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segunda-feira, 15 de abril de 2013

A AUSTERIDADE FACILITA A FRAGMENTAÇÃO DA EUROPA QUE A LEVARÁ AO FIM DO EURO E ARRISCA TODO O PROJECTO EUROPEU COM CONSEQUÊNCIAS AINDA IMPREVISÍVEIS

A AUSTERIDADE FACILITA A FRAGMENTAÇÃO DA EUROPA QUE A LEVARÁ AO FIM DO EURO E ARRISCA TODO O PROJECTO EUROPEU COM CONSEQUÊNCIAS AINDA IMPREVISÍVEIS


Os sete anos que Portugal beneficiaram para pagar os juros de empréstimos, significam um acréscimo dos juros sobre a divida que Portugal terá de pagar, e que correspondem a 6,3 milhões de euros ao fim de 20 anos, o que perfaz um total de 68,8 mil milhões de euros em vez dos 62,4 mil milhões.

Os sete anos que Portugal [e a Irlanda] beneficiaram para pagar os juros de empréstimos, não são assim uma alivio tão grande como o que tem sido anunciado pela comunicação social, ainda que se traduzem em beneficio para as empresas e para a economia e facilite o regresso aos mercados, no entanto esses sete anos de aumento da maturidade significa um acréscimo dos juros sobre a divida que Portugal terá de pagar, e que correspondem a 6,3 milhões de euros ao fim de 20 anos, o que perfaz um total de 68,8 mil milhões de euros em vez dos 62,4 mil milhões. Esses juros são pagos a 3% com uma maturidade de 13 anos - isto se o acordo se manter com a troica - ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e ao Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEF). Nas obrigações a 10 anos os juros estão a 6,3% o dobro do que é acordado com a troica. Mesmo assim, Portugal [tal como a Grécia] terá de pagar 20 mil milhões em divida entre 2015 e 2021, sendo que o resgate engloba 7 mil milhões em 2016 e 8,7 mil milhões em 2012.

 Perante estas obrigações, Portugal enfrenta ainda uma divida no valor total de 207 703 milhões de euros em 2013, correspondendo a 122,4% do PIB (Mais elevada só a Grécia e a Itália) e com tendência a subir. A par disto existe também preocupação com o défice e que actualmente se encontra nos 6,4%, um dos critérios de compromisso com o Eurogrupo e o Ecofin, o que obriga aos cortes brutais a serem feitos nas despesas do estado, já que por via das receitas está fora de questão devido à decisão do tribunal constitucional.

São cerca 1326 milhões de euros de acordo com a 7ª revisão do programa de ajustamento da troica. Destes cortes serão 600 milhões de euros aplicados aos ministérios e o restante, à Segurança Social, Saúde, Educação e Empresas Públicas. Fala-se ainda numa TSU para pensionistas, algo imoral e degradante e o aumento da idade de reforma para os 67 anos. Ora o impacto de estas medidas de austeridade - assim decididas pela ortodoxia alemã com o apoio de outros países satélites - porque existem outras, têm efeitos completamente recessivos - ou mesmo de espiral recessiva - na economia portuguesa, impedindo o crescimento económico, e provocando um brutal desemprego gerado quer pelo facto de a economia não crescer como devido aos cortes ilógicos na despesa do estado, estas politicas têm efeitos complexos e inversos ao que supostamente se pretende, pois, aumenta a própria divida pública através do acréscimo da despesa da segurança social por exemplo.

Estou convencido que isto se deve a um crença ideológica fanática, paranóica e cega sem qualquer interesse pela constatação do resultado prático, só assim se explica a continuação dos discursos de que estas medidas se devem aplicar para desenvolver o crescimento e económico e o desemprego. Eu diria mesmo loucura ideológica na consolidação das contas públicas. Todavia a situação quer de Portugal ou de outros países, curiosamente todos do sul à excepção da Irlanda, não é brilhante, não se sabendo mesmo como lidar com este problema, assim não admira que venham a surgir muitas pessoas como Mário Soares a defender pagar a divida, porque de facto ela é impagável, e diz Soares nada aconteceu com a Argentina por não ter pago.

Mas se a dívida não for paga, Portugal sai do Euro e se o mesmo suceder a outros países como a Grécia, mas ainda pior como a Itália, então o Euro teria certamente o seu fim, o que colocaria o projecto europeu em grandes duvidas. Penso que os Eurobonds deveriam ser criados de futuro e avançar-se numa solução federalista, mas esta solução só é viável com uma democracia muito forte em todas as instituições europeias, harmonização fiscal e cooperação económica e social na União, criação de politicas de crescimento e emprego. Como não estou a ver que isto mude enquanto esta coligação de direita conservadora se mantiver na Alemanha: A coligação da CDU (União Democrata-Cristã) e a CSU (União Social Cristã), pode mesmo estar em causa se o o partido de Angela Merkel insistir na ajuda a outros países, portanto estamos completamente reféns do governo alemão e assim não pode ser, os responsáveis políticos alemãs terão de recuar nesta fracassada politica de austeridade, isto com o euro bem forte, ou será um Super Marco ? Repare a moeda única está de acordo com as economias do norte europeu e nada de acordo com as economias do sul e isto levanta muitas questões. A outra questão é o papel do Banco Central Europeu que tem feito um papel muito limitado sem poder colocar moeda no mercado.





                                                                                                                                                              



 

 


PSY, AUTOR DO SUCESSO DE GANGNAM STYLE LANÇA AGORA GENTLEMAN

PSY, AUTOR DO SUCESSO DE GANGNAM STYLE LANÇA AGORA GENTLEMAN


Após o sucesso de "Gangnam Style",o video mais visto de sempre no Youtube, o seu autor PSY, lançou agora um novo single chamado "Gentleman" que foi apresentado durante um concerto em Seul, com uma nova coreografia, alguns já dizem que a nova musica pode ajudar a desanuviar o clima de tensão que se vive na península coreana.








