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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A UNIÃO EUROPEIA NECESSITA DA ENERGIA RUSSA MAS REJEITA OS ESFORÇOS DE MOSCOVO NA INTEGRAÇÃO DA EUROÁSIA

A UNIÃO EUROPEIA NECESSITA DA ENERGIA RUSSA MAS REJEITA OS ESFORÇOS DE MOSCOVO NA INTEGRAÇÃO DA EUROÁSIA

 

A União Europeia e a futura União Económica da Euroásia que será criada em 2015 

Parece que os europeus foram seriamente ofendido com a ajuda de Moscovo à Ucrânia, que tinha congelado a assinatura do acordo sobre a adesão de associação com UE na qual tinha feito uma escolha a favor do desenvolvimento das relações com o seu vizinho oriental. A próxima cimeira UE-Rússia, a 32º, em Bruxelas, a 28 de Janeiro será realizada num formato restrito e sem um jantar tradicional. Diplomatas explicam isso com a necessidade de se concentrar em coisas mais importantes e o mais rapidamente possível.

Nem dois dias, mas apenas duas horas foram atribuídas agora para os parceiros para discutir as questões fundamentais das relações entre a Rússia e a União Europeia. Moscovo e Bruxelas concordaram que a consideração dos detalhes de vários projetos conjuntos podem esperar, e eles precisavam de se concentrar nas questões de parceria estratégica .

A questão, é claro, a preocupação com a economia e, mais especificamente - a energia, o comércio, as obrigações internacionais e a política de vizinhança. É improvável que o Presidente da Rússia e seus colegas europeus sejam capazes de evitar falar sobre a situação na Ucrânia, à luz dos acontecimentos dos últimos meses". A questão é que a União Europeia rejeita categoricamente a integração de Moscovo nos esforços na região da Euroásia, assim refere o especialista do Instituto da Europa Vladislav Belov.



"Estamos a falar sobre a União Aduaneira da Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão e a criação em 2015 da União Económica da Euroásia. No âmbito do novo e incipiente acordo ainda congelado entre a Rússia e a UE, Bruxelas não concorda com tal desenvolvimento de eventos, assegurando a Moscovo que o vector da Euroásia contradiz os interesses da União Europeia e está fora do âmbito das relações bilaterais. O lado russo, por sua vez, insiste que os processos de integração no espaço pós-soviético servem os interesses de ambos os lados".

A maioria das actuais contradições entre os parceiros são derivados desta discordância fundamental. Aparentemente, não é por acaso que após a derrota dos defensores do "EuroMaidan's" na Ucrânia e no exterior, que tentam por todos os meios arrastar este país para um "Paraíso Europeu" contrária à lógica mais elementar e dos interesses económicos dos ucranianos, o diálogo sobre um regime de isenção de vistos entre a Rússia e a UE está suspenso mais uma vez. Aqui está o que o analista político Alexei Kuznetsov disse à Voz da Rússia sobre esta matéria.

"Nós vemos a relutância da UE para avançar nesta direcção por motivos políticos. E esta é a questão fundamental, ela [a integração da Euroásia] abre o caminho para a criação do espaço comum entre a Rússia e a UE, que foi anunciada há muitos anos. Sob a barreira actual na forma do regime de vistos, é difícil esperar por um maior desenvolvimento de contactos humanitários, pesquisas científicas intensivas, e verdadeiros laços de pequenas e médias empresas. A UE quer-nos dar a volta mais uma vez."

As questões relacionadas com as tentativas de descriminação das empresas russas no âmbito do terceiro pacote energético não estão resolvidos ainda. Nem tudo está a funcionar perfeitamente entre a Rússia e a UE, após a recente entrada na ex-OMC[Organização Mundial do Comercio]. Assim, os países europeus vão continuar com as suas políticas protecionistas em relação aos seus próprios produtores e oporem-se a medidas semelhantes por parte de Moscovo.  

Os parceiros não têm também chegado a mútuo acordo sobre a questão relacionada com a exigência da Comissão Europeia para rever a base legal da construção do gasoduto South Stream. Os técnicos  europeus acreditam que os acordos bilaterais da Rússia com a Alemanha, Áustria, Bulgária, Hungria, Grécia, Eslovénia, Croácia e Sérvia violam a legislação da UE. Ao mesmo tempo eles esquecem que os acordos intergovernamentais sobre o direito internacional prevalecem sobre toda a legislação europeia. No presente contexto político, parece ser mesmo indevidamente lembrar a criação do sistema de defesa anti-mísseis na Europa. Neste sentido, o progresso não está nem mesmo a uma distância de saudação.

No entanto, é a economia real que está por de trás dessas tendências não muito optimistas. E as coisas não estão assim tão más neste campo. O volume de comércio entre a Rússia e a UE é estimado em centenas de biliões de dólares e não há razões objectivas para oscilações acentuadas, especialmente para o lado negativo. Dezenas de milhões de habitantes do Velho Mundo têm uma necessidade diária em recursos energéticos russos, e esse facto não pode ser facilmente metido na gaveta. Assim, nem Moscovo nem Bruxelas irão beneficiar de agir em detrimento do equilíbrio estabelecido mutuamente e de beneficiar de projectos de longo prazo conjuntos para o bem das actuais diferenças políticas, ainda que de natureza fundamental.

Ilya Kharlamov

As the Eurasian customs union’s influence on the world stage and in Europe’s neighborhood is likely to increase, the EU should attempt to understand the project and find ways to protect its own interests.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

CHINA CONFIRMA TESTE DE ARMA ESTRATÉGICA HIPERSÓNICA (HGV)

CHINA CONFIRMA TESTE DE ARMA ESTRATÉGICA HIPERSÓNICA (HGV)

The Long March 2F rocket taking off from the Jiuquan Satellite Launch Center in northwest China. Beijing has been ramping up its investments in space technology, especially with the recent test of a hypersonic vehicle


A China confirmou a realização de um voo de teste de um novo veículo de entrega de mísseis hipersónicos capaz de transportar ogivas nucleares com uma velocidades recorde. O teste é puramente científico e não dirigido a qualquer país, disse o Ministério da Defesa chinês.

