O governo israelita aprovou um plano para duplicar a população judaica dos Montes Golã ocupados ilegalmente. Benjamin Netanyahu afirmou que o aumento dos colonatos judaicos fará com que o território "floresça"
O governo israelita aprovou um plano para duplicar a população judaica dos Montes Golã ocupados ilegalmente. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a colonização da região é vital para a segurança de Israel.
A decisão de expandir os colonatos israelitas nos Montes Golã foi tomada "à luz da guerra e da nova frente que a Síria enfrenta", disse o gabinete de Netanyahu no domingo.
"Fortalecer os Golã é fortalecer o Estado de Israel, e é especialmente importante neste momento. Continuaremos a segurá-lo, fazer com que floresça e estabelecer-nos nele", dizia um comunicado do chefe de governo israelita.
Israel tomou os Montes Golã da província síria de Quneitra durante a Guerra dos Seis Dias de 1967 e anexou unilateralmente o território em 1981. A reivindicação de Jerusalém Ocidental à região é considerada inválida por todos os outros países do mundo, excepto os EUA. Cerca de 20.000 colonos judeus vivem nos Montes Golã, e a região também abriga aproximadamente o mesmo número de drusos sírios. Os cerca de 30 colonatos judaicos na área são considerados ilegais sob o direito internacional.
Da década de 1970 até o início deste mês, as forças israelitas nos Montes Golã foram separadas das suas contrapartes sírias por uma zona – tampão no lado israelita da fronteira. Depois que o governo de Bashar Assad em Damasco caiu no início deste mês, Israel enviou tropas para a zona tampão e além, num movimento que o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, disse ter como objectivo criar uma nova "área de segurança" que estaria livre de "armas estratégicas pesadas e infraestrutura terrorista".
No meio a duras críticas da ONU e dos seus vizinhos árabes, Katz disse na sexta-feira que instruiu as forças israelitas a permanecerem no lado oriental do Monte Hermon - que fica na fronteira entre os Montes Golã e o resto da Síria - durante o inverno. Katz defendeu a ocupação de território estrangeiro, alegando que manter a montanha é de "enorme importância de segurança" para Israel.
Embora a queda de Assad tenha cumprido um objectivo estratégico israelita de longa data, as Forças de Defesa de Israel (FDI) agiram rapidamente para garantir que o novo governo do país - liderado pelo grupo jihadista Hayat Tahrir-al-Sham (HTS) - não possa fazer uso das armas de Assad. As FDI realizaram centenas de ataques aéreos contra portos, aeródromos e depósitos de armas sírios na semana passada, destruindo mil milhões de dólares em equipamentos militares.
O gabinete de Netanyahu disse que o colapso do governo de Assad "criou um vácuo na fronteira de Israel e na zona tampão".
"Israel não permitirá que grupos jihadistas preencham esse vácuo e ameacem as comunidades israelitas nos Montes Golã", afirmou o gabinete do primeiro-ministro.
Fonte: RT
Tradução e revisão: RD
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