COREIA DO NORTE: "E AGORA ?", EM TRÊS CENÁRIOS

As ameaças de guerra por parte da Coreia do Norte não são novidade. Menos usuais são a intensidade e persistência com que Pyongyang o está a fazer desta vez. A isto soma-se um líder de 29 anos, com o poder subitamente nas mãos. Confira o que pode seguir-se, em três cenários


A Coreia do Norte continua a subir de tom nas ameaças, fazendo entender que estará iminente um ataque nuclear. Na semana passada, dava o dia 10 como o último dia em que podia garantir a segurança dos diplomatas, por exemplo. 

O responsável pela cadeira da Ásia e Japão no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, da Universidade norte-americana de Georgetown, Michael Green, traçou à CNN três cenários possíveis:

1. O que Kim Jong Un espera :
 
Com este clima de tensão, os mercados financeiros da Coreia do Sul caem a pique. Os líderes chineses entram em pânico com a instabilidade na sua fronteira. Os EUA querem desesperadamente 'despachar' o problema da Coreia do Norte, para poderem lidar com a crise no Irão. Pyongyang  propõe negociações para um tratado de paz que ponha um fim formal à guerra da Coreia, mas exige, para isso, a suspensão das sanções internacionais de que é alvo. Washington, Seul e Tóquio concordam... mas a Coreia do Norte continua o processo de produção de armas nucleares, à base de urânio, em instalações subterrâneas e secretas.

Um ano depois, testam uma ogiva mais sofisticada. Pyongyang exige então o fim das restantes sanções internacionais, o reconhecimento como um legítimo estado nuclear e uma reunião na capital norte-coreana com o Presidente americano Barack Obama.

Para dar força à sua ameaça, a Coreia do Norte bombardeia várias ilhas do Sul e ameaça usar as suas novas armas nucleares.

A crise recomeça, mas com uma Coreia do Norte mais perigosa. 

2. O que EUA, Coreia do Sul e Japão esperam: 

A imprevisibilidade de Kim faz finalmente o seu maior aliado, a China, virar costas ao regime. 
Quando Pyongyang subir o tom das ameaças, Pequim corta o abastecimento de petróleo em 50 por cento.

A Coreia do Norte concorda em assinar uma moratória sobre testes de mísseis e armas nucleares e retoma as negociações sobre o fim do seu programa nuclear. 
Com isto, abrem-se fissuras no regime.

3. O que ninguém quer:

A estratégia de Kim Jong Un falha e as potências mundiais continuam ser reconhecer a Coreia do Norte como um legítimo possuidor de armas nucleares.

Prosseguem as ameaças para aterrorizar a Coreia do Sul e a China continua a elogiar o "bom comportamento" de Pyongyang. O líder aprova um ataque contra as montanhas desabitadas nos arredores de Seul. O Sul responde e Pyongyang ataca com artilharia mais pesada e mísseis. Os EUA aliam-se à Coreia do Sul. O conflito acaba com a derrota da Coreia do Norte e a queda do líder. Onde estamos agora? Algures entre o primeiro e o seguro cenário, acredita Michael Green.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

RICHARD KOO: TODA A CRISE NA EUROPA COMEÇOU COM UM RESGATE DA ALEMANHA POR PARTE DO BCE

RICHARD KOO: TODA A CRISE NA EUROPA COMEÇOU COM UM RESGATE DA ALEMANHA POR PARTE DO BCE

RICHARD KOO: THE ENTIRE CRISIS IN EUROPE STARTED WITH A BIG ECB BAILOUT OF GERMANY
 

Joe Weisenthal

richard kooGreat note from Nomura's Richard Koo, looking at the so-called "competitiveness problem" of the Southern European nations.
Rather than some inherent problem found there, Koo says that what happened is that after the 2000 tech bubble collapsed (a bubble which Germany shared heavily in) the ECB used exceptionally loose monetary policy to stimulate the economy, so that Germany wouldn't have to revive its economy via fiscal policy.
This didn't do much domestically in Germany (which was suffering from a balance sheet recession) but did really rev up the bubbles in the periphery, causing the boom in imports from Germany, thus putting the periphery in debt, and boosting Germany's export sector, rescuing it from the post-tech-bubble funk.
Says Koo:
The countries of southern Europe, which had not participated in the IT bubble, enjoyed strong economies and robust private- sector demand for funds at the time. The ECB’s 2% policy rate therefore led to sharp growth in the money supply, which in turn fueled economic expansions and housing bubbles.

Wages and prices increased... leaving those countries less competitive relative to Germany.
In short, the ECB’s ultra-low policy rate had little impact in Germany, which was suffering from a balance sheet recession, but it was too low for other countries in the eurozone, resulting in widely divergent rates of inflation.

As Germany became increasingly competitive relative to the strong economies of southern Europe, exports grew sharply and  pulled the nation out of recession. Germany’s trade surplus quickly overtook those of Japan and China to become the world’s largest, with much of the growth fueled by exports to other European markets.

ECB, not southern Europe, responsible for competitiveness gap

In 2005, I told a senior ECB official that it was unfair to force other countries to rescue Germany by boosting their economies with loose monetary policy without requiring Germany to administer fiscal stimulus, when it was Germany that had become so deeply overextended in the bubble. The official responded that that is what a unified currency means: because Germany could not be granted an exception on fiscal stimulus, the only option was to lift the entire region with monetary policy.
In other words, there would have been no need for such dramatic easing by the ECB—and hence no reason for the competitiveness gap with the rest of the eurozone to widen to current levels—if Germany had used fiscal stimulus to address its balance sheet recession.
The creators of the Maastricht Treaty made no provision for balance sheet recessions when drawing up the document, and  today’s “competitiveness problem” is solely attributable to the Treaty’s 3% cap on fiscal deficits, which placed unreasonable demands on ECB monetary policy during this type of recessions. The countries of southern Europe are not to blame.
Nailed it.

Business Insider

quinta-feira, 4 de abril de 2013

SERÁ QUE VAMOS TER O MAPA COR DE ROSA DO ATLÂNTICO ? POR JOSÉ MANUEL NETO SIMÕES

SERÁ QUE VAMOS TER O MAPA COR DE ROSA DO ATLÂNTICO ?

 

Debate Defesa Nacional
José Manuel Neto Simões

O Ministro da Defesa Nacional (MDN) tem vindo a desenvolver iniciativas no âmbito do reforço da cooperação bilateral com Espanha na área da defesa. Os dois Governos comprometem-se a "identificar projectos e actividades conjuntas" no âmbito da iniciativa da NATO Smart Defence e da Política Comum de Segurança e Defesa da UE.