Segundo o jornal Washington Free Beacon na segunda-feira citando funcionários do Pentágono dos EUA diz que um veículo hipersónico glide (HGV) foi detectado voando a dez vezes a velocidade do som sobre a China a 9 de Janeiro. As autoridades acrescentaram que o veículo-míssil de ultra-alta velocidade visa "transportar ogivas através do sistema de defesas anti-mísseis dos Estados Unidos." O HGV chinês apelidado de WU-14 terá sido projectado para ser lançado na fase final do sistema de mísseis balísticos intercontinental da China. O seu alcance em termos de velocidade hipersónica será supostamente entre Mach 5 e Mach 10, ou 3.840 a ​​7.680 milhas por hora.

Segundo explica Mark Stokes, um antigo oficial da US Air Force que disse ao Washington Free Beacon que a China está a desenvolver dois programas de veículo do tipo voo hipersónico - um que se acredita ser de um veículo "pós-boost" projectado para ser implantado a partir de um míssil que persegue o alvo a partir do espaço próximo, ou a cerca de 62 quilómetros da terra. Baseando a sua hipótese em relatórios com origem na China, Stokes acredita que os veículos hipersónicos de deslize (Glide) podem chegar à velocidade Mach 12 ou de até 9.127 milhas por hora, podendo comprometer o sistema de defesa de mísseis dos EUA.

Nos EUA o programa de desenvolvimento hipersónico é actualmente realizado por intermédio do programa FALCON em associação com o Pentágono e a Força Aérea. Os EUA procedem ao aperfeiçoamento do Lockheed HTV-2, uma aeronave não tripulada, lança-mísseis capaz de ganhar velocidade de até Mach 20, ou 13 mil milhas por hora. A Força Aérea dos EUA também desenvolve o X-37B Space Plane, que órbita sobre a terra desde Dezembro de 2012.


Imagem da empresa americana DARPA da tecnologia Falcon Hypersonic, Veículo 2 (HTV-2)

A Rússia também confirmou o desenvolvimento da tecnologia hipersónica similar. A Força Aérea Nacional e o Centro de Inteligência Espacial, referiu no seu relatório anual que a Rússia está a construir "uma nova classe de veículos hipersónicos", que irá permitir que mísseis estratégicos russos possam penetrar em sistemas de defesa com com mísseis". Moscovo refere que este tipo de armas hipersónicas poderão viajar à velocidade de Mach 5 ou ainda mais rápido por volta de 2018 e 2025.

"Estamos a passar por uma revolução na ciência militar", refere o vice-primeiro ministro russo, Dmitry Rogozin, que em Junho passado, após o quarto teste de um míssil avançado road-mobile ICBM, um "assassino de defesa de mísseis" chamado RS-26 Rubezh ('frontier') . " Nem os actuais nem os futuros sistemas de defesa anti-mísseis americano serão capazes de impedir que um míssil alcance o seu alvo". Moscovo desenvolve também um sistema de defesa aérea e espacial o S-500, com interceptadores capazes de abater mísseis hipersónicos.


Falcon Hypersonic, Veículo 2 (HTV-2 - AFP/ Defense Advanced Research Projects Agency DARPA)

Além da China, EUA e da Rússia também a Índia tem um programa de desenvolvimento deste tipo de armas que são desenvolvidas para a orientação de alvos precisos, e a nível da defesa espacial.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

EUA, RÚSSIA E O ENVIADO ESPECIAL DAS AS NAÇÕES UNIDAS-LIGA ÁRABE PARA A SÍRIA LAKHDAR BRAHIMI REUNIRAM-SE ESTA SEGUNDA-FEIRA NA EMBAIXADA DOS EUA EM PARIS PARA PREPARAR A CONFERENCIA DE PAZ PARA A SÍRIA

EUA, RÚSSIA E O ENVIADO ESPECIAL DAS AS NAÇÕES UNIDAS-LIGA ÁRABE PARA A SÍRIA LAKHDAR BRAHIMI REUNIRAM-SE ESTA SEGUNDA-FEIRA NA EMBAIXADA DOS EUA EM PARIS PARA PREPARAR A CONFERENCIA DE PAZ PARA A SÍRIA


Edifícios destruídos em Salah al-Din arredores na cidade de Aleppo no norte da Síria.


O Secretário de Estado John Kerry, o seu homologo Sergey Lavrov e o enviado especial das nações Unidas-Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, reuniram-se hoje em Paris na embaixada dos Estados Unidos a fim de tentarem um cessar fogo pelo menos na região de Aleppo, e preparar um possível ajuda humanitária que deverá ser discutida na conferencia na Suíça a ser realizada ainda este mês.

Segundo informou John Kerry uma troca de prisioneiros está a ser preparada com uma lista de nomes de soldados e oficiais do exercito Sírio detidos, enquanto uma lista idêntica está a ser preparada em Damasco. Todavia um possível cessar fogo é irrealista em todo o território sírio, o que se pretende é um cessar fogo localizado, de forma a poder servir de inicio para estancar a violência e o caos humanitário que se vem agravando na Síria.

No entanto o acesso humanitário será bastante difícil de ser levado a cabo, referiu Lavrov, os guerrilheiros na Síria estão a executar estrangeiros, incluindo funcionários humanitários, são 32 os membros mortos de várias organizações de ajuda aos sírios.




