro, afirmou: «Estás completamente louco. Estarias na prisão se não fosse por mim. Estou a salvar-te o couro. Agora toda a gente te odeia. Toda a gente odeia Israel por causa disto.» ("You're f****** crazy. You'd be in prison if it weren't for me. I'm saving your ass. Everybody hates you now. Everybody hates Israel because of this.").

Estas declarações que correspondam efectivamente ao conteúdo da conversa, elas representam uma crítica sem precedentes de um Presidente norte-americano a um primeiro-ministro israelita em tempo de guerra. Mais do que uma simples divergência táctica, as palavras atribuídas a Trump reflectem a crescente preocupação com o isolamento internacional de Israel, o impacto humanitário das operações militares e o desgaste político provocado pela estratégia seguida pelo governo de Netanyahu.

O episódio demonstra igualmente que as críticas à actuação do governo israelita já não se limitam aos seus adversários tradicionais. Mesmo entre aliados históricos de Israel surgem vozes que consideram que a escalada militar e o elevado número de vítimas civis estão a provocar danos profundos à imagem internacional do país e a comprometer esforços diplomáticos mais vastos no Médio Oriente


Fonte: Euronews



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