Aquela iniciativa, relacionada com a partilha e desenvolvimento de capacidades multinacionais conjuntas, visa racionalizar as despesas da defesa corno resposta à crise financeira: "Fazer melhor com menos recursos", cuja eficácia é discutível.

Contudo, o MDN foi mais "ambicioso" e lançou o repto de uma política de defesa conjunta com Espanha, no ciclo de conferências dedicado à revisão do Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN), cuja aprovação devia merecer maior consenso da nação.

O CEDN é estruturante da Política de Defesa Nacional (PDN) e decorre dos objectivos permanentes do Estado, onde se devia incluir a extensão da Plataforma Continental (PC) pelos seus recursos. Mas, inexplicavelmente, desvalorizada no documento aprovado.

Estão em análise iniciativas em algumas áreas que poderão ser vantajosas para Portugal, mas nunca a utilização de meios espanhóis e cooperação específica ao nível da segurança e vigilância marítima.

Aquele tipo de apoio — mesmo com o argumento da crise financeira — constitui transferência de soberania inadmissível. E as agências internacionais poderão interpretar como sinal de incapacidade de Portugal e das suas FA, comprometendo a aprovação da candidatura à extensão da PC apresentada na ONU.

É imperativo nacional controlar e defender o nosso espaço geográfico. Só com segurança se desenvolve a normal actividade económica (security e safety). Curiosamente, as características arquipelágicas e área do território - o espaço marítimo será equivalente a 40 vezes o território nacional (idêntico à Índia), sendo 97% de natureza marítima —, onde passa a maioria do tráfego marítimo da nossa economia, não são consideradas como racional no redimensionamento e apetrechamento das FA. É sabido que onde houver vazio, alguém o irá ocupar. Se outro país (Espanha ou EUA) assumir esse controlo, haverá uma perda de soberania que não dignifica Portugal.

Com o eventual apoio de Espanha, no âmbito na vigilância dos espaços marítimos, poderá estar aberto um precedente insanável na reclamação sobre as nossas áreas de responsabilidade, por falta de capacidade de as controlar e vigiar. Importa lembrar a história e o que nos aconteceu em África no final do século XIX, que resultou na Conferência de Berlim.

Com a oposição de Espanha ou influência de países como a Alemanha não conseguiremos a validação da PC. Será que vamos ter o mapa cor-de-rosa do Atlântico? Estando a Alemanha a evoluir na consolidação de um poder continental — com EUA a mudarem influência para Ásia-Pacífico — pretende manter os países do Sul na sua esfera de influência, garantindo posições que assegurem o acesso marítimo ao continente.

A Alemanha está a conseguir alargar as suas fronteiras, conseguindo, pela via económica, aquilo que não conseguiu pela guerra, com Hitler. Esta enorme alteração geoestratégica pode condicionar Portugal, quando o país pretende utilizar o mar como seu principal potencial estratégico.

As relações de cooperação com a Espanha têm vindo a ser reforçadas. Todavia, a nossa liberdade de actuação não pode ser condicionada por essa ligação porque as relações entre Estados são regidas por interesses. A tendência histórica espanhola tem sido a de absorver — agressivamente ou subtilmente e de forma pacífica — a nação portuguesa. As intensas disputas pelo controlo das rotas marítimas vêm desde o século XV. Ainda hoje existe com Portugal o diferendo sobre a soberania das ilhas Selvagens.

A cooperação no âmbito da segurança marítima deverá ser ao nível multilateral, tendo em conta que o enquadramento militar internacional de Portugal é a NATO e a UE. Nesse quadro, é reconhecido: "A regionalização da defesa na Europa e, concretamente, na Península Ibérica só é benéfica para Portugal se aceite no plano estratégico da NATO".

É inaceitável confundir a segurança cooperativa — esforço colectivo privilegiado numa lógica multilateral sem comprometer interesses nacionais que são inalienáveis — com a partilha de custos na defesa ao nível ibérico, que aumentam as nossas vulnerabilidades. A utilização de capacidades partilhadas pode colidir com interesses dos dois países e inviabilizar a nossa capacidade de intervenção militar.

O Governo tem evidenciado uma visão estritamente economicista da Segurança Nacional. Mas a crise não pode comprometer as funções de soberania e não devem estar condicionadas por agendas políticas fixadas aleatoriamente ou apenas em função de critérios financeiros ou estranhos ao interesse nacional. A quem interessa uma crise de segurança?

Para que serve o CEDN, se não for um documento de orientação político. estratégico que melhor sirva os interesses de Portugal, sem sofismas, tendo em conta o ambiente estratégico prevalecente e previsível?

As FA têm que estar organizadas e preparadas, em tempo, para cumprir as missões atribuídas pelo poder político. Para isso, são necessárias capacidades militares - que assegurem o sistema de forças com coerência operacional -, com meios e a efectivos necessários, de acordo com o nível de ambição estabelecido, sem demagogia, assumindo os riscos. É imprescindível a a capacidade autónoma para executar as operações de protecção de soberania, controlo de recursos e apoio à diplomacia (resposta a crises e compromissos internacionais e evacuação de cidadãos)

Por outro lado, a limitação dos meios da é Marinha ganha relevância com o aumento o da PC - renovação indispensável para cumprimento das missões que interessam ao país. Os navios atribuídos à fiscalização da Zona Económica Exclusiva (ZEE) têm 40 anos e elevados custos de manutenção. Deve ser ponderada a condenação do Estado em tribunal por "clara omissão ilícita", pela ausência de fiscalização na ZEE.

Concluindo, é evidente a falta de racionalidade que preside à forma como os líderes políticos têm conduzido processos estrategicamente decisivos para o futuro de Portugal. E, dificilmente, a ONU reconhecerá a soberania de um território e (PC) com imensos recursos se não tivermos capacidade para o explorar e controlar. Espera-se que haja articulação entre o CEDN, os meios e os recursos necessários às EA, que são o único instrumento para a salvaguarda da soberania e interesses nacionais.