Outro importante assunto em discussão foi a participação do Irão na conferencia, de acordo com Brahimi a reunião que será realizada na cidade de Montrux na Suíça contará com a presença do Irão, onde um convite foi já enviado para Teerão.

Embora os EUA tenham concordado e apoiada a participação do Irão na conferencia de Montrux na Suíça, a oposição politica Síria baseada em Londres e apoiantes da guerrilha na síria como a Arábia Saudita manifestaram forte oposição.


Fontes diversas

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O FUTURO DA ÁSIA: TURBULENTO MAS GERALMENTE FAVORÁVEL

Os analistas prevêem grandes mudanças na Ásia em 2014. Os EUA perdem a sua liderança incontestável na região, se tornando em apenas "primus inter pares" (primeiro entre iguais). Uma consequência directa da saída das forças aliadas do Afeganistão será a ameaça do surgimento de confrontos armados localizados. A região da Ásia-Pacífico e o Sudeste Asiático estão-se transformando num grande centro de negócios a nível mundial.


O ano que terminou quase se tornou num ponto de partida para novas operações militares de grande envergadura na região do Médio Oriente. A manobra diplomática atempada da Rússia para a destruição do arsenal de armas químicas da Síria neutralizou a base ideológica dos adeptos de uma intervenção militar nesse país. Os passos moderados da nova direcção do Irão resultaram numa redução da tensão existente nas relações entre Teerão e o Ocidente. Contudo, a situação na Ásia continua extremamente explosiva e os centros dessa instabilidade não se encontram apenas no Médio Oriente, refere o perito orientalista do Instituto de Análise Estratégica Serguei Demidenko:


“Sem dúvida que a Ásia está à beira de grandes mudanças. A situação no Afeganistão está-se agravando e, se considerarmos a retirada das tropas norte-americanas desse país, eu penso que a situação irá ficar ainda mais complicada. O mais certo é o país ficar de novo no limiar da guerra civil e toda essa região ver agravada a sua situação política. A situação também é muito difícil no Iraque, o qual continua a balançar à beira de uma guerra civil. Ainda não foi retirada da agenda a questão da possível divisão desse país em três parcelas: uma parte curda, outra xiita e mais uma sunita. A Líbia deixou de existir como Estado. Na Síria a situação é muito difícil… Este é o ponto crucial, nele converge toda a região do Médio Oriente. Também o futuro político e económico do Egipto se apresenta complicado: é muito difícil apresentar um modelo sócio-económico para um país com uma população tão numerosa e um potencial económico tão insignificante”.

A situação política na região mudou muito ao longo do último ano. No Oriente surgiram novas forças e os EUA, que até há bem pouco tempo eram o líder incontestável dos jogos geopolíticos asiáticos, são obrigados a actuar tendo em conta as novas realidades. Nos últimos tempos muitos países do Golfo Pérsico e a Turquia atingiram um determinado grau de autonomia económico-financeira, as suas elites se associaram de uma forma directa à elite financeira ocidental. O comportamento desses países mudou de uma forma correspondente na cena internacional: se antes eles alteravam as suas políticas conforme as ordens de Washington, agora os norte-americanos têm de recorrer a complexas manipulações para convencer os seus parceiros a seguirem o rumo determinado pela Casa Branca. Isso não significa, porém, que os EUA tenham perdido a sua influência na Ásia, considera o perito do Centro de Segurança Internacional (do IMEMO) Piotr Topychkanov:


“Eu penso que, por comparação com 2013, os EUA não irão perder a sua influência. A sua estratégia para o ano de 2014 define uma transferência das suas atenções para a Ásia – tanto no plano económico, como no plano militar. Isso abrange a localização dos grupos de porta-aviões e o desenvolvimento das relações militares com os países asiáticos. Os EUA planeiam proceder a tudo isso e é completamente evidente que eles não tencionam abandonar essa área. Os EUA continuarão a representar um dos factores fundamentais na política, no comércio e na segurança dos países asiáticos”.


Os interesses dos Estados Unidos estão se deslocando cada vez mais do Médio Oriente para a Região da Ásia-Pacífico (RAP). Já a Rússia, pelo contrário, participa cada vez mais activamente nos assuntos da “reserva de petróleo” do planeta, aproveitando as circunstâncias de a situação na Ásia Central, esse eterno ponto vulnerável para Moscovo, ser por enquanto relativamente estável. Também o terceiro protagonista global, que é a China, não desdenha se aproveitar do comportamento de “um elefante em loja de porcelana”, que foi longamente o papel desempenhado por Washington no Médio Oriente. Os EUA, ocupados com a chamada revolução de xisto no seu próprio país, já não sentem a antiga forte necessidade de manter parceiros tão problemáticos como a Arábia Saudita e o Qatar. Estes, por seu turno, começam a procurar garantias para a sua segurança nas capitais de outros países.

O interveniente regional menos previsível, a Coreia do Norte, está em certa medida sob controle do seu “grande irmão” que é a China. Assim, por enquanto não devemos esperar um agravamento sério da situação. Pequim irá paulatinamente reforçar o seu potencial económico e militar para manter a sua liderança na RAP. Já os Estados Unidos, se aliando aos seus adversários, irão tentar conter esse processo. A Rússia, na opinião dos analistas, deverá seguir uma política mais flexível. Por um lado, na maior parte das questões geopolíticas Pequim alinha como aliado de Moscovo. Por outro lado, um reforço exagerado das posições da China na Região da Ásia-Pacífico poderia, hipoteticamente, representar uma ameaça para o Extremo Oriente da Rússia.


