
Na quarta-feira, 29 de Abril de 2026, entre as 22h00 e as 23h00, os barcos mais avançados da Flotilha Global Sumud são inicialmente intimidados pelos abundantes sobrevôos de «drones».
Por François Meylan
Aqui está a tradução para português de Portugal, anterior ao Acordo Ortográfico de 1990 (pré-AO1990), do texto integral e sem cortes:
Na quarta-feira, 29 de Abril de 2026, entre as 22h00 e as 23h00, os barcos mais avançados da Flotilha Global Sumud são inicialmente intimidados pelos abundantes sobrevôos de «drones»; por um brilho laser de zodíacos do exército israelita, de onde soldados apontam as suas arasm de fogo para os ocupantes dos barcos.
A operação foi precedida por um bloqueio dos meios de comunicação da Flotilha Global Sumud.
Deve-se notar que este novo acto de pirataria perpetrado pelas autoridades israelitas ocorre na costa de Creta (Grécia), em águas internacionais e a cerca de 935 km de Gaza.
Às 3h35, o serviço de informações da Flotilha Global Sumud, que vem comunicando desde a ocorrência dos eventos de pirataria, nos informa que participantes (voluntários e humanitários) foram sequestrados pelas forças israelitas. A isto se chama sequestro ou rapto, que é um acto criminoso. Vide o comunicado de imprensa abaixo.
Surge então a questão: por que razão os israelitas intervêm tão cedo na jornada desta flotilha humanitária sem precedentes, composta por mais de cem barcos e tendo deixado o seu porto-base em Barcelona no domingo, 12 de Abril de 2026?
A resposta parece óbvia. A administração da Flotilha Global Sumud havia planeado uma paragem na Turquia, onde outros barcos e humanitários aguardavam para se juntar à expedição. No entanto, as relações entre Turquia e Israel deterioraram-se drasticamente a ponto de os primeiros não descartarem intervenção militar caso Israel continue ultrapassando todas as linhas vermelhas, segundo Recep Tayyip Erdogan.
Diante do exposto, teria sido muito mais perigoso atacar a flotilha uma vez que esta tivesse sido reforçada pelas tropas turcas.
Comunicado de imprensa da Flotilha Global Sumud:
30 de Abril de 2026, 03:35
Mar Mediterrâneo – As acções de Israel esta noite (quarta-feira, 29 de Abril de 2026) marcam uma escalada perigosa e sem precedentes: o sequestro de civis no meio do Mediterrâneo, a mais de 965 quilómetros de Gaza, diante dos olhos do mundo inteiro.
Vamos deixar claro: isto é pirataria. É a captura ilegal de seres humanos em alto-mar, perto de Creta, uma demonstração de que Israel pode agir impunemente, muito para além das suas fronteiras, sem quaisquer consequências.
Estamos testemunhando uma tentativa de normalizar o controlo israelita sobre o Mediterrâneo e uma escalada da impunidade de Israel. Nenhum Estado tem o direito de reivindicar, controlar ou ocupar águas internacionais. No entanto, foi exactamente isto que Israel fez, estendendo o seu domínio e ocupando o Mar Mediterrâneo, na costa da Europa.
Como parte da sua agressão, a marinha israelita interceptou navios, bloqueou comunicações, incluindo canais de socorro, e sequestrou civis. Estas não são áreas fronteiriças disputadas, mas águas internacionais.
Ainda mais alarmante é o silêncio. Governos que afirmam respeitar o direito internacional permaneceram, mais uma vez, em silêncio. Sem condenação firme. Não houve demanda imediata pela libertação dos cativos. Não há necessidade de responsabilização. Esta falta de reacção não é neutralidade, é autorização e cumplicidade.
Exigimos respostas imediatas e justiça:
Onde estão os civis sequestrados? Para onde foram levados? Governos europeus já colaboraram com Israel para facilitar estes sequestros?
Uma questão mais fundamental permanece: como chegou Israel a um ponto em que pode realizar sequestros à vista desarmada contra civis desarmados impunemente?
Isto estabelece um precedente catastrófico e deve ser condenado nos termos mais veementes possíveis. O silêncio dos governos ao redor do mundo sugere que o direito internacional é aplicado selectivamente e que Israel pode atacar civis em qualquer lugar do mundo a qualquer momento com impunidade.
Exigimos responsabilidade.
Pirataria israelita.
Fonte: https://reseauinternational.net
Tradução RD


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