A grave crise que o país enfrenta exige ao Governo ponderação — com sentido de Estado — dos reflexos de determinadas decisões sobre a Segurança Nacional. O Estado não estará em condições de cumprir o essencial, se não tiver capacidade de assegurar com credibilidade as funções de soberania.

José Manuel Neto Simões
Capitão-de-fragata (Res)




ZONA ECONÓMICA EXCLUSIVA E PLATAFORMA CONTINENTAL

Portugal possui uma Zona Económica pi Exclusiva (ZEE) equivalente a 20 vezes o ne território terrestre — a 3ª mais extensa da UE e 11ª maior área a nível mundial — e a sua dimensão corresponde à superfície terrestre ocupada pela Espanha, França, Itália e Alemanha. O espaço marítimo, resultante da fusão da ZEE e da extensão da Plataforma Continental (PC), a ser aprovado pela ONU, será equivalente à dos países da tu UE (ou Índia). Ou seja, mais de 40 vezes me o território nacional, passando 97% do território a ser de natureza marítima.

 As explorações da PC revelaram que a maior riqueza de Portugal está no fundo da sua plataforma Continental marítima. Espécies marinhas raras para a utilização em medicina de ponta e farmacologia, bem como elevada probabilidade de existência de hidrocarbonetos, gás natural ou até metano, minérios a extensa em estado de elevada pureza e fontes hidrotermais. Os teores dos metais que se encontraram apontam para cobalto, níquel, cobre, ferro, existindo muito ferro, mas também ouro, prata e uma série de metais raros.

O mar é o principal potencial estratégico para o desenvolvimento sustentado de Portugal. Os seus recursos, representam actualmente apenas cerca de 2 a 3 % do PIB, sendo possível aumentar o seu impacto para 6% a 8% podendo vir a representar 15 a 20 mil milhões de euros É este importante território marítimo que exige ao nível do Estado capacidade para vigiar e controlar, assegurando a exploração económica em segurança, face às ameaças identificadas.

Os navios da Marinha atribuídos à fiscalização da ZEE têm 40 anos e elevados custos de manutenção. Dos seis novos Patrulhas Oceânicos (NPO) previstos em 2009, apenas foram entregues dois navios (um ainda não se encontra operacional). Salienta-se também a busca e salvamento da Marinha com a Força Aérea numa área 63 vezes a do território nacional (2ª maior a seguir ao Canadá). Esta área vai até Cabo Verde, tendo como país limítrofe os EUA. Como as FA têm missões que ultrapassam o território continental e se projectam em zonas com enormes dimensões, isto deverá ter reflexos na sua dimensão, em especial na Marinha e Força Aérea. As FA deverão estar equipadas de forma adequada, para cumprimento das missões de salvaguarda dos interesses inalienáveis do País.

Fonte: Público

domingo, 31 de março de 2013

COREIA DO NORTE O QUE ESTÁ EM CAUSA, UMA ANÁLISE DE PAULO RAMIRES



A tensão na Ásia tem vinda a subir, por responsabilidade da Coreia do Norte que tem vindo a ameaçar a Coreia do Sul e os EUA com misseis nucleares, ora esta é a informação que está a passar nas cadeias de televisão e imprensa do ocidente, levanto muito gente a ter um percepção bastante errado sobre o que está em jogo na Ásia, e este conflito que pode ser bastante perigoso e causar uma guerra nuclear na região deve ser explicada aos portugueses com responsabilidade e rigor.

Em Novembro de 2012 quando Barack Obama visitou 3 nações no sudeste asiático durante 4 dias - Tailândia, Cambodja e Myanmar e depois a Austrália, ele disse que vinha para aumentar a influência na região e foi bem claro quando disse alto e em bom som que "Nos[EUA] estamos aqui para ficar", isto quando em outras visitas disse que iria se juntar às outras 5 nações que reclamam a exploração das reservas de petróleo e gás natural que se encontram no mar do sul da China. 

Para conter a China, os EUA resolveram usar um sistema anti-míssil, o Sistema Míssil Anti-Balístico dos EU que na verdade não é só de defesa pois pode servir de ataque, e logo altamente estratégico, isto com o pretexto da ameaça da Coreia do Norte, que de facto não é ameaça para os EUA, mas pode vir a ser para a Coreia do Sul se for provocada. Antes desta crise e da ameaça da Coreia do Norte aos EUA, o Secretário da Defesa Norte Americano, Chuck Hagel anunciou que o Pentagono irá expandir o numero de bases de misseis interceptares anti-balísticos na Ásia e Pacífico para aproximadamente 50 por cento até 2017. Outros destas bases de interceptores serão instaladas em Fort Greely no Alaska num total de 26 já instaladas[segundo diversas fontes]. Outras estão instaladas na Califórnia. 

Este aumento de tensão e instabilidade na Ásia e pacífico se deve pois a uma alteração de forças entre as potencias que actuam na região. Mas os EUA estão também a preocupar a Rússia instalando estas bases na Europa de leste neste caso sobre o pretexto de uma ameaça do Irão, e no Médio Oriente a mesma coisa. Hagel também anunciou que os EUA irão enviar adicionalmente um sistema de alerta imediato para o Japão, o sofisticado "X-band radar" com capacidade de detecção e monitorização de misseis balísticos. Já existe uma instalação no norte do Japão, esta está planeada para o sul. Ainda outro deste sistema será instalado no sudeste asiático possivelmente na Filipinas, ora o objectivo destas instalações não é exactamente para defender os países que alojam estes sistemas mas sim para dar vantagens geo-estratégicas no confronto com a China e a Rússia. 

Mas o confronto é ainda perigoso, dado que a marinha dos EUA aumentou o numero de misseis guiados "destroyers" da class Arleigh Burkenos mares da península Coreana e de baterias de misseis Patriot na Coreia do Sul. São dezenas de biliões de Dolares investidos neste sistema de mísseis anti-balisticos, somente para conter a ameaça da Coreia do Norte e o Irão, é absolutamente disparatado pensar-se tal coisa, o que está aqui em causa é colocar tanto a China como a Rússia numa situações de desvantagem militar e geo-estratégica, a chamada "primazia nuclear" e cercar tanto a China como a Rússia que consiste em ter a capacidade de lançar o primeiro ataque, de forma a destrui-lo primeiro evitando que este lance uma resposta ou que anule a eficácia da resposta. Ao continuar assim os EUA ariscam-se a desencadear uma situação complicada na região. Ameaçada, a Coreia do Norte, teve de reagir, mas não é do interesse da Coreia do Norte causar uma guerra, pois esta arriscava bastante a ser derrotada. Embora aliada da China, a Coreia do Norte tem vindo a ser um incomodo para certos sectores, assim como na Rússia existe preocupação. Mas na verdade o que Kim Jong-un pretende é ter uma boa posição negocial.