Em geral, de acordo com a opinião de uma série de politólogos, neste momento está-se processando a primeira grande reformatação do mapa asiático desde o desmembramento da URSS. Nas actuais condições, os EUA terão cada vez mais dificuldade em marcar pontos. Isso mesmo foi comprovado por todo o mundo com o exemplo das últimas rondas diplomáticas em que os norte-americanos participaram sobre a Síria, o Irão e o Afeganistão.

Igor Siletsky

In Voz da Rússia

domingo, 5 de janeiro de 2014

A EUROPA TEM DE SE ADAPTAR À REALIDADE QUE ESTAMOS A VIVER NUM MUNDO CADA VEZ MAIS DOMINADO PELA ÁSIA


O desenvolvimento económico na China e outros países asiáticos tem um impacto sobre o papel dos Estados europeus em assuntos globais. Craig J. Willy argumenta que, com a ascensão das economias asiáticas, o mundo está cada vez mais a se afastar do modelo de livre comércio defendida pela Europa e outros estados no Ocidente. A menos que a Europa se torne um actor mais coeso, que seja capaz de convencer outros países a respeitar os princípios legais e comerciais ocidentais, vai encontrar-se forçado a adaptar-se ao modelo de desenvolvimento do Leste Asiático.

 

As relações económicas entre a União Europeia e a China são um exemplo clássico de que o sociólogo francês Emmanuel Todd chamou de "globalização assimétrica", caracterizada pela abertura desigual e crónica de deficits comerciais insustentáveis.

A UE é um não-Estado, complexo e uma "União" imperfeita de 28 países, que na maioria das questões é incapaz de uma acção decisiva por causa da necessidade de, pelo menos, um amplo consenso e implementação nacional. Grande parte da política económica é prescrita nos Tratados da UE, quase sempre a favor da abertura das fronteiras e livre comércio, e só é modificável com extrema dificuldade. Em contraste, a China é um Estado-nação coeso e autoritário com uma política económica de acordo com o modelo de desenvolvimento de capitalismo corporativista estatal do Leste Asiático.

Os europeus têm condenando repetidamente o modelo de desenvolvimento da China, mas isso geralmente não tem efeito. A Comissão Europeia cita regularmente a China nos seus relatórios sobre a ascensão do protecionismo no mundo inteiro e as empresas muitas vezes queixam-se da insegurança jurídica na China. Como o relatório China do estudo Ásia , lançado recentemente pela Fundação Bertelsmann Indicadores de Governação Sustentável project (SGI), afirma que "as administrações locais frequentemente tomam decisões arbitrárias que contradizem os regulamentos nacionais" e a corrupção continua a ser um problema. Nos relatórios SGI a pontuação da China é muito baixa nas questões de prevenção da corrupção (2 de 10 pontos possíveis) e segurança jurídica (3 de 10 pontos possíveis).

Como o relatório Bertelsmann acrescenta ainda, o crescimento económico da China tem sido realizado por meio de políticas e instituições não convencionais, muitas vezes desviando-se substancialmente do paradigma ocidental mercantilização-cum-privatização. De facto, a economia da China é caracterizado pela planificação estratégico do Estado, controle de capitais, manipulação cambial, mercados de contratos públicos fechados, desrespeito à propriedade intelectual ocidental (três quartos dos produtos falsificados apreendidos nas fronteiras da UE são chineses) e apoios para os exportadores e os "campeões nacionais. "

CHINA: "A MAIS AMBICIOSA POLÍTICA DE PLANIFICAÇÃO DOS NOSSOS TEMPOS"



O papel do Estado chinês como planeador estratégico da economia é difícil de observar. Tal como o relatório SGI conclui : "A China pode ser considerada como tendo a política de planificação mais ambicioso dos nossos tempos em relação à abrangência e impacto de politicas de programas nacionais e globais previstas a longo prazo. "

Em contraste, a UE e os seus Estados membros são uma estranha mistura de intervencionismo e laissez-faire : gastos sociais significativos e mercados de trabalho regulados coexistindo com fronteiras abertas e a hostilidade a qualquer acção de um Estado nação "que distorcem o comércio" ("campeões nacionais", os subsídios industriais ). Existe uma completa circulação do capital, um  mercados de aquisições públicas mais aberto do mundo, e nenhuma política de taxas de câmbio do euro.

Não é assim de estranhar que esta assimetria escalonada em sistema de abertura económica coincide com fluxos comerciais assimétricos. A UE é o parceiro económico mais  importante da China com trocas comerciais estimadas em 2012  de € 433.800.000.000. A UE tem um déficit comercial de € 146.000.000.000 com a China ou 1,13 por cento do PIB. Este montante é significativamente melhor do que o dos EUA ( 315.100 000.000 dólares americanos de déficit com a China ou 2 por cento do PIB), no entanto, esta questão esconde enormes divergências no seio da UE.

De facto, a Alemanha é o único país da UE com um superávit comercial de bens com a China, em € 4,3 biliões no primeiro semestre de 2012. Em contraste, a França teve um déficit comercial de bens em relação ao mesmo período de € 4,7 biliões, a Itália de € 8,3 biliões e a Grã-Bretanha de € 13,6 biliões. Esta situação não é sustentável, esses fluxos serão eventualmente ajustados, seja pela diminuição do consumo europeu ou pelo aumento das exportações.

PEQUIM-BRUXELAS: UMA LUTA DESIGUAL


No entanto, a UE parece ser incapaz de seduzir a China a adoptar o comércio “free and fair” ("livre e justo"), ou até mesmo de ter um comercio coerente e de auto-interesse ou com políticas monetárias em geral.

