CHINA CONDENA A UE, INCLUINDO AS SUAS EMPRESAS NO PACOTE DE SANÇÕES DA RÚSSIA
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terça-feira, 28 de abril de 2026

CHINA CONDENA A UE, INCLUINDO AS SUAS EMPRESAS NO PACOTE DE SANÇÕES DA RÚSSIA

A China rejeita sanções da UE que visam as suas empresas por supostos vínculos com a Rússia, alertando sobre contramedidas e acusando Bruxelas de minar as relações bilaterais.


O Ministério do Comércio da China expressou forte oposição à decisão da União Europeia de incluir entidades chinesas no seu mais recente pacote de sanções contra a Rússia, pedindo a sua remoção imediata.

Num comunicado emitido no sábado, um porta-voz do ministério afirmou que a medida "vai contra o espírito do consenso alcançado entre líderes chineses e da UE", alertando que corre o risco de minar a confiança e desestabilizar as relações entre os dois lados.

As sanções fazem parte do 20º pacote imposto pela UE em resposta à guerra na Ucrânia e visam fornecedores de terceiros países acusados de apoiar o sector militar-industrial da Rússia.

As medidas da União Europeia focam em empresas fora da Rússia que são acusadas de fornecer bens de dupla utilização ou componentes tecnológicos que possam apoiar a produção militar.

Entre as listadas estão empresas chinesas supostamente fornecedoras de itens críticos de alta tecnologia, incluindo componentes que poderiam ser usados em sistemas de armas.

Bruxelas enquadrou as sanções como parte de esforços mais amplos para restringir as cadeias de abastecimento que alimentam as capacidades de defesa da Rússia.

China alerta sobre contramedidas

Pequim sinalizou que pode responder às sanções, com o Ministério do Comércio a afirmar que tomará as "medidas necessárias" para proteger as empresas chinesas afectadas pela decisão.

A declaração alertou ainda que "todas as consequências serão suportadas pelo lado da UE", reflectindo um tom endurecido na resposta da China às medidas económicas ocidentais.

O ministério não especificou quais acções poderiam ser tomadas, mas enfatizou a posição da China contra o que considera sanções unilaterais aos seus interesses comerciais.

Tensões crescentes entre China e UE

A disputa destaca o crescente atrito entre a China e a União Europeia, em meio a tensões geopolíticas mais amplas ligadas à guerra na Ucrânia e à dinâmica comercial global.

Enquanto a UE tem se alinhado cada vez mais com os marcos de sanções ocidentais, a China tem rejeitado consistentemente tais medidas, argumentando que elas carecem de uma base jurídica internacional e prejudicam a estabilidade económica global.

A inclusão de entidades chinesas nas sanções da UE marca uma escalada adicional nas tácticas de pressão económica que vão além das partes directas do conflito.



Fonte: https://english.almayadeen.net

Tradução: RD



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