COREIA DO NORTE ANUNCIA QUE ESTÁ EM "ESTADO DE GUERRA" COM O SUL

 Norte-coreanos fazem manifestação de apoio ao governo do país nesta sexta-feira (29) (Foto: Jon Chol Jin/AP)


SEUL — O governo da Coreia do Norte anunciou neste sábado que está em "estado de guerra" com a Coreia do Sul, em uma nova ameaça que gerou uma onda de reações críticas e apelos por moderação para evitar uma catástrofe na problemática península coreana.

"A partir de agora, as relações intercoreanas estão em estado de guerra e todas as questões entre as duas Coreias serão tratadas segundo o protocolo adaptado à guerra", declarou o governo da Coreia do Norte em um comunicado atribuído a todos os organismos oficiais.

"A situação que prevalece há muito tempo, segundo a qual a península coreana não está em guerra e nem em paz, acabou", afirmou o texto divulgado pela agência oficial de notícias norte-coreana, KCNA.

O comunicado também adverte que qualquer provocação militar próxima às fronteiras terrestres ou marítimas entre o Norte e o Sul levará a "um conflito em grande escala e a uma guerra nuclear".
O governo também ameaçou fechar o complexo industrial binacional com a Coreia do Sul da localidade de Kaesong, a 10 quilômetros da fronteira.

O anúncio de Pyongyang é a mais recente de uma série de ameaças da Coreia do Norte, recebidas com duras advertências pela Coreia do Sul e pelos Estados Unidos e que preocupam o mundo.

Na sexta-feira, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ordenou o início dos preparativos para atacar com mísseis o território dos Estados Unidos e suas bases no Pacífico e na Coreia do Sul, em resposta aos voos de treinamento de bombardeiros americanos B-2, invisíveis a radares.

Em caso de provocação imprudente dos Estados Unidos, as forças norte-coreanas "deverão atacar sem piedade o (território) continental americano (...), as bases militares do Pacífico, incluindo Havaí e Guam, e as que se encontram na Coreia do Sul", declarou Kim, citado pela agência oficial.

Rússia pede "responsabilidade e moderação"

Em Seul, o Ministério de Unificação afirmou que as ameaças do Norte não são novas, e sim "mais um elemento em uma série de ameaças provocadoras".

Já o Ministério da Defesa sul-coreano indicou que não era observado movimento de tropas norte-coreanas perto da fronteira.

Os Estados Unidos declararam imediatamente após o anúncio que levam a sério estas novas ameaças.
"Vimos as informações sobre uma nova declaração não construtiva da Coreia do Norte. Levamos estas ameaças a sério e estamos em contato direto com nosso aliado sul-coreano", disse Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, na Casa Branca.

Por sua vez, a Rússia pediu neste sábado responsabilidade máxima e moderação das partes na península coreana para evitar que a escalada de tensões se torne um conflito armado.

"Esperamos que todas as partes mostrem responsabilidade máxima e moderação, e que ninguém cruze uma linha depois da qual não seja possível voltar atrás", disse Grigory Logvinov, responsável pela península coreana na chancelaria russa, citado pela agência Interfax.

Já a chancelaria francesa emitiu uma nota na qual pediu encarecidamente à Coreia do Norte que evite "novas provocações, que cumpra com suas obrigações internacionais, sobretudo no âmbito das resoluções pertinentes das Nações Unidas, e retome rapidamente o caminho do diálogo".

E o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, publicou um artigo no periódico Bild no qual pediu que a Coreia do Norte pare de brincar com fogo, reiterando a solidariedade da Alemanha com a Coreia do Sul.

A China já havia pedido na sexta-feira às partes interessadas "que façam esforços coletivos para resolver a situação".

"A paz e a estabilidade na península coreana são benéficas para todos", declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei.

Tecnicamente, as duas Coreias seguem em guerra desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.

A anulação do cessar-fogo abre, teoricamente, o caminho para uma retomada das hostilidades, mas, segundo os observadores, esta não é a primeira vez que a Coreia do Norte anuncia o fim do armistício.

O armistício foi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, e a ONU e a Coreia do Sul rejeitam uma retirada unilateral deste acordo por parte do Norte.

Na quinta-feira, em um contexto de escalada de tensões, dois bombardeiros B-2 sobrevoaram a Coreia do Sul, em uma forma de os Estados Unidos ressaltarem sua aliança militar com Seul em caso de agressão do Norte.

Pouco depois, o secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, disse que os Estados Unidos estão preparados para enfrentar qualquer eventualidade.


quarta-feira, 20 de março de 2013

RICARDO COSTA - TELEGRAMAS DE UM RESGATE

RICARDO COSTA - TELEGRAMAS DE UM RESGATE



É natural que qualquer pessoa que tenha dinheiro no banco fique muito preocupada com o que se está a passar em Chipre. A simples ideia de taxar por igual (embora progressivamente) todos os que têm depósitos é absurda. Apesar dos recuos das últimas horas - com os depósitos até 100 mil euros a poder ficar de fora ou ter uma taxa baixa -, a ideia continua a ser absurda e perigosa, pela absoluta quebra de confiança e pelo evidente perigo de contágio.

Mas, apesar de toda esta aparente loucura, há uma "razão" para que tudo isto se tenha abatido sobre Chipre. O pequeno Estado - que entrou na União Europeia por chantagem da Grécia - tem uma economia assente numa praça financeira que esconde uma lavandaria de dinheiro sujo, serve de domicílio fiscal a milhares de empresas que beneficiam de um IRC muito baixo e de uma total ausência de fiscalização. 