Isto foi particularmente evidente durante a disputa dos painéis solares. Depois de a Comissão Europeia ter imposto tarifas mais baixas do que o esperado sobre os subsidiados à exportações de painéis solares da China, a China aplicou tarifas sobre (muito bem sucedidas) as exportações de vinho franceses , enquanto a Alemanha, temendo a sua relação comercial "especial" com a China em que esta poderia vir a ser ameaçada, rompeu com a solidariedade europeia e condenou a posição da UE. A Comissão recuou logo em seguida, cancelando as suaves tarifas que tinha colocado em vigor. O think-tank britânico Open Europe argumentou : "a abordagem da China para dividir e conquistar parece estar a dar resultados no acordo em disputa sobre os painéis solares."
  
A Europa está presa numa perigosa terra de ninguém: os estados-nação têm sido largamente despojados dos seus poderes económicos, mas nenhuma acção forte a nível da UE é possível. Ao lado do poder do Estado estratégico central chinês, os formuladores de políticas em Bruxelas estão totalmente desarmados: com orçamentos inconsequentes, um processo de formulação de políticas incrivelmente lento e orientado para o consenso, o plano de longo prazo da UE ("Estratégia de Lisboa", "Agenda 2020") simplesmente não está na mesma liga.

A UE terá necessidade ou de voltar aos Estados-Nação ou de se transformar num actor muito mais coeso. Talvez a China volte ás normas ocidentais pela sua própria vontade. O país está a considerar a liberalização do capital e, talvez, a sua elite económica possa vir a entender os benefícios para si mesmo de pensar no global em vez de em termos nacionais.

É igualmente possível, no entanto, que o sistema globalista Euro-americano se torne cada vez mais marginal. Só a China é, a médio prazo, grande o suficiente para se tornar num mundo cultural e econômico maior do que a UE e os EUA juntos. Além disso, a China, sem qualquer dúvida, continuará não só a trabalhar em instituições ocidentais (FMI, Banco Mundial, OMC), mas também a desenvolver as suas próprias alternativas com aliados emergentes: o Banco Asiático de Desenvolvimento, um possível "banco BRICS", ou a Organização de Cooperação de Xangai. O mundo é cada vez mais um mundo não-ocidental, com potencias como a China, Rússia, Brasil, Japão ou a Coreia do Sul, que são claramente desinteressadas em fazer um "fetish" do livre comércio.

COMO SE IRÁ A EUROPA ADAPTAR À CHINA?


 É a paralisia da Europa inevitável? Somos tentados a ser pessimistas. Como eles são confrontados por crescentes encargos da dívida, taxas de juros e envelhecimento demográfico, muitas nações europeias parecem destinadas a se tornar em lares de reformados glorificados e museus para os viajantes globais. Mas a Europa tem muitas qualidades: um continente pacífico, uma demografia em grande parte mais saudável do que a Ásia Oriental, a eficiência energética, um nível muito elevado de desenvolvimento e capital humano, e um nível relativamente elevado de coesão social e de serviços públicos. No entanto, há também um sentido em que a Europa tem surgido como uma força, em que há uma "débâcle" económica, e que as nações europeias são congenitamente incapazes de agir em conjunto.

 A UE pode explodir, dando lugar ao ressurgimento dos Estados-Nação. A UE pode tornar-se mais eficaz, como novos mecanismos de tomada de decisões a entram em jogo: a partir de 2014 a maioria das leis da UE só necessitará de uma maioria de governos que representam 65 por cento da população e 55 por cento dos estados. O teste de "coligações de vontades" através do mecanismo de cooperação reforçada está já ocorrendo em coisas como a patente pan-europeia e um eventual imposto de transações financeiras.

A UE pode também tornar-se mais coesa, paradoxalmente, por força da sua fraqueza. À medida que os Estados periféricos da Europa são esmagados pelo peso da dívida, que podem vir a seguir as ordens de estados credores em troca de uma continua renovada solidariedade financeira (já vimos isso com o Six-Pack, Two-Pack,  Pacto de Competitividade e o Fiskalpakt ). Estados credores podem chegar a uma atitude mais pró-activa em que eles considerem que eles, também, são incapazes de defender os seus modelos sociais e classes médias na era da globalização.

Em qualquer caso, as relações UE-China mostram dois extremos na era da globalização: a passividade de abertura e lei vs. o activismo da gestão rígida das fronteiras e dirigismo . Nessa luta desigual uma reversão  poderá estar em breve em curso. No momento em que as nações ocidentais estão na sua maioria adoptando a globalização e terminando com o Estado-nação, as crescentes nações do Leste Asiático parecem mais do que nunca casadas com o papel das fronteiras e do Estado-nação na vida económica. O Ocidente pode acreditar que podem impor o livre comércio, mas o tamanho impressionante da China significa que não será possível coercivamente. Pró-globalizadores ocidentais devem reconhecer que tudo indica que este é realmente o século da Ásia, e que se a China acabar por respeitar os princípios legais e comerciais do Atlântico, isso será feito por sua opção.
  
De uma forma ou de outra, é a Europa que vai ter que mudar, ou alcançar a coesão para forçar a China a respeitar os princípios ocidentais ou adapta-se ela própria ao modelo de desenvolvimento do Leste Asiático.

Craig James Willy é um escritor em assuntos da UE e um jornalista junto da Agência de Imprensa Alemã (DPA). Ele tem nomeadamente escrito análises de política para a Fundação Bertelsmann e feito análises de media para a Comissão Europeia.

O artigo em questão reflecte unicamente a posição do autor e não necessariamente a do Republica Digital.