A conjugação destes fatores e o facto de pertencer à UE fizeram com que, de repente, os depósitos bancários em Chipre fossem oito vezes maiores que a sua economia. Ter dinheiro em Chipre era ter dinheiro na União Europeia, com baixos impostos e nenhuma fiscalização. Os russos perceberam isso e passaram a usar Chipre como plataforma para tudo, até para fazer chegar armas ilegalmente à Síria.
E o que é que isto tem a ver com Portugal? Pelo lado dos depósitos, nada. Pelo lado da punição, quase tudo. A Alemanha - a seis meses de eleições - mostra que não está disposta a facilitar a vida aos que "prevaricaram". E desta vez Merkel tem o SPD do seu lado. Sim, o candidato social-democrata apoia a punição a Chipre.

E é isso que deve preocupar os portugueses de forma clara e distinta. Não são os nossos depósitos que estão em causa. São as ideias de que vamos ter um caminho mais fácil para o ajustamento. Até às eleições alemãs não haverá sinais disso, como a sétima avaliação da troika mostrou. Depois logo se vê. A hora é ainda de punição. Não vale a pena ir a correr ao banco. Mas vale a pena perceber que quem tomou a decisão sobre Chipre são os mesmos que nos avaliam.


quinta-feira, 14 de março de 2013

ADESÃO DA CROÁCIA, FAZ-SE À CUSTA DA REPRESENTATIVIDADE DOS PAÍSES MÉDIOS, TENDO ESTES DE SACRIFICAR UM DEPUTADO PROVOCANDO ALGUMA INDIGNAÇÃO

ADESÃO DA CROÁCIA, FAZ-SE À CUSTA DA REPRESENTATIVIDADE DOS PAÍSES MÉDIOS, TENDO ESTES DE SACRIFICAR UM DEPUTADO PROVOCANDO ALGUMA INDIGNAÇÃO




O Parlamento Europeu aprovou um relatório - curiosamente no mesmo dia da eleição do papa - em que os países médios como Portugal que têm 22 deputados (tinha mais), ao todo são 11, terão de sacrifica 1 deputado, enquanto a Alemanha que têm imagine-se 99 deputado passa a ter 96, e a Espanha, Polonia, Reino Unido, França e Itália não perdem nenhum. Se as instituições europeias como o Parlamento Europeu, Comité Económico e Social, Concelho de Ministros e Comissão Europeia já funcionava bastante mal, não só na falta de um mínimo de democraticidade, mas também na questão da transparência, e na germanização de todas estas instituições. Este domínio destes grandes países contaram com a cumplicidade da França e Reino Unido. Ora isto parece e é inacreditável quando no mesmo momento em que a maioria dos cidadãos dos 27 países da União Europeia revela, em sondagens, um profundo desinteresse pelas eleições europeias. Os eleitores portugueses não fogem à regra: só cerca de 24% dos eleitores se mostram dispostos a votar. A União Europeia até poderá continuar a existir, mas arrastar-se-á numa triste vergonha em que trata as nações como se trata-se de regiões integrantes de um estado independente. Nesse caso até poderia-se falar 1 acento por votante, mas assim é completamente desonesto, lesivo e ofensivo para os restantes países. Mas o problema é bastante complexo, já que a austeridade imposta por estes euro-tecnocrátas e lideres tornaram a Europa irrespirável, surgindo movimentos de revolta por toda a Europa, em particular no sul.


O Expresso dava assim a noticia:

O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje um relatório que defende que Portugal e outros 11 países percam um representante em Estrasburgo para acomodar a adesão da Croácia à União Europeia, sem alterar o número total de eurodeputados. A decisão, que fará com que a partir de 2014 Portugal passe a ter 21 representantes europeus, tem agora que ser confirmada pelos governos dos 27.

Na sessão plenária que decorre em Estrasburgo, os parlamentares aprovaram por uma esmagadora maioria (536 a favor, 111 contra e 44 abstenções) a solução apresentada pela comissão dos assuntos constitucionais do PE para resolver este problema: encontrar 12 eurodeputados para a Croácia, que adere à união em julho, sem mexer no número total de eurodeputados (751) estabelecido pelo Tratado de Lisboa. A resposta foi "roubar" um lugar aos 12 países de média dimensão.

Paulo Rangel, um dos defensores da solução encontrada, considera o resultado "uma vitória para Portugal". "O que estava em cima da mesa era Portugal perder quatro ou três deputados, o que seria uma mudança tremenda e inaceitável", diz Rangel. Que considera que foi conseguida outra "vitória", ao ficar estabelecido que "só pode haver alterações substantivas do número de deputados de um país se houver alterações no Conselho", ao nível do peso relativo de cada país na tomada de decisões entre governos.

O deputado do PSD sustenta que "não havia outra forma" de resolver esta questão, pois aumentar em 12 o número de eurodeputados "não resolve": "O parlamento não pode aumentar cada vez que há uma adesão, até ao infinito, transformando isto numa espécie de congresso do partido comunista chinês ou de soviet supremo, em que há milhares e milhares de deputados e não existe qualquer praticabilidade".

O comunista João Ferreira defende, por seu turno, que teria sido possível encontrar uma solução que não prejudicasse Portugal, retirando eurodeputados aos países com uma maior representação no Parlamento Europeu, e lembra que Portugal quando aderiu à União começou por ter 25 parlamentares europeus: "é inaceitável que deputados portugueses do PSD e do PS aceitem mais esta redução do número de deputados, (...) que não é inevitável".

Para Ferreira esta é "uma questão vital para Portugal", pelo que o Governo, "que tem um poder de veto sobre esta decisão não pode deixar de o usar, se se vir confrontado com uma proposta que implique perda de deputados para Portugal".

Caso já estivesse em vigor nas últimas eleições europeias, realizadas em 2009, Rui Tavares não teria sido eleito para o PE. O eurodeputado independente foi eleito nas listas do Bloco de Esquerda, mas desvinculou-se do partido e da respectiva família política europeia (a Esquerda Unitária Europeia), integrando agora o grupo parlamentar dos Verdes.