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 OS CEGOS DA AMÉRICA POR KISHORE MAHBUBANI
COREIA DO NORTE O QUE ESTÁ EM CAUSA, UMA ANÁLISE DE PAULO RAMIRES

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA IDENTIFICADOS COMO PRIMEIRA AMEAÇA À PAZ MUNDIAL POR ESTUDO DA REDE MUNDIAL E INDEPENDENTE E GALLUP FEITA A 65 PAÍSES, NO MESMO ESTUDO PORTUGUESES PREFEREM AUSTRÁLIA PARA VIVER

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA IDENTIFICADOS COMO PRIMEIRA AMEAÇA À PAZ MUNDIAL POR ESTUDO DA REDE MUNDIAL E INDEPENDENTE E GALLUP FEITA A 65 PAÍSES, NO MESMO ESTUDO PORTUGUESES PREFEREM AUSTRÁLIA PARA VIVER


Os EUA foram considerados a maior ameaça à paz mundial por um inquérito feito a cidadãos de 65 países, outras questões foram colocadas como as expectativas económicas ou o melhor país para viver, ou ainda a opção religiosa ou não preferida. Nas respostas os portugueses alinharam como o resto do mundo também considerado os EUA como a primeira ameaça à paz no mundo com 20%, preferindo a Austrália para viver com 13%, ou assumindo-se como católicos, 69% e ateus/agnósticos com 26%.

Uma pesquisa global realizada pela rede mundial independente e Gallup em 65 países - incluindo Portugal - no final de 2013 revelou um forte animosidade e antipatia pela conduta dos EUA como polícia do mundo, identificando este país como a primeira ameaça à paz mundial. O sentimento anti-americano não só foi registado em países ameaçados ou em contradição com os EUA, mas também em muitos países membros da NATO como a Turquia, Grécia, Alemanha ou Portugal, e nos restantes países da NATO aparece logo no topo. Assim à pergunta: Que país pensa representar  a maior ameaça à paz no mundo hoje ? (Which country do you think is the greatest threat to peace in the world today?), Os EUA aparecem no topo da lista, com 24% (em Portugal 20%)  das pessoas inquiridas  a acreditarem que a América é o maior perigo para a paz no mundo. O Paquistão ficou em segundo lugar com 8% (em Portugal o Irão em segundo lugar com 19%), dos votos e foi seguido de perto pela China com 6% (em Portugal a Síria com 13%). Afeganistão, Irão , Israel e Coreia do Norte aparecem nos lugares seguintes. Os resultados respondido pelos portugueses pode revelar algum desconhecimento pela actualidade internacional em relação a outros europeus apesar de terem votado no mesmo sentido quanto à primeira ameaça ao mundo, talvez devido aos conteúdos dos órgãos de comunicação tradicionais.

A ameaça dos EUA foi classificado como a mais alta no Médio Oriente e Norte de África, as regiões do globo mais recentemente afectadas pelas intervenções militar norte-americana passadas, presentes e previstas também para o futuro. Além disso, a pesquisa mostrou que até mesmo os americanos consideram o seu país como uma ameaça potencial ao mundo, com 13% deles votando nos EUA como a principal ameaça à paz global.

Na América Latina foi registado sentimentos mistos com o seu vizinho do norte, com o Peru , Brasil e Argentina a sinalizar os EUA como o primeiro país mais perigoso para o mundo .

Após as inúmeras ameaças de um ataque ao Irão por parte de Israel, muitos países votaram Israel como a maior ameaça para a prosperidade e para o mundo. Marrocos, Líbano e Iraque por exemplo escolheram Israel como o maior perigo para a paz no mundial.

Referente às outras perguntas por exemplo se os políticos fossem predominantemente mulheres (If politicians were predominantly women, do you believe the world would in general be a better place, a worse place or no different?), as respostas foram favoráveis para as mulheres incluindo Portugal com 41%para melhor 5% para pior e 46 sem diferenças.

Em relação ás perspectivas para o próximo ano de 2014 (As far as you are concerned, do you think that 2014 will be better, worse or the same as 2013?), os portugueses não estão nada optimistas. 15% acreditam ser melhor, 57% pior, e 26% na mesma, e em termos económico as respostas são ainda mais pessimistas 69% responderam "dificuldades económicas".

Ainda sobre outra questão interessante perguntada, neste caso aos portugueses onde preferem viver (If there were no barriers to living in any country of the world, which country would you like to live in?) : 13% na Austrália, 10% na Suíça, 8% no Canadá, 7% nos EUA, 6% no Brasil e  3% nos países (Emirades Árabes, Dubai, Qatar, Bahrain)

VEJA AQUI OS RESULTADOS:

GLOBAL:
http://www.wingia.com/en/services/about_the_end_of_year_survey/global_results/7/33/
POR PAÍS:
http://www.wingia.com/en/services/about_the_end_of_year_survey/country_results/7/37/

 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A VERDADE DA AUSTERIDADE EXPLICADA POR MARK BLYTY

A VERDADE DA AUSTERIDADE EXPLICADA POR MARK BLYTY
COMO OS BANCOS DESTRUÍRAM A ECONOMIA E LEVARAM À INIQUIDADE E A QUE TODOS PAGASSEM OS SEUS ERRO E AS SUAS DIVIDAS





          Qual a razão para os governos que se acreditam terem sido eleitos optarem por politicas de austeridade ? A resposta tem a ver com com operações que os bancos fizeram para ganhar dinheiro através de empréstimos contraídos e com promessas de pagamentos obtidas que depois não se realizaram, foi ai que tudo começou a correr mal e a dívida detida pelos bancos (activos tóxicos) era demasiado grande para ser paga ou impagável, no entanto os bancos eram demasiado grandes para caírem - uma ideia errada - e recusaram pagar os seus próprio erros, e muitos desses erros eram inclusivamente ligados também a operações especulativas transformados em produtos financeiros encapotados, tais como os Swaps por exemplo. Mas a divida teria de ser paga, mas como, se os que devem pagar se recusam ? Então a solução usada foi a austeridade ou seja distribuir a divida dos erros catastróficos dos bancos pelo contribuinte (aumento de impostos), segurança social (os chamados cortes), serviços públicos como o ensino, saúde (eliminação simplesmente ou despedimentos) - uma espécie de socialismo pervertido. Mas não se fica por aqui, muitas coisas nem se imagina, as próprias taxas de juros são extraordinário elevadas sugerindo um risco substancialmente e artificialmente elevado em países como Portugal ou Grécia ou outros países - mesmo tendo em conta o elevado risco de falências que a introdução do euro [1989 - Tratado de Maastricht] trouxe, em troca da perda do risco cambial- contrastando justamente com juros negativos da Alemanha. E como se isto já não fosse demasiado preverso, uma loucura dogmática ideológica simpatizante da austeridade, vende empresas altamente rentáveis e lucrativas a preço de saldo em que os bancos têm interversão acabando por ganhar lucros com esse tipo de operações, para prejuízo do próprio estado e mesmo da perda de soberania como é o caso da perda de empresas estratégicas.   