Fonte: Expreso
A proposta saída da Comissão de Assuntos Constitucionais que determina a perda de um eurodeputado para Portugal já nas eleições do próximo ano está a ser recebida com ambiguidade pelos partidos nacionais com representação no Parlamento Europeu. PCP pede ao governo que chumbe esta proposta em Conselho Europeu, enquanto PS e PSD enaltecem os esforços negociais que fizeram que Portugal perdesse apenas um eurodeputado em vez de quatro.
Carlos Jalali, politólogo e professor na Universidade de Aveiro, considera que a redução terá efeitos para Portugal, apesar de 21 eurodeputados – em 2009, Portugal elegeu 22 e já elegeu 25 no passado – não ser um número baixo para um país médio (cerca de 10 milhões de habitantes) no Parlamento Europeu (PE). “Em termos teóricos, há sempre efeitos, já que quantos menos eurodeputados, menos representativo se torna o sistema” disse ao i o investigador, sublinhando que o efeito concreto pode ser sentido pelos partidos mais pequenos, com menos expressão eleitoral.
É este um dos receios do PCP. Ao i Inês Zuber, eurodeputada comunista, disse que “com menos um eurodeputado haverá sempre tendência a reduzir a representatividade dos partidos nacionais” em Bruxelas. Mas não é só a ideia dos partidos do centro (PS-PSD) recolherem mais votos nas próximas eleições – e por isso haverá menos partidos pequenos representados no PE – que preocupa os comunistas. “Ao perder um eurodeputado, o interesse nacional português fica pior representado” assegura Zuber que desafia o governo de Pedro Passos Coelho a não aceitar esta redução no Conselho Europeu – esta reorganização terá de ser aprovada por unanimidade por todos os Estados-membros.
(...)

Fonte I

segunda-feira, 11 de março de 2013

A VERDADE EXPLICADA SOBRE A SÍRIA - 1 MILHÃO DE REFUGIADOS AGORA E ESTE NÚMERO PODE TRIPLICAR ATÉ AO FIM DE 2013 DIZ ANTÓNIO GUTERRES, ALTO COMISSÁRIO PARA OS REFUGIADOS

A VERDADE EXPLICADA SOBRE A SÍRIA - 1 MILHÃO DE REFUGIADOS AGORA E ESTE NÚMERO PODE TRIPLICAR ATÉ AO FIM DE 2013 DIZ ANTÓNIO GUTERRES, ALTO COMISSÁRIO PARA OS REFUGIADOS
Campo de refugiados sírios na Turquia
Campo de refugiados sírios no norte da Jordania
Campo de refugiados sírios no Líbano


O vídeo abaixo refere que os refugiados "fogem do regime de damasco", na verdade é uma imprecisão, pois eles fogem do conflito que se intensificou da parte dos dois lados do conflito, fogem principalmente dos terroristas e mercenários recrutados pela acção de certos países ocidentais e pelas monarquia Árabes, que não hesitam matar civis - vídeos mostrando esses crimes não faltam na internet - e dos bombardeamentos das forças sírias que fazem não aos seu povo mas aos terroristas que acabam por afectar também a população síria.





via chartsbin.com

Este é um video com uma parte da explicação da situação na Síria, é muito importante vê-lo com atenção.




AFP Photo / Zac Baillie
Mercenários franceses segundo o site Russo, RT.com

Os números de refugiados têm vindo dramaticamente aumentando nos últimos dois meses mas particularmente nos últimos dias, isto sem que haja solução politica possível e haverá muitas duvidas que venha a haver pois de acordo com o planeado era mesmo destruir a Síria acordado entre vários estado, ora isto já estava decidido durante o mandato do presidenta Americano Jorge Bush Jr., e muita coisa teria de ser renegociada novamente entre as potencias com presença na região. No conflito na Síria mas de âmbito regional estima-se que já morreram acima de 70 000 pessoas e o órgão das NU, UNHCR diz que há mais de 400 000 refugiados sírios que têm vindo a aumentar ultimamente. Metade dos refugiados são crianças a maioria com menos de 11 anos. Em Dezembro havia 3 000 refugiados em media por dia, em Janeiro subiu para 5 000 e no mês passado (Fevereiro ) 8 000. E assim continuará. A maior parte dos refugiados deslocam-se para a Turquia, Líbano, Iraque, Jordânia, norte de África e Europa em menor escala. O custo com os refugiados ronda os 1.5 bilhões de Dolores. Damasco tem-se disponibilizado para negociar a paz mas ninguém parece estar interessado em comparecer. Os principais intervenientes neste conflito são a Rússia e o Irão por um lado e EUA, Israel e países da NATO e alguns estados da Liga Árabe. Todavia os contactos para acertos entre estes estados e outros são constantes.

Texto de 
Paulo Ramires


quinta-feira, 7 de março de 2013

VENEZUELANOS CHORAM HUGO CHÁVEZ NAS RUAS -IMAGENS

VENEZUELANOS CHORAM HUGO CHÁVEZ NAS RUAS - IMAGENS

quarta-feira, 6 de março de 2013

HUGO CHÁVEZ MORRE AOS 58 ANOS DE CANCRO DEIXANDO SAUDADES EM TODO O MUNDO

HUGO CHÁVEZ MORRE AOS 58 ANOS DE CANCRO DEIXANDO SAUDADES EM TODO O MUNDO








O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, morreu na terça-feira após uma batalha de mais de dois anos com cancro. A morte do líder da Venezuela foi anunciado ao país pelo vice-presidente, Nicolas Maduro.Hugo Chávez tinha 58 anos e terá morrido às 16h25 (20h55 em Lisboa).

Morreu Hugo Chavez, presidente da República Bolivariana da Venezuela, soldado bolivariano, socialista e anti-imperialista. Hugo Chavez encontra-se em estado crítico face a um novo agravamento nas funções pulmonares e começou a sofrer uma severa crise respiratória, Chávez era um amigo de Portugal e dos portugueses tendo feito alguns negócios com o nosso país, nomeadamente comprando o computador Magalhães. Era um homem estimado por todo o mundo, polémico, mas também odiado por muitos, atacou várias vezes os presidentes dos EUA, Bush Jr e Obama, e também era odiado em Israel pela grande proximidade entre ele e o presidente do Irão, Mahmud Ahmadinejad, também incomodava por ser um líder de um país da América latina com petróleo e amigo dos russos. Levanta-se assim as [fortes] suspeitas de este cancro da Chávez ter sido de facto provocado, é que são vários os governantes que têm sofrido desta doença, e tem sido habito na América Latina os governantes serem mortos se não interessarem aos EUA. Também a líder da Argentina Cristina Kirchner, teve um problema parecido tendo sido sujeita a uma surgia nas gondolas da Tiróide. São cerca de 5 ou mais casos de pessoas que têm um discurso muito crítico dos EUA. Também Yasser Arafat morreu muito estranhamente, e posteriormente descoberto plutónio no seu corpo e roupas. Os serviços de inteligência norte-americanos e israelitas são suspeitos de utilizar ao longo dos tempos cada vez mais formas mais sofisticadas de matar pessoas e governantes que incomodam, e Hugo Chávez incomodava bastante principalmente estes dois países. O próprio vice-presidente da Venezuela Nicolás Maduro afirmou que o cancro de "Chávez "teria sido inoculado pelos inimigos do país”. Acusando os americanos de "causarem a doença e de fazerem gestões com militares para uma interferência externa no país." A tese do “ataque científico” contra o presidente foi apresentada em reunião com a presença de Maduro, ministros, Alto Comando militar e representantes dos poderes públicos, além de 20 governadores aliados ao presidente Hugo Chávez. "Sabemos que a doença do presidente Chávez foi um ataque, e isso tem que ser investigado. Os inimigos buscam danificar a saúde de Chávez e isto vai ser investigado”, declarou Maduro. Ele lembrou "a doença do líder palestino Yasser Arafat que, segundo Maduro, também teria sido inoculada pelos Estados Unidos e por Israel". Será bastante difícil saber-se realmente o que se passou, mas uma coisa é certa onde há recursos energéticos como o petróleo este tipo de coisas são mais que vulgares da parte de potencias como os EUA e Israel.


Aqui fica algumas notas importantes retiradas do Voz da Rússia:

O futuro líder da Venezuela, enquanto criança, sonhou em ser um jogador de beisebol profissional, e sua mãe tinha esperança de que o filho se tornaria um sacerdote. Mas ele se formou na Academia Militar e serviu nas unidades aerotransportadas. Desde então, a boina vermelha é uma parte integrante de sua imagem.

Em 1982, juntamente com outros oficiais, Chávez criou o movimento revolucionário Simon Bolívar, e 10 anos depois liderou o golpe de estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez. A tentativa de golpe fracassou. Depois de dois anos de prisão, ele foi perdoado e começou sua atividade política legal. Nas eleições presidenciais de 1998, Chávez ganhou 55 por cento dos votos.

Em 2002, o país vive mais uma vez um golpe de estado. Desta vez já contra o próprio Chávez. Ele foi removido de seu cargo, mas passadas 47 horas voltou ao poder. Ele desfrutava de uma enorme popularidade no país, diz o diretor adjunto de pesquisa do Instituto da América Latina, Boris Martynov.

"Chávez levantou da pobreza segmentos bastante grandes da população, e eles são-lhe gratos por isso. Ele proporcionou-lhe s apartamentos baratos, assegurou o apoio social, o cuidado de saúde, a educação. Isso não é algo que se pode simplesmente descartar".

Durante o governo de Chávez, a população do país aumentou em 7 milhões, e a taxa de desemprego caiu para 6 por cento. Chávez estava construindo o socialismo do século XXI com petrodólares. A Venezuela é o quinto maior exportador de petróleo do mundo. O aumento dos preços das matérias-primas permitiu ao país de chegar quase ao Olimpo do mundo, acredita o editor-chefe da revista Rússia na Política Global Fiodor Lukianov.

"O fenômeno de Chávez como celebridade internacional é devido ao muito anseio por diversidade política no mundo. Surgiu um homem que disse abertamente que o socialismo ruiu, mas vamos oferecer um novo. Chávez era muito popular em certos círculos da Europa. Ele era saudado como um novo Fidel Castro ou Che Guevara".

As exportações de petróleo venezuelano estão amplamente focadas sobre os EUA, apesar de relações bastante tensas entre os dois países. Chávez considerava seu principal adversário não a oposição dentro do país, mas as forças imperialistas no exterior. Em primeiro lugar – os Estados Unidos.

A nacionalização em grande escala no país imediatamente afectou empresas norte-americanas. Os principais gigantes ocidentais que investiram na economia do país cerca de 17 bilhões de dólares podiam esquecer esses investimentos e futuros lucros. Eles foram obrigados a transferir o controlo maioritário à empresa estatal Petróleos de Venezuela. Junto com as companhias de petróleo, o governo passou a controlar também activos de energia e telecomunicações.

A linha de Chávez nas relações com a Rússia era diferente. Após o embargo dos EUA sobre o fornecimento de armas a Venezuela começou comprando equipamentos à Rússia. Moscovo e Caracas foram ligados por contratos técnico-militar s e petrolíferos, nota o editor-chefe da revista América Latina Vladimir Travkin.

"Durante a presidência de Chávez foram assinados muitos acordos entre a Rússia e a Venezuela em vários campos. Nisso estavam interessados tanto o governo como os círculos de negócios. Esta é uma cooperação mutuamente benéfica, não é de carácter ideológico. As nossas relações com a Venezuela não são o apoio de um ou outro regime, mas a busca de contratos mutuamente benéficos".

(...)
ENTREVISTA DA BBC A HUGO CHAVES

















Chávez: Mário Soares diz estar muito triste com morte de um “homem bom”



INFOWARS: "Russian Communist Party head Gennady Zyuganov today demanded an international investigation into the death of Venezuela’s Hugo Chavez, claiming it was “far from a coincidence” that six leaders of Latin-American countries who had criticized the U.S. simultaneously fell ill with cancer."

sábado, 2 de março de 2013

QUE SE LIXE A TROIKA VAI REALIZAR-SE EM MAIS DE 40 CIDADES

QUE SE LIXE A TROIKA VAI REALIZAR-SE EM MAIS DE 40 CIDADES

"TEMOS DE SER NÓS, TODOS OS PORTUGUESES, A SALVAR O PAÍS, NÃO PODEMOS FICAR À ESPERA DE SALVADORES"

Deolinda Machado












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