Paulo Ramires.

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 MARK BLYTY: AUSTERIDADE UMA IDEIA PERIGOSA



domingo, 29 de dezembro de 2013

ESTUDANTES PRÓ-IRMANDADE MUÇULMANA INCENDIARAM UM EDIFÍCIO DE UMA UNIVERSIDADE NO CAIRO

ESTUDANTES PRÓ-IRMANDADE MUÇULMANA INCENDIARAM UM EDIFÍCIO DE UMA UNIVERSIDADE NO CAIRO


Um estudante morreu ontem no Egipto na sequência de confrontos que opuseram a polícia local e apoiantes da Irmandade Muçulmana, que atearam fogo a um edifício da Universidade de Al-Azhar, no Cairo. O jovem, de 19 anos, foi baleado quando a polícia entrou no recinto universitário, segundo a mesma fonte. Os Estudantes que apoiam a Irmandade Muçulmana incendiaram, o edifício da Faculdade de Comércio da Universidade de Al-Azhar, na capital egípcia, segundo uma fonte dos serviços de segurança.

PAÍSES DA EUROÁSIA IRÃO CRIAR UNIÃO DA EUROÁSIA

PAÍSES DA EUROÁSIA IRÃO CRIAR UNIÃO DA EUROÁSIA

CU expands without handing out "freebie"

A Arménia deu mais um passo para a adesão à União Aduaneira. E Quirguistão, pelo contrário, tem vindo a abrandar o seu movimento nessa direcção. Rússia, Cazaquistão e Bielorrussa têm vindo a desenvolver relações no sentido da criação da União da Euroásia (UEA). Estes são os resultados da reunião do Superior Conselho Económico da Euroásia realizada nesta semana em Moscovo. A reunião anterior dos líderes dos países membros da União Aduaneira foi realizada dois meses antes, em Minsk.

sábado, 28 de dezembro de 2013

EXPLOSÃO COM UM CARRO BOMBA NO LÍBANO

EXPLOSÃO COM UM CARRO BOMBA NO LÍBANO

DESTRUIÇÃO DAS ARMAS QUÍMICAS DA SÍRIA AMEAÇAM O MEIO AMBIENTE

DESTRUIÇÃO DAS ARMAS QUÍMICAS DA SÍRIA AMEAÇAM O MEIO AMBIENTE

A destruição de parte do arsenal de armas químicas da Síria a bordo de um navio dos EUA implica "riscos múltiplos", e este procedimento nunca foi testado no mar, alertou um observador ambientalista francês.

Especialistas internacionais reunidos na Rússia na sexta-feira aprovaram um plano para enviar as armas químicas mais perigosas da Síria para a Itália para a sua eventual destruição a bordo do navio EUA especialmente equipado, o Cabo Ray.

O plano sem precedentes, parte de um acordo EUA-Rússia para a Síria a se livrar de seu stock de mais de 1.000 toneladas de armas químicas, em que as fragatas dinamarquesas e norueguesas escoltarão o navios de carga carregado com os agentes mortais do porto sírio de Latakia para águas internacionais ao largo da costa da Itália.

Mas de acordo com ONG francesa Robin des Bois, o plano para se desfazer das armas químicas no mar é "aventureiro" e representa uma grave ameaça à tripulação e ao meio ambiente.

Num relatório publicado na quinta-feira, Robin des Bois apontou o simples casco do Cabo Ray e da ausência de divisórias transversais como indicadores de que o navio não era o adequado para realizar uma tarefa tão crítica.

"Ajustes que estão a ser feitos com o Cabo Ray não pode garantir que o navio vai permanecer à tona e que pode ocorrer graves danos", como uma fuga de água ou um incêndio, disse a ONG, que é especializada em vistorias de navios e do impacto de desastres com navios quebra sobre o meio ambiente.

'Sistema piloto projectado para o uso no solo'

Os 200 metros de comprimento do Cabo Ray é equipado com o recém-desenvolvido "Field Deployable Hydrolysis System (FDHS)", que foi projetado pelo Pentágono para neutralizar os componentes utilizados em armas químicas.

De acordo com Robin des Bois, o FDHS é um "sistema de piloto (...) projectado para o uso no solo", que nunca foi antes testado numa operação tão vasta como esta.

"Para uma primeira tentativa a ser realizada em tal escala a bordo de um navio é uma operação de aventura que comporta múltiplos riscos para a tripulação, os técnicos, e ao meio ambiente", acrescentou a ONG.

A ONU estabeleceu uma data-alvo de 30 de Junho de 2014, para destruir todo arsenal de armas químicas do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Os materiais mais perigosos, muitos dos quais ainda estão espalhados por vários locais do país devastado pela guerra, deixarão o território sírio até ao final de 2013.

Fontes próximas da operação dizem nenhuma data é provável de ser comprida.

(FRANCE 24 with AFP)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A COMISSÁRIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA OS DIREITOS HUMANOS, NAVI PILLAY CRITICOU SEVERAMENTE A VIGILÂNCIA MASSIVA E GLOBAL DE PAÍSES COMO OS EUA E RU

A COMISSÁRIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA OS DIREITOS HUMANOS, NAVI PILLAY CRITICOU SEVERAMENTE A VIGILÂNCIA MASSIVA E GLOBAL DE PAÍSES COMO OS EUA E RU

 

A Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, criticou a vigilância massivA e global de governos como o dos EUA ou RU, associando essa realidade com o Apartheid da África do Sul, Pillay, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos tem origem na África do Sul, e disse numa entrevista que, assim como a pressão internacional ajudou a por fim ao apartheid no seu país, deve haver agora condenação generalizada da espionagem intrusiva e a proceder-se de forma a impulsionar os direitos de privacidade on-line. Pillay foi a primeira mulher não-branca a exercer actividade como uma juiza de um tribunal superior na África do Sul. 

"A acção combinada e colectiva por todos pode acabar com graves violações dos direitos humanos", disse em entrevista à BBC Radio 4. "Essa experiência inspira-me a seguir em frente e a resolver a questão da internet [privacidade], que agora é extremamente preocupante porque as revelações de vigilância têm implicações para os direitos humanos ... As pessoas estão realmente com medo de que todos os seus dados pessoais estejam sendo usados ​​em violação das tradicionais protecções tradicionais."

"A grande quantidade de regimes de vigilância e de segurança nacionais em países como os Estados Unidos e Reino Unido, e o impacto destes regimes sobre o direito dos indivíduos à privacidade e a outros direitos humanos, continua a suscitar preocupação", disse Pillay durante um discurso para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Setembro. "devem ser aprovadas leis e políticas para evitar a potencial e dramática intrusão na privacidade dos indivíduos, que só têm sido possível graças a modernas tecnologias de comunicação ..."

NAÇÕES UNIDAS CONDENAM DEMOLIÇÕES DE LARES BEDUÍNOS PALESTINIANOS POR ISRAEL AUMENTANDO AINDA MAIS A DESLOCAÇÃO DESTES POVOS

NAÇÕES UNIDAS CONDENAM DEMOLIÇÕES DE LARES BEDUÍNOS PALESTINIANOS POR ISRAEL AUMENTANDO AINDA MAIS A DESLOCAÇÃO DESTES POVOS




A Agência das Nações Unidas de Ajuda e Trabalhos (UNRWA) para os refugiados palestinos, condenou a demolição de habitações de beduínos palestinos na Cisjordânia de Israel, pedindo a sua suspensão imediata.

"UNRWA condena as últimas demolições na Cisjordânia, que deslocou 68 pessoas, o mais recente dos quais ocorreram na véspera de Natal", disse o porta-voz Chris Gunness em comunicado.
 
"As demolições ocorreram em Ein Ayoub perto de Ramallah e Fasayil al-Wusta perto de Jericó no vale de Jordão com 61 pessoas deslocadas em Ein Ayoub, e sete pessoas, todas refugiadas, deslocados em Fasayil al-Wusta", disse Gunness. Acrescentou ainda que 32 dos deslocados eram crianças, "incluindo uma menina de cinco anos que está paralisado da cintura para baixo." "Além disso, cerca de 750 cabeças de ovinos e caprinos estão sem abrigo nesta época de parição crucial", disse.

Gunness afirmou que pelo menos 663 edifícios palestinos - incluindo 259 casas - foram demolidas, e 1.103 palestinos foram deslocados na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental este ano.
O porta-voz exigiu a Israel que obedecesse às leis internacionais e parasse as demolições.

O que está a acontecer com a Palestina é mais que uma limpeza étnica é a eliminação pura e simples de um povo e um país o que corresponde a diversos crimes contra a humanidade.
Entretanto a ONU nomeou 2014 como o "Ano de Solidariedade com o Povo Palestino. A resolução foi aprovada pela maioria dos estados-membros com 110 votos a favor, 7 contras e 54 abstenções.

Fontes Diversas

ATAQUES TERRORISTAS NO IRAQUE TÊM AUMENTADO E AS MORTES DE CIVIS ESTÃO JÁ AO NÍVEL DE 2008

ATAQUES TERRORISTAS NO IRAQUE TÊM AUMENTADO E AS MORTES DE CIVIS ESTÃO JÁ AO NÍVEL DE 2008

Christians targeted in Christmas Day bombing at Baghdad church




Pelo menos 37 pessoas foram mortas e 59 ficaram feridas em duas explosões terroristas na capital iraquiana de Bagdad na quarta-feira. Outras 26 pessoas foram mortas e mais de 38 ficaram feridas num atentado com um carro-bomba que visava as pessoas que participam nas orações da missa de Natal na Igreja St. John caldeu de Bagdad, informou uma fonte policial à Reuters. E duas bombas foram detonadas num mercado cheio de gente, causando a morte de 11 pessoas e ferimentos em outras 21.

Não tem havido reivindicações imediatas de responsabilidade pelos ataques, mas a reduzida comunidade cristã do Iraque, que é estimada em cerca de 400.000 a 600.000 pessoas, tem sido frequentemente alvo de al-Qaeda e outros insurgentes que vêem os cristãos como hereges.

A situação no Iraque tem vindo a se agravar progressivamente, onde a ordem e a lei é difícil de ser aplicar, ao mesmo tempo que grupos terroristas aumentam, e os ódios étnicos, sectários entre xiitas e sunitas e curdo são cada vez maiores.

Os EUA estão a considerar enviar drones para o país, mesmo assim o Iraque corre um forte risco de se desagregar e dividir.


Principal fonte: SANA/Bagdad
Guardian/BBC

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